Presidente da RAVE defende vantagens de se avançar “já” com o eixo Lisboa/Porto
“Face à situação económica do país será importante e uma oportunidade de desenvolver o projecto num espaço relativamente curto”, diz Carlos Fernandes

Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
O administrador da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (RAVE) Carlos Fernandes defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, que “há um conjunto de vantagens” para avançar já com o eixo Lisboa-Porto do projecto.
“Há um conjunto de vantagens para fazer já o eixo Lisboa-Porto. Face à situação económica do país será importante e uma oportunidade de desenvolver o projecto num espaço relativamente curto”, sustentou.
O administrador da RAVE intervinha na sessão de apresentação dos estudos urbanísticos do plano de urbanização da zona envolvente da nova Estação Central de Coimbra, para as redes de alta velocidade e convencional, cujo programa preliminar será incluído no concurso para a ligação Lisboa-Coimbra.
“Há vantagens de não adiar muito o investimento”, salientou Carlos Fernandes na sessão que decorreu hoje no salão nobre da Câmara Municipal de Coimbra.
O administrador da RAVE vincou que se encontram disponíveis 1500 milhões de euros de fundos comunitários para o projecto de alta velocidade e projectos complementares e destacou igualmente o seu potencial de participação na indústria nacional, estimado entre os 80 e os 85 por cento, e a previsão de criação de 100 mil empregos durante a fase de construção.
“As condições do mercado permitiram avultadas poupanças nos custos de construção e de manutenção por via da situação dos mercados financeiros e do sector da construção”, disse ainda Carlos Fernandes.
Reportando-se ao impacto em Coimbra, o administrador da RAVE salientou que o projecto lhe “dá uma nova centralidade”, destacando a sua capacidade de atracção de novas empresas, “a enorme oportunidade para a Universidade” em termos de recrutamento de professores e alunos e o potencial para a realização de grandes eventos.
Na sessão, em que foi assinado também o protocolo de colaboração para o projecto de construção da nova estação, foram ainda oradores o presidente da RAVE e da REFER, Luís Filipe Pardal, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, e António Laranjo, da RAVE. O arquitecto Joan Busquets apresentou os estudos urbanísticos.