Centros comerciais não concordam com nova limitação de horário na AML
“Limitar o horário de funcionamento dos centros comerciais na AML pode potenciar uma maior concentração de pessoas”, afirma a APCC

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A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) afirma não compreender a nova limitação de horário da sua actividade relativamente aos espaços inseridos na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que passam a encerrar às 20h a partir da meia-noite desta terça-feira, dia 23 de Junho, na sequência das novas regras anunciadas.
Em comunicado, a APCC reitera que os centros comerciais cumprem todas as regras de segurança sanitária decorrentes da lei, as recomendações da Direcção-Geral da Saúde e as melhores práticas promovidas pela indústria a nível global, mantendo-se como espaços seguros, e um aliado no combate eficaz à propagação do novo coronavírus.
“Compreendemos a preocupação do Governo e das autoridades de saúde em minimizar os riscos de ajuntamentos à margem das regras em vigor, mas reiteramos que os centros comerciais, pelas características da sua operação, e por cumprirem regras de limitação de entradas, não têm nem nunca tiveram ajuntamentos. Limitar o horário de funcionamento dos Centros Comerciais na Área Metropolitana de Lisboa pode potenciar uma maior concentração de pessoas, e isso é precisamente o contrário do que queremos que aconteça. Adicionalmente, continuamos a criar factores de incerteza com impactos negativos na operação dos Centros, dos seus lojistas e na confiança dos visitantes”, afirma António Sampaio de Mattos, presidente da APCC,
A APCC mantém um contacto regular com o Governo e com as autoridades de Saúde, numa lógica de parceria e cooperação. Esta situação permitiu que, desde a primeira hora, e em todas as fases da reabertura da economia, os centros comerciais se tenham afirmado como espaços seguros.
Sampaio de Mattos acrescenta, ainda, que “estes espaços minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos”. E recorda que “os centros Comerciais Associados da APCC investiram milhões de euros para adaptar os seus espaços e formar as suas equipas de modo a continuar a garantir a visitantes, lojistas e colaboradores das lojas todas as condições de segurança sanitária, cumprindo não apenas as regras estabelecidas pelo executivo e as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, mas também as melhores práticas desta indústria a nível global”
Das 8600 lojas que integram a APCC, 8483 estão em funcionamento, ou seja, 99% destes espaços estão de portas abertas, divulgou esta segunda-feira a Associação, que representa 93 Conjuntos Comerciais e mais de 90% da área bruta locável total existente em Portugal.