Anfiteatro da Gulbenkian recebe casa de cortiça temporária
A casa integra cortiça cedida pelas empresas Amorim Cork Composites e Amorim Isolamentos, designadamente 300 blocos de aglomerado de cortiça expandida, um material que se assume como o elemento estrutural das paredes deste espaço

Ana Rita Sevilha
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Até ao próximo dia 29 de Abril, o anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian, tem uma casa de cortiça temporária, da autoria do artista Ricardo Jacinto e que contou com o apoio da Corticeira Amorim, que vai receber o pianista italiano Marino Formenti para a performance Nowhere.
A casa- cuja montagem pode ser vista aqui – é uma residência temporária habitada pelo pianista que ali se senta ao piano, toca, dorme, come e vive. Sobre o projecto arquitectónico, Ricardo Jacinto explica que “neste contexto, as propriedades acústicas e térmicas da cortiça, associadas a um sistema construtivo que privilegiava a rapidez de montagem e facilidade de transformação do material em obra, foram determinantes para a sua escolha”, detalha o artista.
A casa integra cortiça cedida pelas empresas Amorim Cork Composites e Amorim Isolamentos, designadamente 300 blocos de aglomerado de cortiça expandida, um material que se assume como o elemento estrutural das paredes deste espaço, e diversas soluções de compósitos de cortiça, que asseguram o revestimento exterior da cobertura, do pavimento e do tecto, num total de cerca de 200 m2.
Diariamente, entre as 10h e as 20h, o público é convidado a entrar e sair livremente, a voltar, a ouvir música ao vivo, num reportório que abarca John Cage, Morton Feldman, Erik Satie, Brian Ero, Jean-Henri d’Anglebert, Gaspard le Roux ou Bjork, entre o barroco e o contemporâneo, numa performance/concerto no âmbito da BoCA – Biennial of Contemporary Arts.
Com streaming 24h/dia, a partir do site da BoCA (www.bocabienal.org) a performance/concerto Nowhere pode ser acompanhada à distância desde o primeiro dia.
Ricardo Jacinto é artista plástico e músico concentrando-se principalmente na relação entre som e espaço. É actualmente investigador no Sonic Arts Research Center (Belfast). Mantém uma actividade regular na área da música experimental e improvisada. Apresentou o seu trabalho em diversas exposições individuais e colectivas como: Project Room CCB, CAM, Círculo de Belas Artes (Espanha), MUDAM (Luxemburgo), Centro Cultural Gulbenkian (Paris), Manifesta 08_Bienal Europeia de Arte Contemporânea de Itália, Frac (França), Museu de Serralves, OK CENTRE (Áustria), Culturgest, Casa da Música, CIAJG. Em 2006 representou Portugal na Bienal de Veneza de Arquitectura num projecto em co-autoria com Pancho Guedes.