CCB recebe primeira exposição monográfica de Sou Fujimoto na Europa
Está ainda prevista uma conferência no dia da inauguração, 10 de Setembro, às 21:30

Lusa
Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
A primeira exposição monográfica do arquitecto japonês Sou Fujimoto na Europa vai estar patente no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, a partir de 10 de Setembro.
A exposição, intitulada “Sou Fujimoto. Futurospective Architecture”, vai estar patente na Garagem Sul do CCB, de 10 de Setembro a 17 de Novembro, como informou esta instituição.
O premiado arquitecto de 41 anos, nascido em Hokkaido, no norte do Japão, vai mostrar sobretudo os projectos com um carácter mais radical pela novidade, seguindo um percurso de seis secções, com maquetes, objectos, e materiais que inspiraram Fujimoto.
Sou Fujimoto é conhecido pelos edifícios construídos no Japão e pelos ensaios com as suas teorias – como “Primitive Future” (2008) – e conquistou a fama de um arquitecto que redefiniu totalmente o espaço como um lugar para passar tempo e desfrutar.
Outro traço dos seus projectos é o design espectacular no qual a arquitectura se funde com a natureza, em simbiose.
Desde 2000, Sou Fujimoto conquistou uma dezena de prémios de arquitectura e design no Japão. Em 2008, no World Architectural Festival, foi primeiro prémio na categoria Habitação Privada e, em 2009, venceu o Prémio de design Wallpaper – Melhor Habitação Privada.
Foi um dos criadores convidados a desenhar este ano um pavilhão temporário da Serpentine Gallery, em Londres, considerado um dos mais ambiciosos programas arquitectónicos a nível mundial. Todos os arquitectos e artistas que também desenharam estes pavilhões da Serpentine Gallery, até agora, foram os conceituados Herzog & de Meuron com Ai Weiwei (2012), Frank Gehry (2008), Oscar Niemeyer (2003) e Zaha Hadid, que desenhou a estrutura inaugural, em 2000.
A exposição no CCB tem como ambição, segundo a organização, oferecer mais do que uma retrospectiva dos edifícios do arquitecto japonês, procurando também mostrar a arquitectura como uma disciplina ligada às artes e à sociologia.
No seu trabalho, Fujimoto centra-se muito nas necessidades das pessoas que vão ocupar os edifícios que desenha, e a atitude do arquitecto é muito voltada para uma concepção do espaço orientada para o futuro.
Serão seis as secções da mostra, no CCB, ligadas às noções de natureza, árvore, floresta, corpo, ao todo e às suas partes, à comunicação, interior e exterior, ao mobiliário, cidade, paisagem, escalas e ecossistema.
Está ainda prevista uma conferência no dia da inauguração, 10 de Setembro, às 21:30.
Antes do CCB, Sou Fujimoto esteve na Alemanha, em 2012, numa mostra da Kunsthalle Bielefeld, com curadoria de Friedrich Meschede.