Análise revela melhoria das expectativas de venda no mercado imobiliário
A redução da procura continua a ser o principal impulsionador para a quebra de preços

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Dados do Portuguese Housing Market Survey, produzido pelo RICS, revelam que o índice nacional e confiança, que se baseia nos preços e expectativas relativas a vendas, melhorou em Maio, não obstante a manter-se em terreno negativo. Segundo os dados, este índice passou de -49 em Abril para -32 em Maio.
De acordo com os números do RICS, o mercado de compra e venda de habitação em Portugal continua em terreno negativo e com uma debilidade generalizada e que abrange os preços, a actividade e as expectativas. De acordo com o estudo mensal desenvolvido em parceria com a Confidencial Imobiliário, o volume de transacções neste mercado continuou a cair e a evolução dos preços registou um maior deterioração. Uma vez mais, a redução da procura continua a ser o principal impulsionador para a quebra de preços, já que as instruções de venda – indicativas da oferta – continuaram a cair, uma tendência verificada desde Dezembro de 2010.
O estudo de Maio confirma uma vez mais a boa performance, por contraste, do mercado de arrendamento, com a procura a aumentar e as expectativas relativas a este mercado em terreno positivo. No entanto, o valor das rendas tem caído e as expectativas quanto a este indicador mostram-se negativas, o que poderá reflectir um excesso de stock no mercado de arrendamento
Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, explica que “Maio foi um mês de grande incerteza, em especial devido ao impasse político na Grécia. Tal foi visto pelo mercado como uma fonte adicional de pressão sobre a actividade. Por outro lado, alguns profissionais referiram que alguns investidores se questionam se a quebra de preços se acentuará ainda mais ou se este é um bom momento para entrar no mercado.”
Já no entender de Josh Miller, economista sénior do RICS “apesar do volume de vendas e dos preços das casas permanecerem em queda, a actividade no mercado de arrendamento está a aumentar uma vez que as famílias que não conseguem financiamento optam por arrendar. No entanto, o valor das rendas encontra-se também em queda, apesar da alteração das preferências das famílias. Tal pode justificar as correntes dificuldades no sector residencial reflectidas numa taxa de desemprego de 15,2% de acordo com os dados mais recentes”.