Nunes da Silva acusa Estradas de Portugal de não ter o papel que o Governo necessita para as rodovias
Para Nunes da Silva, “a EP não pode ser apenas uma entidade para onde se transferem os prejuízos dos contratos de concessão e das PPP que estão a ser feitas”

Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
O professor universitário Fernando Nunes da Silva considera que a Estradas de Portugal (EP) “não serve” para os objectivos que devem nortear a actividade de uma entidade do Estado relativamente à rede rodoviária nacional.
“A EP não serve para aquilo que são os grandes objectivos que deve ter uma entidade do Estado em relação à rede rodoviária nacional”, afirmou o professor do Instituto Superior Técnico (IST) em declarações aos jornalistas no Parlamento, depois de ter sido ouvido durante mais de seis horas pelos deputados da comissão de inquérito às parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias.
Para Nunes da Silva, “a EP não pode ser apenas uma entidade para onde se transferem os prejuízos dos contratos de concessão e das PPP que estão a ser feitas”.
O vereador da Câmara Municipal de Lisboa afirmou que, actualmente, a EP está a “funcionar fundamentalmente como um veículo de encaixe dos prejuízos, desorçamentando o Estado”.
O professor universitário defendeu a importância de existir uma entidade nacional que, em matéria rodoviária, assegure o planeamento, um acompanhamento das inovações técnicas que possam ser feitas, a manutenção e possa lançar obras que não sejam concretizadas directamente pelo Estado.
Durante a audição na comissão de inquérito, Nunes da Silva afirmou ser “essencial retomar uma visão do problema das infra-estruturas rodoviárias que tenha a noção exacta do que é a realidade rodoviária no país”, salientando que a manutenção das estradas municipais e intermunicipais tem sido “esquecida”.