Investimento comercial já contabiliza mais de 1,1 MM€ até Agosto
A actividade em Investimento Imobiliário Comercial é um dos aspectos em análise no WMarket Review Mid-year 2022, da Worx Real Estate Consultants. Mas outros sectores estão também em análise

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A venda dos portfólios Connect, pelo Novo Banco à Blackstone por 208 milhões de euros, das residências de estudantes Smart Studios, vendidas à Round Hill Capital por 200 milhões de euros e um outro de Industrial & Logístico (I&L), comprado também pela Blackstone à M7 Real Estate por 125 milhões de euros, foram algumas das mais recentes transacções de investimento que contribuíram com 360 milhões de euros, elevando o total para um valor superior a 1.100 milhões de euros registado até Agosto deste ano. Saliente-se, contudo, que deste total 780 milhões de euros foram alcançados no primeiro semestre.
A actividade em Investimento Imobiliário Comercial é um dos aspectos em análise no WMarket Review Mid-year 2022, da Worx Real Estate Consultants. A publicação bianual analisa a actividade recente dos mercados imobiliários mais tradicionais (investimento, escritórios, industrial & logística e retalho) em Portugal, assim como dos sectores do turismo, residencial e alternativos do segmento da saúde, living e data centres e apresenta tendências e previsões para os próximos tempos.
“Neste estudo, considerou-se relevante olhar para o contexto macroeconómico de pressão nas condições financeiras, o aumento das taxas de juro de referência (com o impacto expectável e visível nos mercados de capital), o aumento dos custos de financiamento das empresas, a inflação alta, a depreciação do euro face ao dólar, e a redução do rendimento real disponível das famílias.”, afirma Sílvia Dragomir, head of Research da Worx Real Estate Consultants, a propósito deste lançamento.
Procurou-se igualmente incorporar a vertente da sustentabilidade de forma transversal na análise dos diversos sectores imobiliários, dado que trará cada vez mais implicações ao sector e à economia em geral, com um peso significativo no acesso a financiamento, liquidez dos activos e retenção de inquilinos.
O mercado de escritórios transaccionou um volume de 168.300 m2 colocados na Grande Lisboa no primeiro semestre do ano, distribuídos por 105 operações. A estas acresceram mais 36 operações que colocaram o volume de absorção em níveis de 207.200 m2 até ao mês de Agosto. Este nível de procura efectivada quase triplicou face ao período homólogo e já ultrapassou o valor registado no final do ano 2021, de 161.600 m2.
A tendência de crescimento da oferta vai manter-se nos próximos anos. Actualmente, existem 12 projectos em construção, que trarão ao mercado cerca de 240.600 m² de novos edifícios de qualidade acrescida, sendo que uma parte muito significativa se encontra já pré-arrendada (cerca de 78%).
As rendas prime no mercado de escritórios têm registado ligeiros aumentos ao longo do último ano, até 5%. Destacam-se o Prime CBD (zona 1) e a Zona Histórica (zona 4) onde o surgimento de projectos novos e diferenciadores, face à escassez de oferta disponível que caracteriza estas zonas, têm elevado os valores de mercado para 25,5/m2/mês/€ e 21,0/m2/mês/€, representando crescimentos homólogos de 5% e 2%, respectivamente.
A actividade ocupacional no sector de retalho revela uma trajectória crescente, após ter sido um dos mais afectados pela pandemia da Covid-19. Da amostragem recolhida pela Worx, registaram-se cerca de 200 novas aberturas no primeiro semestre. Uma vez mais, o comércio de rua manteve a sua elevada representatividade (70%) e os sectores da restauração e do alimentar foram os mais activos, com 57% e 12%, respectivamente.
As rendas prime do último trimestre registam €127,5/m²/mês no comércio de rua em Lisboa, e €67,5/m²/mês no comércio de rua no Porto.c
A actividade no sector Industrial e Logística (I&L) em Portugal registou mais de 210.000 m2 de absorção no primeiro semestre de 2022, reflectindo uma quebra homóloga de 40%. Esta quebra justifica-se pela forte procura registada em 2021, fruto do crescimento do comércio online e da procura dos consumidores de forma geral.
No segundo trimestre de 2022, houve uma tendência de subida de rendas prime nas localizações mais próximas dos centros urbanos de elevada densidade e nas principais zonas com projectos novos na Área Metropolitana de Lisboa. As rendas na cidade de Lisboa praticam o valor mais elevado, encontrando-se nos 5,50/m²/mês/€ de renda prime, seguida pelo Eixo Loures-Amadora e o Corredor Oeste com a segunda e terceira renda mais elevada dada a proximidade aos centros urbanos, 5,50/m²/mês/€ e 5,0/m²/mês/©, respectivamente.