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Resultados do Grupo PARPÚBLICA aumentam 57 milhões de euros em 2021

Para este desempenho, foi importante o resultado das actividades ligadas à gestão e promoção imobiliária levadas a cabo pela Estamo, Consest, Baía do Tejo e Fundiestamo

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O Grupo PARPÚBLICA obteve no ano de 2021 um resultado líquido consolidado positivo de cerca de 137 milhões de euros, superior aos 80 milhões de euros alcançados em 2020 e aproximando-se do resultado do ano de pré-pandemia de 2019 que ascendeu a 139 milhões de euros. O Grupo do Estado “continua a evidenciar uma capacidade de resiliência e flexibilidade, comprovado pelo facto de todos os segmentos de negócio terem apresentado resultados positivos, num ambiente adverso ditado pela pandemia”, sublinha em comunicado.

Para este desempenho, foi importante “a estratégia de organização e gestão do Grupo, revelando tanto a eficiência colectiva da Holding, quanto a eficácia individual das suas participadas”. Com destaque para as actividades ligadas à gestão e promoção imobiliária levadas a cabo pela Estamo, Consest, Baía do Tejo e Fundiestamo.

“Em 2021 o volume de negócios deste segmento correspondeu a um valor global de 68,8 milhões de euros, o que se traduz num aumento acentuado face a 2020 (+18%)”, refere o relatório de contas da holding pública. O volume de negócios foi impactado, na sua maioria, pela contribuição das participadas Estamo e Baía do Tejo, que contribuíram com 96% do volume facturado por esta actividade.

Relativamente aos resultados deste segmento eles atingiram em 2021 cerca de 36,1 milhões de euros, mais 19% que em 2020. Um crescimento devido à venda do antigo Hospital do Desterro, por 10,38 milhões de euros realizada no final de 2021 pela Estamo, mas que se deve também à valorização extraordinária dos activos da Baia do Tejo, designadamente dos seus parques empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja. Ainda em processo de venda está o território da Margueira, no quadro do desenvolvimento do projecto “Cidade da Água”.

No conjunto, os activos desta área de negócio ascendiam no final de 2021 a 1.297 milhões de euros, +1% que em 2020, salientando-se o acréscimo dos activos da Estamo e da Baía do Tejo, em cerca de 6,8 milhões de euros e 8,9 milhões de euros, respectivamente.

Em 2021, o investimento global do Grupo rondou os 188 milhões de euros, representando um aumento de 29% face ao valor de 2019 (146 milhões de euros).

O Grupo manteve ainda a sua estratégia de redução de endividamento, tendo o passivo consolidado sido reduzido em 707 milhões de euros em 2021, essencialmente suportado pela Holding PARPÚBLICA, a qual registou uma diminuição do endividamento na ordem dos 600 milhões de euros.

No que respeita às contas individuais da Holding PARPÚBLICA, é de destacar o resultado líquido de 2021 de aproximadamente 29 milhões de euros, que se traduz num aumento de 9 milhões de euros face a 2020.

Ainda a nível da Holding, a actividade desenvolvida em 2021 permitiu manter níveis elevados em termos de solvabilidade e de autonomia financeira, com 94% dos activos da Holding financiados por capitais próprios.

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@ Miguel Nogueira
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Novo crédito à habitação cresce 27%

Na recente Síntese Estatística da Habitação, referente a Janeiro de 2025, a AICCOPN destaca a queda no consumo de cimento no mercado nacional, face ao período homólogo que contrasta com os 3.618 fogos licenciados em construções novas e o crescimento de 27% no novo crédito à habitação

No primeiro mês de 2025, o consumo de cimento no mercado nacional fixou-se nos
301.4 milhares de toneladas, registando uma queda de 11.1% em comparação com o período homólogo. Em contraste, o licenciamento municipal para a construção e reabilitação de edifícios habitacionais, apurou-se um aumento homólogo de 10%, no mês de Janeiro. Enquanto o número de fogos licenciados para construções novas, verificou-se um crescimento de 40,5%, para 3.618 novas habitações.

O montante do novo crédito à habitação, excluindo renegociações, concedido pelas instituições financeiras registou um acréscimo de 27%, totalizando 1.534 milhões de euros, em Janeiro. Relativamente à taxa de juro do crédito à habitação, a mesma fixou-se em 3,98% nesse mês, reflectindo uma redução de 68 pontos base face ao período homólogo.

No mês de Janeiro, o valor mediano da habitação, calculado para efeitos de avaliação bancária, apresentou uma valorização homóloga de 14,5%, impulsionada principalmente pelo segmento dos apartamentos, que evidenciou um crescimento de 15,5%.

A análise destaca a região Oeste e Vale do Tejo, onde nos 12 meses terminados em Janeiro de 2025, foram licenciados 2.699 fogos em construções novas, o que representa um aumento de 22,4% face aos 2.205 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores. Desse total, 8% correspondem a tipologias T0 ou T1, 20% a T2, 53% a T3 e 19% a T4 ou superior. Quanto ao valor de avaliação bancária da habitação, verificou-se, nesta região, uma variação homóloga de 12,3% em Janeiro deste ano.

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Câmara do Seixal lança concurso para Unidade de Saúde de Paio Pires

“O nosso concelho verá substancialmente melhorada a sua capacidade de resposta nos cuidados de saúde primários, permitindo responder às necessidades de uma população em franco crescimento”, garante o autarca

O executivo da Câmara Municipal do Seixal aprovou a abertura do concurso público para a empreitada de construção da futura Unidade de Saúde de Aldeia de Paio Pires, pelo preço-base de 2 711 341,13 euros. Recorde-se que a autarquia disponibilizou uma área com cerca de 6 mil metros quadrados, na Rua Machado dos Santos, para a construção deste equipamento, que irá minimizar as graves carências de cuidados de saúde sentidas em Aldeia de Paio Pires e que servirá cerca de 15 mil pessoas.

Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal, afirma que “esta unidade de saúde é há muito reivindicada pela autarquia, pelas forças vivas e pela população de Paio Pires, tendo em conta a necessidade efetiva da população no que se refere ao reforço dos cuidados de saúde. Esta é pois uma enorme vitória da população de Paio Pires e do concelho do Seixal. É também uma demonstração cabal de que vale sempre a pena lutar pelos interesses dos munícipes. O nosso concelho verá substancialmente melhorada a sua capacidade de resposta nos cuidados de saúde primários, permitindo responder às necessidades de uma população em franco crescimento. A autarquia e a população em geral estão de parabéns por mais esta vitória, numa altura em que está anunciada a reposição da freguesia de Aldeia de Paio Pires”.

Foram também aprovados apoios financeiros ao movimento associativo às seguintes entidades: Amora Futebol Clube (apoio aos trabalhos preparatórios para a construção do campo de futebol, nomeadamente trabalhos de movimentação de terras e construção de um muro de sustentação); Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Pinhal de Frades (apoio à elaboração do projeto de construção da futura Estrutura Residencial para Pessoas Idosas); Banco Alimentar contra a Fome na Península de Setúbal (apoio a atividades no âmbito da ação social); Associação Cabo-verdiana do Seixal (obras de requalificação do salão da sede social); movimento associativo juvenil (Ações Jovens Seixal 2025).

Nesta sessão, foi ainda aprovada uma comparticipação financeira para apoio a 196 projetos e atividades escolares, no âmbito do Programa de Apoio a Projetos e Atividades Escolares do Plano Educativo Municipal 2024-2025, a serem distribuídos por oito agrupamentos e duas escolas secundárias do concelho. Ainda no âmbito do Plano Educativo Municipal, foi aprovada a atribuição de apoio financeiro a seis projetos de imprensa e rádio escolar a descentralizar por três agrupamentos de escolas e três escolas secundárias

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Nova linha de eléctrico irá ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações

Será apresentado amanhã, 1 de Abril, a futura linha de eléctrico que irá ligar o Terreiro do Paço ao Parque das Nações. A nova linha será feita em canal dedicado. A última vez que se expandiu a rede de eléctricos, em Lisboa, foi em 1958

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, irá estar presente amanhã, 1 de Abril, no lançamento da nova linha de eléctrico em canal dedicado que ligará o Terreiro do Paço ao limite norte do Parque das Nações, num tempo de percurso de apenas 15 minutos.

Este será o primeiro eléctrico em canal dedicado na cidade de Lisboa, que permitirá um transporte à superfície em condições similares a um metro de superfície. Irá passar assim a existir uma linha de eléctrico contínua entre Algés e o Parque das Nações, a qual cruzará com as linhas vermelha, azul e verde do Metropolitano. Segundo informações da CML “este eléctrico terá um elevado nível de conforto, fiabilidade e elevada frequência, sendo uma verdadeira alternativa ao uso do transporte individual”.

A última vez que se expandiu a rede de eléctricos, em Lisboa, foi em 1958.

 

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Verdelago Resort
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Verdelago lança nova fase num investimento de 74 M€

Esta nova fase conta com 91 unidades residenciais-turísticas, que deverão ser entregues no Verão de 2027. Tradicionalmente procurada por portugueses, a comercialização conta com uma estratégia direccionada para os mercados internacionais que têm vindo a crescer e que querem impulsionar

O Verdelago Resort, localizado entre Altura e a Praia Verde, no Algarve, antecipa nova fase de comercialização, com o lançamento de 91 unidades residenciais-turísticas. Esta nova fase representa um investimento de 74 milhões de euros e as primeiras casas devem ser entregues no Verão de 2027, estando a ser dada prioridade de aquisição aos interessados que, não tendo conseguido adquirir uma das unidades na fase anterior, se mantiveram em lista de espera até hoje. Até ao momento 10% da nova fase está já vendido ou reservada por esta via.

Para a nova fase de comercialização, o Verdelago Resort tem agora disponíveis tipologias T1, T2, T3 e, pela primeira vez, T4. As áreas privativas variam entre os 82 e os 206 m² e com terraços, de 10 a 115 m².

Os preços começam nos 715 mil euros para os apartamentos T1 e vão até aos 2.300 milhões de euros para os T4. O que significa uma valorização entre 50% a 65% em relação à primeira fase do empreendimento, iniciada em 2021.

Lucília Pinto, directora comercial do Verdelago Resort justifica o sucesso comercial de todas as fases pelo facto do Verdelago ser um projecto “irrepetível, único e inovador,” que se distingue pela sua “localização, arquitectura, ambiente e sustentabilidade”.

Além disso, acrescenta Lucília Cruz Pinto, “é uma excelente aposta em termos de retorno de investimento, não só pela valorização de que tem sido alvo, como pelo retorno financeiro associado por via da exploração turística”.

A juntar ao facto de o Verdelago preservar a essência do Sotavento Algarvio, “o seu sucesso comercial deve-se também à grande procura por parte dos portugueses pela região do Sotavento algarvio, nomeadamente a Praia Verde. Esta ligação é já antiga e geracional. Temos muitos proprietários no Verdelago que frequentavam esta zona desde que eram crianças, vinham com os pais ou com os avós e agora concretizaram o sonho de terem uma casa de praia na região”, esclarece a directora comercial.

Para a fase actual em comercialização “preparámos uma estratégia específica e direccionada para os mercados internacionais que têm vindo a crescer e queremos impulsionar. São clientes que tendencialmente usam a sua unidade durante a época baixa e média, o que permite termos mais unidades disponíveis para a grande procura hoteleira que temos na época alta. O que lhes permite também ter retorno por via da exploração turística”, esclarece Lucília Cruz Pinto.

O Verdelago Resort estende-se por cerca de 86 hectares de terreno, com um índice de construção 8,7%. Os seus cerca de 70 hectares de vegetação incluem um Parque Verde de Recreio e de Lazer com cerca de 42 hectares, uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares, áreas de interpretação ambiental, conservação e promoção do habitat natural e um lago com dois hectares.

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Reabilitação Urbana mantém dinamismo

Apesar de uma ligeira redução, a actividade na reabilitação urbana manteve um elevado dinamismo durante o mês de Fevereiro, com a carteira de encomendas a crescer 8%, revela o último inquérito realizado pela AICCOPN junto das empresas que operam no segmento

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No mês de Fevereiro de 2025, de acordo com os dados obtidos no inquérito realizado pela AICCOPN junto das empresas que operam no segmento da Reabilitação Urbana, observa-se um cenário de relativa estabilidade, ainda que com algumas oscilações, mas mantendo uma margem de progressão significativa.

Com efeito, apesar da quebra de 1,8% no índice Nível de Actividade, o Índice de Carteira de Encomendas registou um crescimento homólogo de 8,0%, evidenciando a manutenção de um elevado dinamismo neste indicador. Importa salientar, que este desempenho acompanha a tendência de crescimento do licenciamento de obras de reabilitação observada nos últimos meses, tendo-se verificado, no último trimestre de 2024, um aumento homólogo de 15%

No que concerne à Produção Contratada, indicador que mede o tempo médio de trabalho garantido a um ritmo normal, registou-se um incremento, passando de 8,2 meses em Janeiro para 9 meses em Fevereiro de 2025.

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‘Parque Cidades do Tejo’ une duas margens e prevê construção de 25 mil casas

Ao todo, são 4.500 hectares de área de intervenção urbanística e infraestruturas, que se dividem em quatros projectos estruturantes: Arco Ribeirinho Sul, Ocean Campus, Aeroporto Humberto Delgado e Cidade Aeroportuária

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O Governo apresentou esta sexta-feira, dia 28 de Março, aos presidentes dos 18 Municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e ao presidente da Câmara de Benavente o Parque Cidades do Tejo, um projecto que pretende “transformar” o arco ribeirinho numa “grande metrópole” em que o rio funciona como elo de ligação dos territórios em vez de os separar.

São quatro os projectos de âmbito nacional, que têm comum as margens do Tejo, que se  traduzirão numa operação única, de coordenação centralizada, em cooperação com o Estado Central e os Municípios directamente envolvidos. Ao todo, são 4.500 hectares de área de intervenção urbanística e infraestruturas, o equivalente a 55 vezes a Parque Expo, onde se prevê a construção de mais de 25 mil habitações. Nos quatro eixos – Arco Ribeirinho Sul, Ocean Campus, Aeroporto Humberto Delgado e Cidade Aeroportuária pretende-se requalificar, regenerar territórios, fomentar cidades em rede e promover a economia circular, a habitação, o emprego e o aumento dos transportes públicos através do reforço das infraestruturas.

O Parque Cidades do Tejo integra, também, espaços habitacionais, de lazer, de investigação e de cultura, como a Ópera Tejo, um Centro de Congressos Internacional e a Cidade Aeroportuária. Ao nível de infraestruturas, estão previstas duas novas travessias do Tejo: a Terceira Travessia do Tejo (TTT) e o túnel Algés-Trafaria; um aeroporto único de cariz expansível, com capacidade para mais de 100 milhões de passageiros e investimento na ferrovia de alta velocidade. Estima-se que estes investimentos criem mais de 200 mil postos de trabalho.

O projecto contempla 1.100 mil metros quadrados (m2) destinados a equipamentos e 2.500 mil m2 a actividades económicas, sem ter em conta o espaço da Cidade Aeroportuária. Pretende-se aumentar a quota modal de transporte público de 24% para 35%, e para isso, será importante o reforço do investimento de mais 3,8 mil milhões de euros – sendo que o apoio ao transporte público e à política tarifária se prevê de 328 milhões de euros/ano.

Além da reabilitação de terrenos, de criar soluções de mobilidade, tendo em conta, nomeadamente a construção da nova cidade aeroportuária (Benavente e Montijo), será necessário criar ofertas habitacionais que respondam às necessidades da população.

A apresentação do programa decorreu na sede da Área Metropolitana de Lisboa (AML), presidida pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e contou, ainda, com a presença de Joaquim Miranda Sarmento, ministro de Estado e das Finanças, de Manuel Castro Almeida, ministro Adjunto e da Coesão Territorial e Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas
e Habitação.

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W Algarve (Albufeira)
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Portugal com 15 novos projectos de Branded Residences em pipeline

Entre projectos mais urbanos e resorts, Portugal vai receber, nos próximos cinco anos, 15 novos projectos hoteleiros e residenciais associados a marcas de luxo, um mercado que já coloca o País no Top 3 das preferências dos investidores

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De acordo com o mais recente estudo da Savills Global Residential Development Consultancy – Branded Residences: Portugal Snapshot 2025, Portugal é o país da Europa com mais projectos de branded residences em pipeline para os próximos cinco anos, traduzindo-se em mais 1.200 unidades residenciais distribuídas por 15 novos projectos.

Números que indicam que as perspectivas para este mercado em Portugal permanecem “muito optimistas, com uma taxa de crescimento “extraordinária”, reflectindo a “confiança dos investidores e utilizadores” e que já coloca Portugal no top 3 da preferência dos investidores. À frente está apenas o Reino Unido e Espanha.

O actual panorama global do segmento foi discutido em Lisboa e no Porto, em eventos  organizados pela Savills Portugal juntamente com a equipa de Global Residential Development Consultancy da Savills, sediada no Reino Unido.

A oferta neste segmento em Portugal é diversificada e contempla resorts de golfe, como o Viceroy no Ombria Algarve e projectos urbanos cosmopolitas, como o Hyatt Regency Lisbon. À semelhança do que se verifica na maior parte do Mediterrâneo, a procura pelo estilo de vida costeiro continua a ser a força motriz, com os resorts a representarem 72% dos 11 empreendimentos já em operação no País. No entanto, olhando para o pipeline actual, Algarve e Lisboa continuam a ser as áreas mais procuradas pelos investidores. A região do Algarve irá contar com sete novos projectos, o que equivale à introdução de mais de 800 unidades de alojamento. Já na região de Lisboa irá contar com quatro novos projectos (174 unidades). As restantes dividem-se entre Comporta e Borba.

Paula Sequeira, head of Consultancy & Valuation da Savills, destaca: “Para além das localizações já estabelecidas em Portugal, como o Algarve e Lisboa, a região da Comporta tem-se vindo a posicionar como o próximo destino de referência para projectos residenciais de marca. A região está claramente preparada para um mercado bem consolidado, competindo com outros destinos de referência na bacia do Mediterrâneo. No entanto, identificamos outras regiões com potencial para este tipo de projecto, nomeadamente a cidade do Porto, um destino urbano cada vez mais reconhecido a nível global para negócios, turismo e novos residentes”.

Em termos ibéricos, Espanha apresenta números semelhantes a Portugal, tanto em  número de projetos branded residential concluídos como em desenvolvimento.

No entanto, num total de 25 esquemas projectados em cada país até 2031, Portugal apresenta projectos de dimensão superior, com um número total de unidades residenciais de aproximadamente 2.300, em comparação com as 1.300 de Espanha.

A ascensão de marcas  não hoteleiras tem sido, também, uma tendência observada internacionalmente, representando actualmente 21% do segmento, com maior representação nos centros urbanos. Portugal tem, igualmente, registado este formato com os projectos previstos de Karl Lagerfeld e do YOO Studio, com cinco projectos a desenvolver através das submarcas YOO Studio e YOO inspired by Starck, nos próximos cinco anos.

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Portugal contraria tendência europeia com redução de 10,7 % no malparado

Portugal continua, assim, na trajetória de redução de NPL, contrariando a tendência predominante na Europa, onde o crédito em incumprimento aumenta há já seis trimestres consecutivos

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Portugal registava no terceiro trimestre de 2024, um volume de 5.000 milhões de euros de crédito malparado no seu sistema financeiro, uma fatia que corresponde a 2,4% do total de créditos concedidos no País, no valor de 211.100 milhões de euros. Verifica-se, assim, um a redução de 10,7% no stock de crédito em incumprimento face ao mesmo período de 2023, o que corresponde a uma redução de 600 milhões de euros. Estes são os dados mais recentes apresentados na edição de 2025 da Prime Yield do seu estudo “Keep an Eye on the NPL & REO Markets”. Um documento que analisa a evolução dos principais indicadores do crédito não performativo (NPL – Non-Performing Loans) em Portugal, Espanha, Grécia e Brasil, além de apresentar uma projecção da dinâmica de transacções deste tipo de portfólios.

O País continua, assim, na trajetória de redução de NPL, contrariando a tendência predominante na Europa, onde o crédito em incumprimento aumenta há já seis trimestres consecutivos.

No agregado europeu, o volume de NPL ascendeu a 376 mil milhões no terceiro trimestre de 2024, mais 3,7% do que em igual período do ano anterior e mais 0,7% do que no segundo trimestre de 2024. Em termos absolutos, isso significa que no último ano o crédito em incumprimento na Europa aumentou em 13.300 milhões, dos quais 2.600 milhões entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024.

O volume de NPL na Europa corresponde a 1,9% do total de crédito concedido. Este indicador, chamado de rácio de NPL, agravou face ao período homólogo quando era de 1,8%. Já em Portugal, o rácio de NPL comprimiu, comparando-se os actuais 2,4% com os 2,8% do terceiro trimestre de 2023. Ainda assim, o País mantém o peso do incumprimento sobre o total dos créditos superior à média europeia.

A nova redução de NPL em Portugal deve-se ao desempenho do sector das empresas, que concentra 54% do crédito malparado no país, no valor de 2.700 milhões. Este montante reduziu 22,9% face ao registado no terceiro trimestre de 2023 (3.500 milhões de euros) e encontra-se, na sua maioria, alocado ao setor de PME’s, responsáveis por dois mil milhões em créditos faltosos. De notar ainda que 41% do crédito que as empresas têm em incumprimento, no valor de 1.100 milhões de euros, está garantido por imobiliário corporativo.

Já o segmento de famílias aumentou o incumprimento no último ano. Representando 42% do volume de NPL em Portugal, no valor de 2.100 milhões, o crédito não performativo das famílias no 3º trimestre de 2024 apresentava um aumento de 10,5% face aos 1.900 milhões incumpridos no período homólogo. Cerca de metade do incumprimento das famílias (52%) está alocado ao crédito à habitação. No terceiro trimestre de 2024, este segmento somava 1.100 milhões em incumprimento, mais 10,0% do que os 1.000 milhões registados no período homólogo.

Ainda assim, o peso do crédito malparado sobre o total dos empréstimos mantém-se bastante menor no segmento das famílias do que no das empresas. No terceiro trimestre de 2024, o incumprimento nas famílias correspondia a 2,0% do total de crédito concedido e, em específico, no segmento do crédito à habitação, esse peso é de 1,3%. No sector das empresas, apesar da redução, o incumprimento representa 5,1% do montante financiado.

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UE selecciona 47 projectos estratégicos para diversificar acesso às matérias primas

Comissão Europeia aprova projectos estratégicos no âmbito do Regulamento Europeu das Matérias-Primas Críticas (REMPC). Quatro são em Portugal: Somincor; Barroso Lithium Project; Lifthium Energy; e Lusorecursos Portugal Lithium

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A Comissão Europeia seleccionou, pela primeira vez, os 47 projectos estratégicos em toda a União Europeia (UE) para reforçar as capacidades nacionais no sector das matérias-primas críticas, no âmbito do Critical Raw Materials Act (CRMA).

Em Portugal, quatro projectos foram distinguidos com este “selo” de credibilidade: três relacionados com o lítio e um com o cobre. Estas iniciativas representam um marco importante na implementação do CRMA, contribuindo para a transição verde e digital da Europa e para o fortalecimento de sectores estratégicos como a defesa e a indústria aeroespacial.

Os projectos estratégicos portugueses integram um esforço mais amplo da UE para garantir, até 2030, que a extracção, o processamento e a reciclagem de matérias-primas críticas atinjam, respectivamente, 10%, 40% e 25% da procura da UE.

O LNEG, que tem desempenhado um papel relevante na implementação do CRMA a nível nacional, integrando o Grupo de Trabalho criado para o efeito, o qual tem trabalhado no mapeamento das ocorrências de recursos nacionais de matérias-primas críticas (MPC), com a publicação da carta Critical Raw Materials Deposits in mainland Portugal, de 2023, disponível no seu geoPortal. Em 2024, o Workshop “Plano Nacional de Prospecção no âmbito do CRM Act” reforçou estas bases, promovendo a coordenação de estratégias nacionais.

Os 47 novos projetos estratégicos estão localizados em 13 Estados-Membros da UE: Bélgica, França, Itália, Alemanha, Espanha, Estónia, Chéquia, Grécia, Suécia, Finlândia, Portugal ( Somincor, Barroso Lithium Project, Lifthium Energy e Lusorecursos Portugal Lithium) Polónia e Roménia. Abrangem um ou mais segmentos da cadeia de valor das matérias-primas, com 25 projetos que incluem atividades de extração, 24 de transformação, 10 de reciclagem e 2 de substituição de matérias-primas. Os projetos estratégicos abrangem 14 das 17 matérias-primas estratégicas enumeradas no Regulamento Matérias-Primas Críticas. Tal inclui vários projectos que abrangem o lítio (22 projectos), o níquel (12 projectos), o cobalto (10 projectos), o manganês (7 projectos) e a grafite (11 projectos), que beneficiarão particularmente a cadeia de valor das matérias-primas para baterias da UE.

Para se tornarem operacionais os 47 projectos estratégicos prevêem um investimento global de capital de 22,5 mil milhões de euros e irão beneficiar de um apoio coordenado da Comissão, dos Estados Membros e das instituições europeias no que diz respeito ao acesso ao financiamento e ao licenciamento.

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Sector da construção continua a apresentar risco elevado em 2025

Num cenário económico internacional marcado por elevada incerteza e volatilidade, o sector da construção é um dos mais vulneráveis no contexto europeu e global, revela o mais recente Barómetro de Risco País e Sectorial da COFACE. Pressão sobre o investimento, financiamento mais dispendioso e menos obras lançadas são os principais desafios do sector

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tagsCoface

De acordo com o Barómetro, o sector da construção continua a sofrer o impacto directo do aumento das taxas de juro, da retracção do investimento privado e das dificuldades de financiamento, com consequências significativas para as empresas e projectos em curso. A conjuntura actual, caracterizada pela fraca confiança dos consumidores e a deterioração das margens de lucro das empresas, está a comprometer o arranque de novas obras e a provocar atrasos em projectos já aprovados.

Apesar de a inflação ter vindo a aliviar na Europa, o sector da construção mantém-se num ambiente de elevada incerteza, acentuada pela subida dos custos de financiamento e pela redução dos investimentos públicos e privados. Em mercados-chave como Alemanha, França, Itália e Espanha, o Barómetro da COFACE evidencia a falta de dinamismo no sector, reflectindo-se em indicadores negativos como a diminuição das encomendas, o aumento das insolvências e a paragem de projectos de grande escala.

A análise da COFACE revela ainda que, ao longo de 2025, o sector da construção na Europa permanecerá com uma avaliação de risco elevada, com destaque para os seguintes factores: Aumento do custo dos materiais e da energia, que pressiona as margens de rentabilidade; Redução do investimento público em infraestruturas, fruto de restrições orçamentais nos países da União Europeia; Queda da confiança dos promotores privados, especialmente em segmentos como habitação e imobiliário comercial e Incerteza sobre as políticas fiscais e financeiras, incluindo as medidas de apoio aos sectores mais afectados.

Ainda assim, o Barómetro destaca algumas oportunidades, nomeadamente no segmento da reabilitação urbana, eficiência energética e sustentabilidade, impulsionadas pelos objectivos do Pacto Ecológico Europeu e pelos fundos da UE dedicados à transição energética.

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