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2018 será o ano da construção nova

Consciente de que o mercado está a atravessar uma das suas melhores fases, João Sousa, CEO da JPS Group aposta numa nova área – o Real Estate Investments. Uma mais valia para os investidores já que o objectivo é trabalhar com projectos chave-na-mão. Com provas dadas no residencial, o grupo prepara-se também para entrar em 2018 no mercado de comércio e serviços, em parceria com um investidor nacional

Cidália Lopes
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2018 será o ano da construção nova

Consciente de que o mercado está a atravessar uma das suas melhores fases, João Sousa, CEO da JPS Group aposta numa nova área – o Real Estate Investments. Uma mais valia para os investidores já que o objectivo é trabalhar com projectos chave-na-mão. Com provas dadas no residencial, o grupo prepara-se também para entrar em 2018 no mercado de comércio e serviços, em parceria com um investidor nacional

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Em entrevista ao CONSTRUIR, João Sousa, CEO do JPS Group reafirma a sua aposta na construção nova para as famílias portuguesas, mas não descarta outros nichos de mercado, nomeadamente os escritórios e comércio. 2018 vai trazer novidades nesse sentido.

Texto: Cidália Lopes (clopes@construir,pt)

Quando foi criada a JPS Group?

A empresa surgiu em finais de 2014, embora já estivesse a ser pensado há algum tempo. Este projecto é fruto de uma acumulação de experiencias que eu próprio enquanto fundador da empresa vim a adquirir ao longo dos últimos anos, tendo estado sempre ligado à parte financeira e imobiliária.

Ou seja, tirei Direito e exerci durante alguns, mas suspendi para me dedicar inteiramente à parte dos investimentos imobiliários, onde fazia o acompanhamento de alguns investimentos, não só em Portugal mas também na América do Sul, nomeadamente no Brasil. Depois o Brasil entrou em crise, os investidores viraram-se mais para a Europa. Depois com a crise na Europa estive fora nomeadamente em África e na Ásia (Dubai) onde acumulei experiencia.

Dessa experiencia acumulada surge este projecto que quis que fosse, desde o início mais do que chegar, comprar um prédio ou um lote de terreno, e construir. Achei que havia uma oportunidade de mercado, por isso é nós nos estruturamos de forma diferente e hoje podemos dizer que somos uma empresa diferente e as nossas diferenças não só numa parte, só porque termos uma equipa de arquitectura. Somos uma empresa diferente porque conseguimos abranger de A a Z, fazer um projecto desde o estudo prévio até à venda e a estratégia da empresa foi sempre essa.

Mas só recentemente é que avançaram com a oferta de um conjunto mais alargado de serviços…

Sim porque não conseguimos de um dia para o outro por no mercado uma empresa com cerca de 40 trabalhadores. Isto leva tempo. À medida que os projectos vão aparecendo vamos fazendo a captação de capital humano para conseguir estruturar a empresa. Todas as empresas têm um início e hoje quase quatro anos depois foi de forma gradual e sustentada que conseguimos atingir este patamar.

Neste momento são promotores, mas acabam por ser muito mais do que isso…

Exacto, neste momento continuamos a ser um promotor e continuamos com os nossos próprios projectos e qualquer valência que seja necessária para concretizar esse projecto, desde engenharia, arquitectura, parte financeira, marketing ou vendas, nós não fazemos nada em outsourcing já que temos uma equipa que abrange todas estas áreas. Essa sempre foi a nossa forma de trabalhar. O que mudou agora é que passamos a disponibilizar esses serviços também para outros investidores com o JPSREI Investments.

Torna-se mais rentável?

Muito mais. Em termos de capacidade de respostas os nossos engenheiros, os nossos arquitectos, o nosso marketing está focado nos nossos projectos. Se contratarmos uma empresa que nos preste estes serviços nós somos mais um cliente e não existe esta comunicação e facilidade de termos os diferentes departamentos na sala ao lado. É uma mais valia. São custos acrescidos para a empresa, mas a médio e longo prazo vamos perceber que são apostas ganhas. E foi essa a filosofia que queremos disponibilizar para outros projectos que não sejam só os nossos.

Como é que surgem então a JPS REI?

Nós não queremos ser apenas uma empresa que faz os projectos de arquitectura para uma construtora ou para um investidor. Não queremos apenas vender serviços mas um conjunto de serviços, que no fundo possibilite uma operação na sua totalidade – chave-na-mão. Ou seja, queremos fazer com que alguns investimentos que estejam parados neste momento, seja a nível particular, institucional de bancos, fundos ou outros que olhem para a nossa empresa e vejam que se nós entregarmos o nosso projecto imobiliário que ainda precisa de ser desenvolvido, vendido, precisa de ser licenciado, esta empresa vai-nos resolver tudo. Ou seja, ir a um único sitio, entrar dentro de uma única empresa que consiga comunicar internamente com todos os departamentos e que consiga fazer uma operação de sucesso e não apenas vender um projecto.

Por exemplo, se alguém nos pedir uma proposta para um projecto de arquitectura, nós temos toda a capacidade para o fazer mas não aceitamos. Ou vendemos um serviço integrado ou não aceitamos situações pontuais, isto porque nós temos felizmente muito trabalho o que não nos permite ‘desfocar’ só para fazer um projecto de arquitectura. Os nossos projectos são de alguma dimensão e em 2018 iremos também lançar outros projectos com uma dimensão considerável. Para nós só faz sentido aceitar um projecto se todos os departamentos a trabalharem em torno desse projecto.

Pela experiência que tem no sector considera que o facto de a maior parte das empresas recorrerem ao outsourcing para os seus projectos poderá ter contribuído para acentuar a crise que ocorreu?

Eu não tenho dados concretos, mas acredito que cerca de 95% dos promotores faziam tudo em outsourcing, com custos muito mais elevados. Além disso quando iniciavam o projecto não sabiam quando é que ia terminar porque as várias empresas não comunicavam entre si e, por vezes, iam dando prioridades a outros projectos e muitas vezes as próprias empresas acabavam por desaparecer, fossem gabinetes de arquitectura ou empresas de engenharia. Não estavam próximos dos projectos e não havia um controlo efectivo de todo o processo. Isso fez com houvessem muitos projectos que não se concretizassem por esse motivo.

Também a questão dos custos foi determinante. Muitos promotores iniciavam um projecto com um business plan com determinados custos e quando colocavam o seu produto no mercado os custos de comercialização e a forma como o mercado estava a responder já eram outros o que fez com que o retorno não fosse o esperado. A verdade é que alguns projectos caíram por falta de estrutura desses promotores.

Como tem sido a recepção do mercado em relação à vossa empresa?

Acho que tem sido realmente boa. Nos abrirmos há cerca de três meses com esta valência, por isso não podemos esperar que uma solução nova no mercado seja logo acolhida e tenha um sucesso estonteante. Mas acreditamos que 2018 vai trazer algo muito positivo e vai haver uma aceitação grande.

No fundo o que queremos é que um investidor ou um promotor venha ter connosco e nos diga que tem um determinado projecto que quer que nos façamos todo o desenvolvimento, porque no fundo o que os investidores querem é saber quanto vão ganhar e quando e se puder centralizar todo o trabalho numa só empresa é muito fácil e económico. Acredito que este é um conceito que vai vingar, não tenho dúvidas.

Este é um conceito único no mercado e entrar numa única empresa que tem por trás de si todos os serviços, que conseguem fazer a construção e a promoção imobiliária numa única empresa vai ser seguramente uma mais – valia.

Quando aparece um conceito novo as pessoas tendem a demorar um pouco mais tempo a aceitar e a perceber se faz sentido, mas irao perceber que faz muito mais sentido o promotor / investidor ficar só focado no investimento e terem apenas uma empresa a fazer todo o trabalho.

Como têm desenvolvido essa informação para o mercado?

A nossa principal preocupação é que este tipo de investimento fosse o front office da empresa e das capacidades da empresa. Nos temos abordado alguns investidores, sendo que é muito recente a abertura e por isso 2018 vai ser um para reforçar este conceito.

A JPS REI surge efetivamente na altura ideal para papel junto dos investidores…

Exactamente junto dos investidores estrangeiros. Não há muito tempo em conversa com um desses investidores, ele não entendia muitos dos processos e passos necessários para avançar com um projecto porque vinha de uma cultura completamente diferente e isso é algo difícil de perceber. Quando um investidor pretende aplicar alguns milhões em Portugal, há situações burocráticas que podem levar aos investidores estrangeiros a desistir. E por isso é muito mais fácil se existir um parceiro local que me entregasse o produto chave-na-mão.  E é esse o caminho que queremos seguir e pelo qual vamos lutar.

O foco da JPS REI será apenas na habitação ou estão preparados para acompanhar todo o tipo de projectos?

Até agora o nosso foco tem sido a parte residencial, até por conta dos nossos próprios projectos. Mas vamos também olhar para outro tipo de projectos, nomeadamente, na área do comércio, escritórios. Neste caso, tem havido um grande crescimento já que com a retoma da economia vão ser necessários mais espaços e mais lojas. Existe pouca oferta para a procura e nós estamos atentos a esse mercado. Aliás, ainda no primeiro trimestre de 2018 iremos lançar a componente de comércio e serviços.

Posso adiantar que até ao primeiro semestre de 2018 iremos lançar um projecto residencial que tem também a componente de comércio e serviços. Ou seja, não nos vamos focar só no residencial até porque há nichos de mercado muito interessantes: residências seniores, clinicas e residências para estudantes. É nestas áreas que os investidores estão mais atentos. Este vai ser um projecto nosso em parceria com um investidor nacional, a outra empresa tem uma parte residencial e nós vamos desenvolver a parte correspondente ao comercio e serviços (2 mil m2).

Há também outros nichos de mercado muito interessantes e nos quais também temos interesse, tais como as residências de estudantes, residências seniores, clinicas.

Quais as perspectivas para 2018?

Acabamos o 2017 que foi um excelente. Terminados o Lux Residence que foi todo vendido em planta. Lançamos os Sky City, que deverá estar concluído entre 2020 e 2021 e acabamos de lançar o The Village, na Malveira, que acaba por ser um relançamento já que foi um projecto que ficou parado com a crise. Portanto, em termos de número podemos estar a falar de algumas dezenas de milhões de euros no que diz respeito a parte imobiliária. Por exemplo, o Sky City é um projecto que tem um investimento avultado pela sua dimensão. Os projectos que ai veem também tem alguma expressão e cujo investimento vai ser aplicado de forma faseada e também, como é normal com o apoio da banca.

O porquê da construção nova e não a reabilitação?

Desde 2015 e ano após ano tem existido realmente um foco muito grande na parte da reabilitação. Nós sentimos isso, tanto que o nosso primeiro projecto foi na reabilitação. Felizmente já se começa a estender além das principais artérias da cidade, mas existe aqui uma procura muito grande e não existe oferta em quantidade suficiente que é a parte da construção nova para famílias portuguesas. Nós percebemos que esse tinha que ser o nosso caminho, porque neste momento existe realmente o mercado estrangeiro que aposta muito nas áreas nobres de Lisboa, dai se falar muito da reabilitação. E onde é que está a oferta para as famílias portuguesas? As famílias portuguesas que compram casas nas zonas históricas das cidades é um numero residual e dai a nossa aposta na construção nova. Percebemos claramente que foi uma aposta ganha e vai ser claramente o nosso foco durante os próximos anos.

Ainda assim, a reabilitação não está posta de parte e, neste momento, estamos a analisar alguns projectos. Mas terá que ser algo muito bem estudado e estruturado, porque de momento existem já muitos produtos e muita oferta e o mercado está a atingir valores que, há cerca de um ano, todos pensávamos que seria impossível.

A nossa aposta vai ser portanto na construção nova onde existe um desequilíbrio muito grande entre a oferta e a procura. Os produtos que haviam estão desactualizados, tendo em conta as actuais necessidades dos clientes e um jovem casal não se identifica com uma construção de há 20 anos. Estes projectos fazem falta porque durante muitos anos não se investiu em novos projectos e 2018 vai trazer muitos mais desenvolvimentos nessa área.

Os valores na habitação nova também estão inflacionados? Mais construção vai equilibrar esses valores?

Os valores cresceram face à oferta e procura mas mesmo com o aumento da oferta não acredito que os valores por metro quadrado desçam. Estamos a falar de cidades que têm valores muito dispares em relação as outras cidades e onde teria que haver muitos projectos para os valores descerem.

Além da grande Lisboa ponderam investir em alguma outra cidade?

Como tem vindo a ser normal, Lisboa é onde acontecem a maioria dos grandes projectos e logo em seguida há o Porto e por isso, de uma forma normal, prevemos apostar também nesta cidade, embora neste momento não haja nada em concreto. Isto porque nós temos um conceito diferente e antes de replicá-lo há que o consolidar e fazê-lo antes poderia trazer risco desnecessários.

E relativamente ao crowfunding, em que fase está o projecto da plataforma?

Ainda estamos a desenvolver a plataforma, dado que ainda estamos na fase de análise dos projectos que vamos inserir. Estamos a falar de uma situação também nova em Portugal. Nós queremos acrescentar ao mercado segurança e não incerteza e estas plataformas, que em Portugal são uma novidade, só foram regulamentadas quanto às medidas sancionatórias há cerca de dois meses e só faz sentido termos uma plataforma aberta ao público com projectos que sejam sólidos.

Mas acreditam que, embora o crowfunding tenha certas especificidades, poderá afirmar-se como uma forma de investimento alternativo?

Sim claro. Na nossa opinião e de acordo com a nossa estratégia esses projectos fazem mais sentido para quem quer fazer pequenos investimentos e para quem quer ter varias fontes de rendimento que não as tradicionais. Se noutros países funciona porque não funcionar em Portugal.

Contudo, é natural a desconfiança. O mundo digital veio mudar todo o mundo, onde tudo é online. Mas também aqui queremos inovar já que em conjunto com a componente da plataforma online, queremos ser também porta de entrada da nossa empresa e onde também podemos dar a cara e aliar a parte visual ao digital por forma a transmitir mais confiança.

Os projectos que iremos colocar na plataforma não serão da nossa carteira de projectos exatamente para que ambas áreas não entrem em conflito e para que não haja a ideia de que estamosa utilizar a plataforma para financiar os nossos projectos. Pretendemos que sejam projectos externos e como tal terão que ser bem avaliados, o que será feito por entidade externa. Queremos que haja essa distinção e essa transparência.

Como tem estado a reagir a banca no que toca ao crescimento da nova construção, na medida em que são uma peça essencial para os vossos clientes?

A verdade é que, com a crise, a banca fechou praticamente 100% do credito à habitação. Cometeram-se erros que ainda hoje se estão a pagar. Por outro lado, a banca hoje percebeu que existe uma nova procura e abriu novamente o credito à habitação e isso é fundamental para a construção nova. O conceito de sermos proprietários está muito enraizado na cultura dos portugueses. Em cada 10 pessoas, 7 a 8 são proprietários. Mas para comprar uma casa de 200 mil, 300 mil ou 400 mil euros, um jovem casal necessita de financiamento. Mais de metade dos proprietários têm crédito à habitação. A banca percebeu esta necessidade mas percebeu também que tinha que ter novos critérios para que não se cometessem os mesmos erros antes da crise. Até porque esta crise foi superior à crise na década de 80 e veio devastar quase por completo um sector.

A banca está mais cautelosa em termos de produtos que estão a disponibilizar?

Sim completamente. Existem novos critérios em termos de avaliação de risco, muito embora o Banco de Portugal já tenha anunciado que gostaria que fossem colocados mais limites ao credito a habitação exactamente para acautelar possíveis problemas. Por exemplo, não existe um limite de concessão de créditos às famílias.

Tem que se perceber quais foram os erros cometidos anteriormente, para que não voltem a acontecer. Mesmo que hoje se fale da recuperação económica e que o país viva um novo fôlego, não podemos esquecer que Portugal passou um período muito complicado.

Tem que haver essa preocupação de quem está no mercado de actuar de forma consciente. Não vale a pena queremos fazer tudo hoje porque amanha as situações podem-se complicar, tanto da parte dos promotores como da parte financeira.

É preferível ter um mercado sólido do que um mercado que não exista, de especulação. Se as bases forem sólidas o mercado estará para durar muito. Caso contrário os preços vão voltar a subir e os mercados a cair e voltaremos a um período negro.

Tendo em conta que sabemos que as crises neste mercado são cíclicas, como é que uma empresa como a JPS Group se defende de uma situação dessas?

Tendo em conta o mercado actualmente, não se perspectiva uma crise tão cedo, contudo temos que estar obviamente preparados. Se o mercado estiver bem preparado, se não se cometer os erros do passado, o mercado vai estar para durar e não vai haver crise tão acentuada, mesmo que a haja. O que pode haver é o equilíbrio entre a oferta e a procura e onde sobrevivem de forma natural a melhor oferta, o melhor preço, a melhor qualidade. No nosso caso em particular, por termos tantas valências tocamos em todos os sectores do imobiliário e recolhemos diariamente índices de todos os sectores: quais são as dinâmicas que a arquitectura está a ter, quais os novos processos da engenharia, o nosso departamento jurídico sabe que a parte burocrática dos licenciamentos. Não é que tenhamos criado uma empresa anti-crise mas estamos mais bem preparados pelo facto de termos estas valências e por percebermos de forma muito clara como é que o mercado está a reagir. E este conhecimento permite-nos adequar às necessidades do mercado e a forma como estamos estruturados vai fazer toda a diferença. Temos também que perceber que hoje muda tudo muito rápido. E basta acontecer algo inesperado que a mudança torna-se algo efectivo. As necessidades de hoje não serão as necessidades daqui a cinco anos. E neste aspecto as redes sociais foram as grandes responsáveis. Deu-se uma inovação tremenda no sector imobiliário. Desde 2014, 2015 existem novos players no mercado, com novas estratégias. Mas por outro lado, temos que nos questionar: será que havia uma estratégia? Construía-se e procurava-se saber se havia procura para essa construção? Hoje antes de lançarmos um projecto fazemo um estudo de mercado, uma analise da procura e eu acho que os novos players trazem novas ideias e estão muito mais bem preparados.

Para 2018 que outras novidades?

Além dos novos empreendimentos, obviamente, estamos neste momento a preparar o novo showroom, que irá funcionar em Lisboa e que deverá estar pronto ainda no primeiro semestre. E este showroom tem a particularidade de permitir ao cliente escolher os materiais para o seu apartamento e onde estão presentes sempre arquitectos e designer da nossa equipa. Em vez de verem o projecto apenas em planta têm a possibilidade de verem em tamanho real as áreas dos apartamentos.

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Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2

Área de escritórios com pedido de licenciamento na região em 2024 compara com os 86.500 m2 contabilizados no ano anterior, evidenciando uma forte aceleração da promoção imobiliária neste segmento

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A região da Grande Lisboa foi alvo de um considerável aumento no volume de escritórios submetido a licenciamento em 2024, ano em que se contabilizaram pedidos para o licenciamento de 28 novos projectos de escritórios no total de 330.000 m2 de área. O volume em pipeline mais que triplica (+282%) face aos 86.500 m2 submetidos em 2023, os quais se distribuíam por 26 projectos.

Estas dados são apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Pipeline Imobiliário, sistema de informação que acompanha a dinâmica da promoção imobiliária, monitorizando as intenções de investimento através dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE. O segmento de escritórios para a região da Grande Lisboa considera os concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras, Loures e Sintra.

Lisboa dá o maior contributo para o pipeline de 2024, gerando 73% da área projectada, no total de 241.700 m2, distribuídos por 15 projectos. A nova área de escritórios em pipeline na capital aumentou 200% face ao ano anterior, embora se registe menos um projecto, o que traduz a propensão da oferta para edifícios de maior dimensão. Este aumento da área de escritórios projectada em 2024 para Lisboa é impactado pelo desenvolvimento de três grandes projectos, os quais, em conjunto, representam quase 80% do pipeline concelhio. O maior diz respeito a um empreendimento com 135.700 m2 de escritórios na freguesia das Avenidas Novas. Os outros dois incluem um empreendimento de 27.900 m2 na freguesia do Parque das Nações e outro de 26.500 m2 na de Santo António. Os restantes 12 projectos em pipeline em Lisboa têm menor dimensão, mas destacam-se ainda dois com cerca de 15.000 m2 cada nas freguesias de Arroios e Campolide.

Loures e Oeiras são os outros dois concelhos de maior investimento, com sete e quatro projectos em carteira, respectivamente, e forte crescimento na área projectada face a 2023, igualmente impactado pelo desenvolvimento de grandes projectos. Em Loures, apesar de se contabilizarem sete projectos no total de 46.100 m2 de escritórios, aproximadamente 35.600 m2 concentram-se em apenas um projecto localizado na União de Freguesias de Moscavide e Portela. Em Oeiras, os quatro projectos em licenciamento ascendem a 40.100 m2, novamente quase totalmente gerados em apenas um empreendimento, com 36.800 m2, localizado na freguesia de Barcarena. Em 2023, Oeiras registou dois projectos em pipeline num total de 1.500 m2 e Loures uma carteira de seis projectos com 7.800 m2.

 

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JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados

Bárbara Cruz é a nova head of Private Wealth, da JLL. Área-chave do negócio de Capital Markets, o segmento de investimento privado será agora liderado a partir do escritório do Porto

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Bárbara Cruz é a nova Head of Private Wealth da JLL, assumindo a liderança da linha de negócio dedicada aos Patrimónios Privados no âmbito do Departamento de Capital Markets. Esta nomeação traduz a aposta da consultora num segmento que tem conquistado crescente protagonismo no mercado de investimento e que é considerado estratégico para o crescimento da empresa.

Os investidores privados e familly offices concentram actualmente, em alguns mercados, cerca de metade do investimento em imobiliário comercial, sendo este um perfil de investidor junto do qual a JLL tem estado especialmente activa. No âmbito da actividade de Capital Markets da consultora, uma em cada três transacções são geradas pela área de Private Wealth, que passa agora a ter uma liderança especificamente focada em explorar ao máximo o potencial de negócio com investidores privados e familly offices.

Bárbara Cruz vai liderar esta área a partir do escritório do Porto, reforçando o compromisso da JLL com a expansão e fortalecimento da sua presença na região Norte, e dedicar-se-á a apoiar estes clientes na identificação de oportunidades de investimento, montagem e concretização de operações no mercado nacional. O novo cargo tem também uma forte componente internacional, com a integração da nova head nacional na rede global de Private Wealth da JLL, trabalhando em estreita colaboração com os seus homólogos de Madrid, Barcelona, Londres e outras cidades do mundo.

Augusto Lobo, head of Capital Markets da JLL Portugal, considera que “esta nomeação sublinha o nosso compromisso em servir um sector chave para o crescimento da JLL. A sua vasta experiência e profunda compreensão do mercado local e relação próxima com os principais investidores privados portugueses, fazem da Bárbara a escolha ideal para liderar as nossas iniciativas de Private Wealth em Portugal. Estamos confiantes de que, sob a sua liderança, iremos fortalecer ainda mais a nossa posição como consultores de confiança para investidores privados e family offices, ajudando-os a navegar pelas complexidades do investimento imobiliário no país”.

Bárbara Cruz afirma que” é com grande entusiasmo que assumo o cargo de Head of Private Wealth da JLL em Portugal. Estou verdadeiramente motivada com a oportunidade de liderar uma equipa dedicada a um segmento tão dinâmico e estratégico do mercado imobiliário. Estou confiante de que, com o apoio da equipa, e com a minha experiência no mercado local, poderemos elevar ainda mais o patamar dos nossos serviços aos clientes de Private Wealth. A componente internacional deste cargo também me deixa particularmente motivada. A integração na rede global de Private Wealth da JLL permitirá uma colaboração com equipas com uma vasta experiência na área. Agradeço a confiança e comprometo-me a liderar com dedicação, inovação e excelência, contribuindo para o crescimento contínuo da JLL neste setor crucial.”

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Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025

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O Grupo Norfin anuncia a construção de um hotel de cinco estrelas com 172 quartos, que se junta ao prestigioso Estrela Michelin Al-Sud. O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025.

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com 172 quartos e suites de luxo, localizado entre a baía de Lagos e a ria de Alvor, em simbiose com a natureza circundante e a vista para o Oceano Atlântico. No futuro, o projecto incluirá, também, 133 residências da marca JW Marriott, totalizando 305 unidades geridas pela JW Marriott. O projecto tem assinatura dos ateliers RCR Arquitectes e Goddard Littlefair.

“Este hotel JW Marriott é o primeiro da marca em Portugal e será o factor que irá elevar o resort em Palmares, estabelecendo uma nova referência de luxo para o Algarve. Seleccionámos cada detalhe do design do hotel para criar a atmosfera perfeita, reflectindo a qualidade das características naturais e do enquadramento do resort. Cada pormenor foi cuidadosamente pensado para proporcionar um ambiente sofisticado e confortável”, explica Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin.

O design de interiores do hotel, criado pelo reconhecido Goddard Littlefair, complementa esta visão arquitectónica do estúdio RCR Arquitectes ao garantir uma ligação entre os espaços interiores e exteriores. Martin Goddard, director e fundador da Goddard Littlefair, explica que “o nosso objectivo foi criar interiores que estivessem profundamente ligados à paisagem, misturando influências mouriscas com a rica cultura e o artesanato do Algarve. O resultado é um espaço imersivo, táctil e em harmonia com a sua envolvente, equilibrando sofisticação com um verdadeiro sentido de lugar”.

Entre as comodidades exclusivas, o JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com um restaurante de serviço contínuo e um espaço de fine dining de assinatura, complementados por um bar junto à piscina, um lounge & bar no lobby, um centro de bem-estar e fitness, um clube infantil Family by JW, piscinas interiores e exteriores, salas de reuniões, serviços de quarto e de motorista, bem como salas exclusivas para tratamentos de spa.

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CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024

“A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal

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O mercado de flex offices continua a demonstrar um crescimento dinâmico em Portugal, com a colocação de 6.700 workstations ao longo de 2024, o que representa um aumento de 10% face ao ano anterior. Das 6.700 workstations colocadas em flex offices durante o ano de 2024, aproximadamente 1.500 foram resultantes de negócios introduzidos por agentes imobiliários. A CBRE reafirma a sua posição de destaque, ao representar 42% das workstations colocadas no mercado via mediação, com um total de 630 workstations transaccionadas.

“A crescente procura por flex offices reflecte a necessidade das empresas em ter soluções mais flexíveis e elásticas, que lhes permita crescer ou ajustar-se rapidamente às dinâmicas do mercado. A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas, e é por isso que os flex offices estão a tornar-se uma peça-chave no futuro do trabalho”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal.

A crescente procura por soluções flexíveis reflecte a evolução das necessidades empresariais e a importância de espaços de trabalho adaptáveis, capazes de suportar modelos híbridos e fomentar a colaboração. As vantagens deste modelo de ocupação são inúmeras: além da flexibilidade contratual, o que permite às empresas ajustarem os seus espaços consoante à evolução do negócio, os flex offices garantem uma capacidade de resposta rápida às mudanças do mercado, sem os custos e constrangimentos dos contratos tradicionais. A possibilidade de terceirizar serviços administrativos e operacionais, bem como a otimização do espaço através da partilha de áreas comuns, tem levado cada vez mais empresas a apostar neste modelo.

Neste sentido, Margarida Moraes Reis acrescenta que “é inegável que os flex offices vieram para ficar, e, por isso, na CBRE, temos estado na linha da frente desta transformação, apoiando as empresas na adaptação a novos modelos de trabalho e promovendo um ecossistema dinâmico e colaborativo. A flexibilidade e a personalização são hoje factores determinantes para o sucesso empresarial, e os flex offices desempenham um papel central nesta nova realidade”.

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Cushman & Wakefield reforça equipa de Retalho

A Cushman & Wakefield (C&W) anuncia a integração de Nuno Ferreira no seu departamento de Retalho, na função de consultor sénior

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A Cushman & Wakefield (C&W) anuncia a integração de Nuno Ferreira no seu departamento de Retalho, na função de consultor sénior. Especialista em comércio de rua, e aproveitando a sua reconhecida versatilidade, o profissional será responsável por apoiar diversas marcas na sua expansão e implementação no mercado nacional, com foco na cidade de Lisboa.

Licenciado em direito pela Universidade Católica Portuguesa, Nuno Ferreira acompanha desde há alguns anos o sector de retalho, nomeadamente na procura e negociação de novas lojas, estabelecendo a ponte entre proprietários e marcas. Anteriormente, o seu percurso profissional foi construído na área financeira e da banca com grande experiência na gestão de carteiras de crédito em incumprimento.

“Estamos muitos satisfeitos com a entrada do Nuno na nossa equipa, trazendo novas dinâmicas complementares e a possibilidade de satisfazer da melhor forma todos os nossos clientes e necessidades do mercado”, João Esteves, partner, Head of Retail Agency na Cushman & Wakefield.

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Francisco Belard, director comercial da Sell and Go
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Sell and Go ultrapassa os 10M€ em aquisições e reforça presença no mercado imobiliário

A startup portuguesa (iBuyer do Grupo Finsolutia Holdings), regista um investimento acumulado de 10 milhões de euros no mercado imobiliário nacional e um crescimento de 70% nas suas operações no último ano

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Desde a sua fundação, em 2020, a Sell and Go destaca-se no sector imobiliário pela agilidade e transparência com que conduz os processos de aquisição, somando já mais de 10 milhões de euros em imóveis adquiridos. Anualmente, a empresa analisa uma média de 850 propriedades, que representa um valor acumulado de mais de 200 milhões de euros em avaliações. “A aquisição do edifício em Queluz representou um passo relevante na evolução da Sell and Go. Embora a nossa actividade principal continue a centrar-se na aquisição de activos residenciais unifamiliares, este negócio demonstra a nossa capacidade de analisar e concretizar operações envolvendo activos agregados de maior escala. O nosso modelo assenta na flexibilidade e permite-nos actuar de forma estratégica perante as dinâmicas do mercado e os objectivos dos proprietários”, sublinha Francisco Belard, director comercial da Sell and Go.

Para este ano, a iBuyer do Grupo Finsolutia Holdings tem como objectivo consolidar a sua presença nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, com novas oportunidades de mercado e ajustar a sua proposta de valor às necessidades dos clientes. A empresa mantém-se atenta às dinâmicas do mercado imobiliário, adaptando a sua estratégia face a novas oportunidades de crescimento.

“Desde o início da operação que a nossa missão tem sido simplificar e agilizar o processo de venda de imóveis em Portugal e o crescimento que temos registado reflecte a confiança que os proprietários depositam na nossa abordagem inovadora. Continuamos o nosso percurso a adaptar-nos às necessidades do mercado, garantindo um serviço rápido, transparente e sem complicações”, refere Francisco Belard, director comercial da Sell and Go.

O perfil dos clientes tem evoluído em resposta às mudanças económicas e sociais. Inicialmente, a plataforma era procurada por proprietários que desejavam vender rapidamente devido a mudanças pessoais ou profissionais. Mas recentemente tem-se verificado um aumento de clientes motivados pelas taxas de juro elevadas e pela necessidade de liquidez imediata.

Entre os principais perfis de clientes destacam-se os indivíduos que optam por sair de Portugal ou regressar ao seu país natal e necessitam de vender rapidamente os seus imóveis; os clientes que pretendem adquirir uma nova propriedade e, para assegurar o negócio, necessitam de uma venda célere da sua casa actual; e proprietários que preferem evitar as múltiplas visitas e burocracias associadas às imobiliárias tradicionais, optando por um processo mais directo e eficiente.

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RBR Estate Investments investe 1,5 M€ em projecto nos Anjos

Localizado na Rua dos Anjos, o edifício é composto por quatro apartamentos, com tipologias distintas e distribuídas num edifício totalmente novo, cuja fachada original foi preservada e reabilitada, cuja construção está a cargo da Sanpir

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Situado no histórico bairro dos Anjos, em Lisboa, o Anjos 35 combina a arquitectura tradicional portuguesa com a sofisticação e conforto da construção contemporânea. Com uma localização “privilegiada” na Rua dos Anjos, o edifício é composto por quatro apartamentos, com tipologias distintas e distribuídas num edifício totalmente novo, cuja fachada original foi preservada e reabilitada, respeitando a identidade histórica da zona.

O investimento total no projecto é estimado em 1,5 milhão de euros, estando a construção a cargo da empresa Sanpir. Os valores médios de venda rondam os 350 mil euros.

Cada fracção foi projectada para proporcionar “conforto, funcionalidade e acabamentos de alta qualidade”, sendo que o T0 foi pensado para investimento ou para quem procura um espaço compacto e funcional no centro da cidade, um apartamento T1, versátil e acolhedor, um T1+1, cujo espaço adicional pode ser utilizado como escritório, quarto de hóspedes ou área de lazer e o T3, a unidade mais exclusiva do projecto, com acesso independente pelo Beco do Borralho e proporciona a experiência de uma moradia geminada no topo do edifício.

Desde a sua fundação, em 2013, a RBR tem escolhido as zonas mais privilegiadas de Portugal para os seus empreendimentos, contando para isso com uma equipa de arquitectos “altamente qualificados”, presentes em todas as fases do projecto. A RBR também se distingue pela gestão integrada 360º e que inclui a aquisição do terreno até à comercialização e gestão do activo final.

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Imobiliário

Verdelago lança nova fase num investimento de 74 M€

Esta nova fase conta com 91 unidades residenciais-turísticas, que deverão ser entregues no Verão de 2027. Tradicionalmente procurada por portugueses, a comercialização conta com uma estratégia direccionada para os mercados internacionais que têm vindo a crescer e que querem impulsionar

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O Verdelago Resort, localizado entre Altura e a Praia Verde, no Algarve, antecipa nova fase de comercialização, com o lançamento de 91 unidades residenciais-turísticas. Esta nova fase representa um investimento de 74 milhões de euros e as primeiras casas devem ser entregues no Verão de 2027, estando a ser dada prioridade de aquisição aos interessados que, não tendo conseguido adquirir uma das unidades na fase anterior, se mantiveram em lista de espera até hoje. Até ao momento 10% da nova fase está já vendido ou reservada por esta via.

Para a nova fase de comercialização, o Verdelago Resort tem agora disponíveis tipologias T1, T2, T3 e, pela primeira vez, T4. As áreas privativas variam entre os 82 e os 206 m² e com terraços, de 10 a 115 m².

Os preços começam nos 715 mil euros para os apartamentos T1 e vão até aos 2.300 milhões de euros para os T4. O que significa uma valorização entre 50% a 65% em relação à primeira fase do empreendimento, iniciada em 2021.

Lucília Pinto, directora comercial do Verdelago Resort justifica o sucesso comercial de todas as fases pelo facto do Verdelago ser um projecto “irrepetível, único e inovador,” que se distingue pela sua “localização, arquitectura, ambiente e sustentabilidade”.

Além disso, acrescenta Lucília Cruz Pinto, “é uma excelente aposta em termos de retorno de investimento, não só pela valorização de que tem sido alvo, como pelo retorno financeiro associado por via da exploração turística”.

A juntar ao facto de o Verdelago preservar a essência do Sotavento Algarvio, “o seu sucesso comercial deve-se também à grande procura por parte dos portugueses pela região do Sotavento algarvio, nomeadamente a Praia Verde. Esta ligação é já antiga e geracional. Temos muitos proprietários no Verdelago que frequentavam esta zona desde que eram crianças, vinham com os pais ou com os avós e agora concretizaram o sonho de terem uma casa de praia na região”, esclarece a directora comercial.

Para a fase actual em comercialização “preparámos uma estratégia específica e direccionada para os mercados internacionais que têm vindo a crescer e queremos impulsionar. São clientes que tendencialmente usam a sua unidade durante a época baixa e média, o que permite termos mais unidades disponíveis para a grande procura hoteleira que temos na época alta. O que lhes permite também ter retorno por via da exploração turística”, esclarece Lucília Cruz Pinto.

O Verdelago Resort estende-se por cerca de 86 hectares de terreno, com um índice de construção 8,7%. Os seus cerca de 70 hectares de vegetação incluem um Parque Verde de Recreio e de Lazer com cerca de 42 hectares, uma reserva natural em frente do mar com 24 hectares, áreas de interpretação ambiental, conservação e promoção do habitat natural e um lago com dois hectares.

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Coldwell Banker Portugal recebe 20 líderes do imobiliário francês

O encontro, que decorreu esta semana em Lisboa, teve como objectivo estreitar laços entre empresas portuguesas e francesas, bem como partilhar insights sobre o papel da inovação tecnológica no sector

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A Coldwell Banker Portugal recebeu na sua agência da Avenida Defensor de Chaves, em Lisboa, uma comitiva de mais de 20 executivos do sector imobiliário francês que integram a Trampoleen, maior associação francesa dedicada à property technology (PropTech). O encontro sublinhou o papel da tecnologia como motor de transformação no sector imobiliário e abordou o crescente interesse de investidores franceses no mercado português.

Entre os líderes presentes estiveram Stéphane Scarella, CEO da Salon Rent e presidente da Federação Francesa de Internet de Imobiliário, e Alain Duffoux, presidente do SNPI, principal sindicato francês do imobiliário, que representa 15 mil empresas de mediação e gestores de património. Também integraram a comitiva executivos da properstar, PBA, L’Adresse, Boite Immo, Laforêt, Enchères Immo, Orisha, Lead Pulse, Compagnie d’Investissements, Septeo Immobilier CRM, ex-Orpi, My Notary, Orisha CRM, Agence Plus CRM Sotheby’s, Sweepbright CRM Orpi, Green Acres, Properstar, PBA Portugal, Grupo Benedic, Nodalview, Mubawab, Septeo Grupo e Homepad.

A equipa anfitriã da Coldwell Banker contou com a participação de Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, e de Carlos Estorninho, CMO da Coldwell Banker Portugal, bem como das consultoras Helena Kubasova, Achille Simo, Catarina Ferreira e Patrícia Vilar, que partilharam insights sobre o panorama do mercado nacional.
Portugal no radar dos investidores franceses.

A atractividade do mercado português para os investidores franceses tem vindo a crescer nos últimos anos, impulsionada por factores como a qualidade de vida, a estabilidade económica, vantagens fiscais e o posicionamento estratégico de Portugal enquanto hub de inovação.

“Portugal continua a consolidar-se como um dos destinos preferidos para o investimento imobiliário. A forte procura de compradores franceses por imóveis em Lisboa, no Porto e no Algarve comprova o potencial do nosso mercado. Este encontro com a Trampoleen reforça as oportunidades de cooperação entre os dois países e o papel crucial da inovação no sector”, refere Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal.

Tecnologia e inovação como motor da mediação imobiliária
O impacto da tecnologia no imobiliário foi um dos principais temas do encontro, que incluiu a apresentação “O Papel da Tecnologia na Vida de um Consultor da Coldwell Banker”. A sessão abordou ferramentas e recursos como inteligência artificial, realidade virtual, big data e CRMs avançados – inovações tecnológicas que estão a transformar a experiência do cliente e a eficiência dos profissionais do sector.

“O sector imobiliário está a evoluir rapidamente, e as empresas que integram tecnologia nas suas operações têm uma vantagem competitiva significativa. Portugal tem um ecossistema dinâmico para startups de PropTech, e há um grande potencial para empresas francesas ampliarem a sua actuação no nosso mercado”, destaca Carlos Estorninho, CMO da Coldwell Banker Portugal.

Com um ambiente favorável ao empreendedorismo e uma crescente digitalização do sector, Portugal tem- se posicionado como um hub estratégico para empresas de tecnologia imobiliária. O evento serviu para aproximar players franceses e portugueses, abrindo portas para colaborações futuras e novas oportunidades de investimento.

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IHG Hotels & Resorts reforça operação em Portugal com acordo com Hotéis Onyria

Acordo em regime de franchising implica investimento de 5 milhões de euros em decoração e renovação. Propriedade e gestão mantêm-se no Grupo Onyria e na família Pinto Coelho

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O Grupo Onyria, que detém o Onyria Quinta da Marinha Hotel e o Onyria Marinha Boutique Hotel na Quinta da Marinha, em Cascais, acaba de anunciar a parceria com um dos principais grupos hoteleiros do mundo, a Intercontinental (IHG). Os hotéis do grupo Onyria em Cascais passam assim a integrar o IHG Hotels & Resorts, numa parceria que implicará um investimento superior a cinco milhões de euros, que será aplicado em renovações e decoração, assim como a criação de novos espaços.

Esta é uma parceria em regime de franchising, permitindo associar duas marcas de luxo da IHG às unidades hoteleiras do Grupo Onyria, em Cascais. Desta forma, O Onyria Quinta da Marinha Hotel passará a integrar a marca Kimpton Hotels & Restaurants, reconhecida pela sua hospitalidade vibrante e serviço personalizado, cujo rebranding será concluído no início de 2026, após obras de renovação. O Kimpton Quinta da Marinha Cascais contará com 198 quartos, dos quais 10 serão suites, e um spa com ginásio renovado. Os hóspedes poderão escolher entre dois restaurantes e dois bares, bem como uma piscina interior e outra exterior. O hotel contará ainda com o seu prestigiado campo de golfe de 18 buracos. Terá ainda 12 salas de conferências e uma casa no lago, ideal para reuniões ou eventos.

Já o Onyria Marinha Boutique Hotel e as Villas (72 quartos & 40 villas) farão a transição para a Vignette Collection, uma marca que reúne hotéis de luxo independentes com uma identidade única e experiências diferenciadas, passando a chamar-se Onyria Marinha Cascais – Vignette Collection. Esta mudança ocorrerá ainda antes deste Verão.

Tratando-se de um acordo de franchising, esta parceria com o grupo Intercontinental não implica um contrato de gestão, o que significa que a gestão e propriedade se manterá a cargo do Grupo Onyria e da família Pinto Coelho, que se mantém activo no desenvolvimento e na procura de novas oportunidades de crescimento.

“Acreditamos que as marcas da IHG se alinham perfeitamente com a nossa visão de reter a herança cultural do nosso destino e produto, ao mesmo tempo que oferecem experiências autênticas e únicas. E por isso faz todo o sentido esta parceria para o Grupo Onyria, que não só nos traz reconhecimento global, como o acesso aos mais de 145 milhões de membros do IHG One Rewards e uma experiência de luxo elevada para os todos os hóspedes”, explica João Pinto Coelho, CCO do Grupo Onyria.

O Onyria Marinha Cascais, Vignette Collection e o Kimpton Quinta da Marinha Cascais juntam-se aos seis hotéis já abertos e aos oito em desenvolvimento em Portugal, incluindo o Kimpton Atlântico Algarve e o Kimpton Lisbon, bem como o Convent Square Lisbon, Vignette Collection e a Casa da Companhia Hotel & Spa, Vignette Collection. Ambas as propriedades juntam-se também ao recentemente assinado Six Senses Comporta, com abertura prevista para 2028, e ao Hotel Indigo Albufeira, com abertura prevista para o primeiro semestre de 2025.

“Temos trabalhado diligentemente para construir uma forte reputação de luxo e lifestyle em Portugal nos últimos anos, a fim de fortalecer a nossa presença no país e aproveitar oportunidades de crescimento em mercados secundários e destinos populares. Estamos ansiosos por construir sobre o sucesso do Onyria Marinha Cascais ao dar as boas-vindas ao hotel ao nosso portfólio IHG como parte da nossa Vignette Collection. Esta emocionante proposta de marca dupla também nos permite trazer a reconhecida marca Kimpton para Cascais e, juntos, ofereceremos aos hóspedes duas marcas distintas, mas complementares, do nosso diversificado portfólio de marcas”, sublinha Willemijn Geels, vice-presidente de Desenvolvimento, Europa, IHG Hotels & Resorts.

 

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