ULI coloca Lisboa na 11ª posição para o investimento imobiliário
O sector dos serviços, das residências para estudantes, a construção nova e a remodelação de centros comerciais bem localizados são os nichos de mercado onde se prevê um maior crescimento para Lisboa, destaca ainda a ULI no seu estudo anual

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O estudo Emerging Trends in Real Estate Europe para 2018, realizado em conjunto pela consultora PwC e o Urban Land Institute (ULI) coloca a cidade de Lisboa no 11º lugar, descendo quatro posições face a 2017.
De um total de 31 cidades analisadas, Lisboa ocupava desde 2015 o top 10 das cidades com maiores perspectivas de crescimento e desenvolvimento no mercado imobiliário. Foi aliás nesse ano que Lisboa catapultou, literalmente, da 26ª posição, em 2014, para o 9º lugar em 2015, subindo novamente mais duas posições em 2016 e mantendo-se na 7ª posição ainda no ano passado.
Para 2018, a ULI prevê efectivamente uma descida nessa posição, contudo, os inquiridos continuam a considerar Lisboa como “uma cidade a manter sob a mira do investimento”. Na realidade, a razão pela qual Lisboa desceu na classificação das cidades mais emergentes estará relacionado com o facto de alguns inquiridos considerarem Portugal como um mercado pequeno e com “alguns pontos de interrogação ao nível da liquidez”. Ainda assim, é de salientar que todos os inquiridos consideraram viável investir em Lisboa tendo em conta a actual estabilidade económica e os preços baixos. Além disso, Lisboa, é conhecida como sendo uma cidade bastante “avançada em termos tecnológicos” o que provoca curiosidade ao nível de empresas que queiram aqui instalar os seus serviços de back office.
A par de Lisboa, também Barcelona ficou igualmente na 11ª posição do Emerging Trends in Real Estate Europe. Em causa, a instabilidade económica na Catalunha. Contudo, muitos dos investidores que normalmente apostam no mercado espanhol, tem agora uma visão mais alargada do ângulo de acção e ponderam investir também em Lisboa, pela proximidade e por apresentar características igualmente vantajosas.
O sector dos serviços, das residências para estudantes, a construção nova e a remodelação de centros comerciais bem localizados são os nichos de mercado onde se prevê um maior crescimento para Lisboa, destaca ainda a ULI no seu estudo anual.
Berlim mantém a primeira posição do estudo pelo quarto ano consecutivo, como a cidade mais “vibrante”, “fantástica” e com o mercado mais “quente” da Europa, tanto em termos de preços como de rentabilidades.