Prémio Estágios em Portugal e no Mundo já tem vencedores
Uma exposição alusiva ao Prémio foi inaugurada a 30 de Maio na Galeria de Exposição da Ordem dos Arquitectos, onde ficará patente até 14 de Junho

Ana Rita Sevilha
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Dois estágios feitos em ateliers portugueses, por Ana Silva (atelier Siza Vieira) e por Joel Gomes (atelier Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos) e três feitos no estrangeiro por Inês Trindade (Roterdão/Barcelona), João Azougado (Bruxelas) e João Bentes (Holanda), venceram o Prémio Estágios em Portugal e no Mundo.
O Prémio, lançado pelo Conselho Regional de Admissão do Sul (CRAS) em Fevereiro transacto, contabilizou 18 propostas candidatas, tendo o júri sido constituido pelo arquitecto Pedro Machado Costa, pela jornalista e escritora Filipa Melo e pela dupla de artistas Sara&André.
Segundo a OASRS, o júri destacou, a propósito das “Crónicas de Bruxelas” de João Azougado, “a franqueza, a sensibilidade e o bom senso demonstrados pelo autor“, tendo assinalado, quanto a Estágio de Joel Gomes “a cuidada apresentação gráfica da proposta, numa evidente correlação com o trabalho desenvolvido no gabinete onde colaborou. Em certa medida o próprio texto confirma-a, a essa proximidade, fazendo adivinhar uma afinidade entre a cultura de projecto praticada no atelier e a própria sensibilidade” do autor.
Quanto ao “Um Estágio em Portugal e no Mundo com Álvaro Siza”, de Ana Simões da Silva, o júri considerou que “retracta de forma exemplarmente bela a experiência da autora. A forma emotiva usada para descrever o período em que estagiou revela não apenas uma enorme afectividade para com a arquitectura, como também evidentes recursos literários, cruzando descrições, diálogos e reflexões pessoais, num texto aprazível, comunicante e exemplarmente construído a partir de memórias dispersas, permitindo-nos acompanhá-la, à autora, por esse seu percurso de aprendizagem profissional e pessoal, indistintamente“.
Referindo-se ao trabalho “Um estágio na Holanda” de João Bentes, o júri elogiou o “rigor que o autor se exige, construindo uma história densa, repleta de episódios – muitos deles felizes -, descrevendo de forma entusiasmada e entusiasmante a sua relação com a disciplina. O texto, livre, bem humorado e despretensioso, faz adivinhar uma especial propensão de Bentes para a prática arquitectónica; fazendo crer que a experiência pelo qual passou constituiu um passo muito importante para a sua formação como arquitecto. Mais do que isso: o texto revela emoção: a emoção no modo como o João se relaciona com o que faz“.
Finalmente, a propósito da proposta de Inês Fragolho, o júri destacou o facto de se tratar de “um relato vivo e espontâneo, que integra tanto a descrição das vivências mais comezinhas ao longo do percurso de estágio como a descrição do contacto com a prática da arquitectura“.
Uma exposição alusiva ao Prémio foi inaugurada a 30 de Maio na Galeria de Exposição da Ordem dos Arquitectos, onde ficará patente até 14 de Junho, podendo ser visitada todos os dias úteis.