CML tem “todo o interesse” em terminar projecto de Niemeyer em Lisboa
“Para nós era uma honra enorme podermos ter uma obra desse grande arquitecto na cidade de Lisboa, mas é preciso encontrar alguém que tenha um projecto para o desenvolvimento daquelas instalações”, disse o autarca

Lusa
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O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, garantiu que a cidade tem todo o interesse em terminar o projecto do arquitecto brasileiro Óscar Niemeyer para a futura sede da Fundação Luso-Brasileira.
“Para nós era uma honra enorme podermos ter uma obra desse grande arquitecto na cidade de Lisboa, mas é preciso encontrar alguém que tenha um projecto para o desenvolvimento daquelas instalações”, disse o autarca.
António Costa falava à Lusa no final da cerimónia de assinatura do auto de cedência do edifício para a instalação da Casa da Cultura de Cabo Verde.
Em Julho, Niemeyer disse à Lusa estar disponível para passar por Lisboa, se houver interesse das autoridades locais em retomar o projecto concebido no início dos anos 90.
O projecto prevê um edifício-sede, um anfiteatro, uma zona comercial, espaços para exposições e uma biblioteca, além de um instituto para formação de quadros dos países lusófonos.
A obra chegou a começar, mas os 7,5 milhões de euros necessários para que prosseguisse nunca apareceram e os trabalhos pararam em 1999.
António Costa disse à Lusa que fez “várias diligências com diversas entidades, entre as quais o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a CPLP”, mas o projecto continua parado.
“A Fundação Luso-Brasileira desinteressou-se por razões várias, mas tínhamos muito gosto que pudesse ser uma grande obra. Lisboa merecia uma obra de Óscar Niemeyer e temos o dever para com o arquitecto de concluir aquela obra”, acrescentou.
O presidente da Câmara de Lisboa disse ainda ter esperança que a solução seja encontrada “em vida de Óscar”, que completou recentemente 103 anos.
Contactada pela Lusa, fonte da Fundação Luso-Brasileira disse ter o “projecto em mãos” e que seria “uma grande honra” ter uma sede concebida pelo arquitecto brasileiro, mas afirma que “na conjuntura que se vive era ambicioso estar a avançar” com a obra.
A mesma fonte disse ainda que este não é um projecto para ser executado num “imediato ou curto prazo”.