Energie colabora com LNEG para integrar painéis solares no SCE
“Tivemos, há cerca de um mês, uma reunião no LNEG e assinámos um contrato de parceria em que temos o laboratório a trabalhar connosco”, afirmou Luís Rocha

Lusa
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A Energie está a colaborar com o Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG) para encontrar uma rápida solução para integração dos seus painéis solares termodinâmicos no Sistema Nacional de Certificação Energética (SCE), disse à Lusa o presidente.
“Tivemos, há cerca de um mês, uma reunião no LNEG e assinámos um contrato de parceria em que temos o laboratório a trabalhar connosco. Já estivemos juntos numa reunião no âmbito da definição dos novos regulamentos para os painéis solares do nosso género, termodinâmicos”, afirmou Luís Rocha.
A colaboração com o LNEG surge na sequência do pedido da Energie, apresentado em Setembro de 2009 à Direcção Geral de Energia e Geologia (DGE), para integração dos seus equipamentos no Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE).
Em entrevista à agência Lusa em Maio deste ano, o presidente da empresa da Póvoa de Varzim, que emprega 50 pessoas, admitiu ter que sair do país se, até ao Verão, a Energie não fosse integrada no SCE.
Segundo salienta o empresário, só em Portugal a Energie tem encontrado dificuldades em ser integrada no SCE – por dúvidas levantadas quanto à designação “solar” usada nos seus painéis termodinâmicos, acusados de serem bombas de calor com recurso secundário a energia solar – já que a empresa integra vários sistemas energéticos por toda a Europa, chegando os seus equipamentos a beneficiar de subsídios públicos na ordem dos 50 por cento.
Conforme adiantou Luís Rocha, a DGE respondeu agora com um “’nim’” ao pedido de integração da Energie no SCE: “Apesar de noutros países o sistema ser reconhecido como solar, tendo, inclusivamente, o certificado Solar Keymark, a DGE alega que não pode ser considerado equipamento com base em fontes de energias renováveis”, explicou.
Num relatório baseado num parecer do LNEG, a DGE refere ainda que “os resultados actuais obtidos pelo sistema Energie” demonstram “a necessidade de melhoria deste produto” e sugere que a empresa ensaie os seus equipamentos nas condições exigidas pelo RCCTE (Regulamento das Características de Comportamento Térmico dos Edifícios), nomeadamente através de um projecto de I&D.
“No fundo, o que nos pedem é que coloquemos os nossos equipamentos a avaliação, de acordo com o RCCTE, não aceitando a forma como eles já foram avaliados por instituições internacionais”, sustenta Luís rocha.
Embora afirmando desconhecer “que condições são estas exigidas pelo RCCTE” e não perceber “as metodologias a seguir” em sede deste regulamento, o empresário diz-se disponível para colaborar com o LNEG na tentativa de obter o desejado enquadramento.
“Vamos aproveitar esta janela de oportunidade. Já reunimos com o LNEG e estamos a trabalhar”, afirmou à Lusa.
Entretanto, a empresa da Póvoa continua a “investir fortemente na internacionalização”, exportando já para mais de 20 mercados, e mantém em cima da mesa a hipótese de venda ou deslocalização.
“Acabo de vir da República Checa, onde fui precisamente para me informar da situação financeira e fiscal do país”, revelou Luís Rocha.