Afaplan prevê crescimento superior a 40% no volume de negócios de 2021
Com projectos na ferrovia, energias renováveis, edifícios, infraestruturas e hidráulica, dentro e fora de Portugal, a empresa visa atingir um volume de negócios consolidado superior a 18 M€ este ano. Brasil é um dos países onde esse crescimento foi mais “sustentado”, sobretudo na ferrovia e nas energias renováveis

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A Afaplan prevê alcançar um crescimento superior a 40% no volume de negócios de 2021, em relação ao que foi alcançado no ano transacto. O contexto pandémico não travou o progresso da especialista em gestão, coordenação e planeamento de obras.
Para os próximos anos, a empresa tem já contratada uma carteira de clientes que lhe permitirá continuar a crescer de forma equilibrada e muito assente numa sustentabilidade social, ambiental e financeira, mantendo, naturalmente, os altos padrões de qualidade a que habituou os seus clientes (8,7/10 nos últimos 10 anos).
Com participação em projectos de ferrovia, energias renováveis, edifícios, infraestruturas e hidráulica, dentro e fora de Portugal, a Afaplan visa atingir um volume de negócios consolidado superior a 18 milhões de euros em 2021, fruto de um “crescimento sustentado sobretudo na ferrovia e no negócio das energias renováveis, que teve um crescimento acentuado no Brasil”.
Gonçalo Sousa Soares, um dos fundadores e administradores da empresa, ressalva a importância que o “mercado brasileiro tem tido no crescimento da empresa, nomeadamente pela dimensão do país, e a forte estrutura organizacional que em Portugal define estratégias, planeia e estrutura as bases da empresa, assegurando a divulgação do conhecimento e a aplicação do knowhow de excelência em cada projecto”, disse.
A papel da empresa no Brasil é crucial para assegurar não só a segurança e a protecção ambiental, mas a qualidade dos projectos nas suas várias fases, desde o planeamento à fiscalização das obras em que está envolvida. “Quanto à revisão de projecto, verificamos se a legislação, a cultura e os interesses do dono da obra são respeitados pelo projectista. Relativamente à gestão da obra, aconselhamos a escolha dos construtores, verificamos o cumprimento dos objectivos do empreendimento e apoiamos as decisões do dono da obra”, conta Gonçalo Sousa Soares. O engenheiro explica que “os grandes pilares de uma obra são os prazos, os custos e a qualidade. Este trinómio é discutido com o dono da obra para encontrar o objectivo de foco do empreendimento, que depois é perseguido de forma metódica e resiliente de modo a assegurar que os seus interesses são respeitados”.
Para a ferrovia, serão em 2022, envolvidos mais de 150 técnicos em cerca de uma dezena de projectos. Destaque para a modernização da Linha da Beira Alta, que vai envolver quase uma centena de colaboradores ao longo dos mais de 85km de via-férrea entre Mangualde, Celorico da Beira e a Guarda. Já na Linha de Cascais a Afaplan estará a acompanhar melhoramentos que visam contribuir para a segurança dos passageiros, como a instalação de sistemas de controlo-comando e sinalização electrónica. Já no Metro do Mondego prosseguem, os trabalhos de instalação do Metro-Bus. Gonçalo Sousa Soares recorda ainda o enorme trabalho desenvolvido pela Afaplan na Linha da Beira Baixa nos últimos 20 anos, que terminaram este ano com a chegada do comboio eléctrico à Guarda e a ligação internacional alternativa que há muito era reclamada.
Já no que refere à presença na gestão, revisão de projectos, fiscalização, planeamento e controlo de obras em curso de unidades de produção de Energias Renováveis, estão mobilizados cerca de 300 técnicos, especialmente no Brasil, onde dominam as técnicas mais atuais de EPCM (Engineering, Procurement and Construction Management).
Para o futuro, outra área estratégica para a empresa é a área das infraestruturas aeroportuárias, onde a Afaplan tem prestado inúmeros serviços para pistas e taxiways desde 2004 e para edifícios e infraestruturas de serviços de tráfego aéreo desde 2007. “Estamos conscientes da importância dos aeroportos como plataforma de circulação de pessoas e bens, e da evolução tecnológica e digital que se está a processar nesta actividade a nível mundial e aí a nossa experiência multicontinental poderá ter um contributo importante”, termina Gonçalo Sousa Soares.