Promotores apelam à Banca que não baixe “drasticamente” o preço da habitação
Até ao final do ano, a banca do país têm de sanear 50 mil milhões de euros dos activos problemáticos do sector imobiliário e da construção, avaliados em 175 mil milhões.

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A Associação de Promotores e Construtores de Espanha apelou esta segunda-feira ao sector bancário que não baixe o preço dos activos imobiliários que têm em sua posse para níveis “excessivamente baixos”. O responsável da associação, José Manuel Galindo, receia que a medida, a que os bancos podem recorrer de modo a libertarem-se desse património entregue a maior parte das vezes por falta de pagamento dos proprietários, possa penalizar a carteira de imóveis das mediadoras imobiliárias.
O representante dos promotores, citado pela imprensa espanhola, considera que o preço não é o único factor que determina a compra de casa. “Se a uma hipoteca a que é reduzido o valor não corresponder também a concessão de crédito, não acredito que haja negócio”, garante Galindo que se mostrou satisfeito com as medidas apresentadas recentemente pelo Governo espanhol.
Os bancos estão a acelerar a venda desses activos cedendo à pressão do Governo para que reduzam os activos de risco no balanço e tal como em Portugal, o sector bancário espanhol enfrenta novas exigências dos reguladores para os rácios de solvabilidade e, nesse sentido, os bancos estão a ser incentivados a reduzirem a exposição a activos de risco como o imobiliário, numa altura em que o sector recupera do final de uma época de especulação.
O responsável associativo desconhece se essa baixa de preços vai efectivamente ser uma medida a adoptar pelos bancos espanhóis mas garante que um ajustamento brusco de valores pode penalizar o sector.
Até ao final do ano, a banca do país têm de sanear 50 mil milhões de euros dos activos problemáticos do sector imobiliário e da construção, avaliados em 175 mil milhões. Para atingir a meta, Madrid exige provisões específicas de 25 mil milhões, um “colchão de capital” de 15 mil milhões sobre os activos em terrenos e obras inacabadas e outros dez mil milhões de provisões genéricas para o crédito (que não seja malparado).