Arquitectura

“Custa-me no turismo ver a persistência da chamada ‘arquitectura temática’”

“Promontorio: Architecture of Leisure” é o nome do mais recente livro lançado pelo PROMONTORIO, dedicado à Arquitectura de Lazer. Em entrevista ao CONSTRUIR, Paulo Martins Barata, analisa a temática da obra e a forma como a Arquitectura de autor tem ajudado a reinventar o turismo

Ana Rita Sevilha
Arquitectura

“Custa-me no turismo ver a persistência da chamada ‘arquitectura temática’”

“Promontorio: Architecture of Leisure” é o nome do mais recente livro lançado pelo PROMONTORIO, dedicado à Arquitectura de Lazer. Em entrevista ao CONSTRUIR, Paulo Martins Barata, analisa a temática da obra e a forma como a Arquitectura de autor tem ajudado a reinventar o turismo

Sobre o autor
Ana Rita Sevilha
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Paulo Martins Barata, PROMONTORIO Arquitectos © Frame it

Foi há 20 anos que o PROMONTORIO começou a desenhar os primeiros “produtos hoteleiros”, um sector que “viu” crescer e sofrer transformações em Portugal e no mundo. Com um portfólio amplo em programas associados ao turismo, o gabinete compilou a última década num livro que percorre Continentes e que dá a conhecer projectos da sua autoria em hotelaria e design de interiores, entre eles o projecto para a a Quinta da Ombria, no interior de Loulé, que vai ter um hotel da marca americana Viceroy. “Promontorio: Architecture of Leisure” foi apresentado no Archi Summit

Lançaram um livro no Archi Summit 2018 que se chama “Promontorio: Architecture of Leisure”. O que é uma Arquitectura de Lazer?
Paulo Martins Barata: Não sei se existe propriamente uma definição crítica para uma “Arquitectura do Lazer”, mas aquilo que eu escrevo no ensaio do livro é que até ao final dos anos 60, os arquitectos participavam intensamente na criação do imaginário do turismo. Mas a partir daí deu-se uma ruptura e a arquitectura de autor deixou de ser chamada a participar neste tipo de projectos, que passaram a ser quase exclusivamente feitos por empresas internacionais, sob formatos pré-definidos. A essa mudança corresponde também uma grande standarização do “produto turístico”. Com o passar do tempo, também este processo de hiper-massificação acabou por gerar uma pulverização desses próprios formatos, e com ela a necessidade de se reinventar o turismo e voltar às ideias de autorias; até porque produtos como guest houses e airbnb, começaram a concorrer seriamente com a hotelaria convencional.
Vivemos num país em que o turismo representa cerca de 7% do PIB (e que duplicou em menos de 5 anos!). Portanto, é uma área fundamental para a nossa economia, para as nossas exportações e para a nossa paisagem. Penso que se exige uma reflexão da parte dos arquitectos para que voltemos a ter um papel determinante no desenho dessa nova paisagem. Como já desde há quase duas décadas que trabalhamos nesta área – aliás, no início começámos mesmo por fazer projectos de execução de hotéis que não eram desenhados por nós –, achámos que faria sentido consolidar essa reflexão num livro especificamente dedicado a esse corpo da produção.

O que é que tem de tão interessante este tipo de programas?
Uma das coisas que eu escrevo também no ensaio deste livro é que, pela natureza do lazer, a “Arquitectura de Lazer” não se obriga a um desenho tão formatado e tão rígido como outro tipo de programas, por exemplo hospitalares, industriais ou até habitacionais… Houve sempre uma certa exuberância neste tipo de programas que hoje é possível recuperar, criando oportunidades de desenho muito interessantes. Para nós, outro aspecto interessante e que queremos (re)conquistar para a Arquitectura é o Interior Design, porque nos anos 70, essa ruptura que referi também se deu entre o projecto de arquitectura e o projecto dos interiores. Se pensarmos na obra de Gio Ponti, de Morris Lapidus ou até do nosso Conceição Silva, qualquer um deles fazia ambas as coisas. Contudo, a partir dos anos 70 apareceram empresas de Interior Design e os arquitectos ficaram limitados ao chamado “core-and-shell”, levando por vezes à dissociação total entre projectos e a problemas gravíssimos de coordenação. As pessoas já nem se dão conta dessa esquizofrenia visual, de quando por exemplo entram num hotel modernista em Chicago e o interior está decorado em estilo “Belle Époque”. No PROMONTORIO criámos uma grande equipa de interiores e tentamos na medida do possível recuperar essa integridade do projecto. Nesse sentido, este livro tem também projectos de interiores.

E chegam a ir ao mobiliário também.
Exactamente. O design de produto faz parte de um processo de experimentação, de ensaio e erro, se quiser, que iniciámos pela customização de algumas peças que por vezes, ou não existiam ou seriam excessivamente caras. No final tornou-se uma área de produção do atelier com imensa consistência.

Há de facto um boom incrível no turismo e as cadeias hoteleiras voltam a apostar na arquitectura de autor também para se diferenciarem. Contudo, hoje em dia os hotéis mais do que a estadia, querem oferecer uma experiência. Como é que isso se traduz em espaço?
A expressão “experience” está abusada à náusea pelo universo do turismo – faz parte do marketing e das brochuras -, e que por sua vez leva a sociedade e os consumidores a um estado de sede pavloviana dessa ideia de experiência. O Jacques Tati nas “Férias do Senhor Hulot” já antecipava esse universo de clichés que constituem a tal “experiência”. Pessoalmente, gostaria de acreditar que a boa arquitectura por si só e um desenho interessante do espaço proporcionam uma experiência enriquecedora. Custa-me no turismo ver a persistência da chamada “arquitectura temática”, se é que a podemos assim chamar. Não é que não existam aspectos de contexto que possam ser interessantes, ou seja, se estiver a fazer um projecto para Marrocos, obviamente que terei em conta os materiais, a luz e as questões climáticas no desenho. Mas não vou fazer uma arquitectura fake, Riade-style. Muitas vezes esta ideia abusiva de “experience” passa por essa tematização caricatural e empobrecedora, porque reduz a arquitectura a estereótipos grosseiros. Fazer um resort que é uma falsa aldeia de pescadores na Sardenha ou uma hacienda no México, parece-me que é empobrecedor da experiência porque lhe falta autenticidade. Uma das piores coisas que aconteceu à arquitectura do turismo foi a tematização do imaginário Disney. Quando olhamos para o Hotel Parco dei Principi do Gio Ponti, em Sorrento, na Costa Amalfitana, que tem à sua frente possivelmente um dos sítios mais bonitos da história da humanidade, vemos um hotel que é também magnífico por si só. Mas, do lado positivo, acredito que estamos hoje a voltar a isso por saturação dos modelos americanos de que falámos anteriormente.

E como é que se coordena a arquitectura de autor, com premissas de cadeias hoteleiras?
A indústria hoteleira é naturalmente conservadora e muito receosa da inovação. Para isso criou sistemas de padronização a que chamou “brand standards” que têm uma evolução muito curiosa. Lembro-me que, quando começámos a fazer hotéis, há 20 anos, a ideia de uma casa-de-banho aberta para o quarto era inaceitável por uma quantidade de razões ponderosas e racionais! Um dia o Philippe Starck fez uma casa-de-banho aberta e aquilo foi um sucesso enorme; não me recordo se no Delano, em Miami, ou no St. Martins Lane, em Londres. Passados 5 anos, a casa-de-banho aberta tinha sido totalmente absorvida pela “indústria” e passava a ser quase obrigatória. Portanto se do ponto de vista da funcionalidade e dos rácios, há de facto aspectos que fazem todo o sentido, existem outros em que, de facto, a Arquitectura e o Interior Design têm de desafiar os “brand standards”, porque caso contrário não há evolução. Estando há muito tempo na hotelaria, sabemos que podemos e devemos desafiar as convenções, mesmo apesar das dificuldades e hesitações. É um campo que se vai ganhando a pouco e pouco.

Fala de um retorno à “simplicidade”. É possível antecipar tendências nesta área?
Haverá grandes tendências – como essa das casas-de-banho abertas aos quartos -, e há outros aspectos de segmentação, como os design hotels e boutique hotels que vieram para ficar e que, em Lisboa, alguns deles conseguem até ter preços mais elevados e maiores taxas de ocupação do que hotéis de cadeias internacionais estabelecidas.

Em termos de projectos de hotelaria e de programas de turismo, como está Portugal comparativamente com outros destinos mundiais?
Há ainda muito caminho a fazer. Faltam-nos por exemplo grandes marcas de cinco estrelas, mas temos outras coisas muito boas. Temos um tipo de turismo muito genuíno, que não está completamente destruído pela violência da massificação como em Barcelona. Itália, por exemplo, tem tradicionalmente uma péssima hotelaria, só que é tão única, tão especial, que as pessoas aceitam e vão na mesma. Não é o nosso caso em que se nota um esforço e um orgulho em fazer bem. Há de facto um caminho para fazer em Portugal, mas o que estamos a fazer tem sido genuíno.

Olhando para o livro “Promontorio: Architecture of Leisure”, consegue destacar algum projecto?
Estamos particularmente entusiasmados com um projecto que estamos a fazer para o Algarve, a Quinta da Ombria, no interior de Loulé, que vai ter um hotel da marca americana Viceroy – e que é provavelmente uma das maiores obras em construção na região. Originalmente o projecto não era nosso, era da empresa americana WATG, mas depois voltámos a revê-lo e a licenciá-lo e penso que em larga medida foi possível convertê-lo em algo que achamos que é especial e genuíno. Neste projecto, infelizmente não ficámos com os interiores e voltámos à história do “core-and-shell” -, mas o exterior pensamos que está garantido por um desenho que reflecte a ideia de um retorno a um regionalismo crítico, a uma forma de fazer Arquitectura pensando em materiais locais. Vernacular, sem ser kitsch, o que é muito difícil. O projecto é grande, estamos a fazer 16 moradias grandes, um lote para turismo residencial e ainda o hotel, com cerca de 180 chaves. O projecto já está em obras e a expectiva de conclusão deverá ser para daqui a dois anos.

Foi um dos oradores do Archi Summit 2018, sobre a temática da Habitação, centrada em Lisboa. Que análise faz a este tema?
É um assunto que me custa um pouco falar porque acho que há uma certa miopia. As pessoas acham que isto é um problema de Lisboa. Mas é um problema de Boston, Milão, Estocolmo, Madrid, ou de qualquer cidade do mundo que tenha atractividade turística e centros históricos. Isto é um fenómeno mundial. No momento em que as pessoas perceberam que os bancos não lhes mereciam confiança e que a forma mais rentável e ao mesmo tempo o refugio mais estável para os seus investimentos seria coloca-lo no imobiliário de “centro cidade”. E não foi só em Portugal, foi em todo o lado. Nós estamos a trabalhar em Boston – que tem tido uma curva de valorização imobiliária suave no passado, dada a estabilidade do chamado “old money” -, e que de repente teve um pico incrível por causa das start-ups, do MIT, de Harvard…isto aconteceu também em Nova Iorque, em Miami, em Londres, em Paris, em qualquer uma das grandes cidades europeias. Depois penso que é importante enquadrar isto com outras questões, que me interessam mais para a prática profissional. Como é que os jovens vão viver? Existe já uma crescente procura no chamado co-living, como é que isso influencia as tipologias? Em Londres estão-se a fazer edifícios grandes com base neste conceito, em Boston estivemos envolvidos num projecto de arrendamento de longa duração onde uma das premissas defendidas era a de diminuir o tamanho das cozinhas porque os millennials não cozinham. Isto obriga-nos a pensar em novas tipologias e em novas formas de domesticidade. A isto há também a acrescentar a mobilidade geográfica, que está ligada à mobilidade social. Antigamente as pessoas ficavam a viver para sempre na cidade onde nasciam, muitas vezes no mesmo bairro, mas hoje em dia são cidadãos da Europa. Acho que todo o discurso está a ser feito num sentido muito estático da vida, como se as pessoas ficassem para sempre no mesmo sitio e isso não vai acontecer. Tudo isto faz parte das dores de crescimento das cidades e da cidadania.

Sobre o autorAna Rita Sevilha

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Casa da Arquitectura (créditos: Romullo Baratto Fontenelle)
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Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura

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A Casa da Arquitectura abriu concurso para a atribuição de 10 bolsas de investigação para doutoramento, financiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), ao abrigo do protocolo de Cooperação para Financiamento do Plano Plurianual de Bolsas de Investigação para estudantes de doutoramento celebrado entre as duas entidades.

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas de investigação para doutoramento destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura e conteúdos relacionados com a teoria, história e prática da arquitectura, tecnologia construtiva, sustentabilidade e economia energética ao abrigo do Regulamento de Bolsas de Investigação da FCT (RBI) e do Estatuto do Bolseiro de Investigação (EBI).

As bolsas de investigação para doutoramento destinam-se a financiar a realização, pelo bolseiro, de actividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor em universidades portuguesas, em programas de doutoramento acreditados nas áreas científicas relacionadas com os tópicos descritos no presente Aviso.

As atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor dos bolseiros selecionados devem estar enquadradas no plano de atividades e estratégia da Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura.
O plano de trabalhos decorrerá integralmente numa instituição nacional (bolsa no país). A duração das bolsas é, em regra, anual, renovável até ao máximo de quatro anos (48 meses), não podendo ser concedida bolsa por um período inferior a três meses consecutivos.

As Bolsas de Investigação para Doutoramento destinam-se a candidatos inscritos ou a candidatos que satisfaçam as condições necessárias para se inscreverem num Programa de Doutoramento e que pretendam desenvolver atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor, conferido por universidades nacionais.

Cada candidato poderá submeter apenas uma candidatura, sob pena de cancelamento de todas as candidaturas submetidas.

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A arquitectura nacional em destaque em Osaka

A contagem decrescente para a abertura da Expo 2025 Osaka, no Japão, já começou. A exposição arranca a 13 de Abril e decorre até 13 de Outubro. O Pavilhão de Portugal tem a assinatura de Kengo Kuma, reafirmando a ligação intrínseca entre os dois países através da arquitectura. Talvez para compensar a falta de assinatura nacional no pavilhão, a organização fará da arquitectura nacional um tema de destaque

Durante seis meses deverão visitar a ilha de artificial de Yumeshima, palco da exposição, cerca de 28 milhões de visitantes, contando-se em 160 o número de países ali representados. Os 155 hectares, organizados em círculo, estão divididos em distritos: Saving Lives, Connecting Lives e Empowering Lives. É neste último que o Pavilhão de Portugal ficará localizado.
Projectado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma, o Pavilhão de Portugal, é um convite a descobrir o oceano, um tema central da participação de Portugal num evento que é grandemente dedicado ao tema “Desenhar as sociedades do futuro”, à promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e à estratégia japonesa Sociedade 5.0, que defende um sistema socioeconómico sustentável e inclusivo. Uma das características mais distintivas desta exposição internacional será o esforço para dar uma imagem realista de uma sociedade futura não apenas através do pensamento, mas também através da acção. Posicionando o recinto como um laboratório onde serão testadas, e aplicadas, novas tecnologias e sistemas.
O tema da participação portuguesa, “Oceano Diálogo Azul” cruza o universo da Expo’98 de Lisboa, com o passado histórico que ligou Portugal e o Japão e a projecção do país actual, que quer liderar em políticas marítimas.

O Pavilhão
O projecto arquitectónico expressa a dinâmica do movimento oceânico através da desconstrução do espaço, utilizando cordas suspensas e redes recicladas para criar um efeito perene e exposto aos elementos naturais como o sol e o vento.
O volume do Pavilhão é marcado por uma instalação cénica que simboliza a praça superior suspensa como uma onda, criando uma imagem marcante para quem visita e para quem passa no exterior.
Situado na zona ‘Empowering Lives’ do recinto da Expo 2025 Osaka, perto do pavilhão do Japão, o Pavilhão de Portugal beneficia de uma localização estratégica, oferecendo também um espaço único de interacção com o “Grand Ring” da Expo 2025 Osaka.
Além do espaço para exposições, terá uma loja, um espaço de restauração dedicado à promoção da gastronomia portuguesa e um espaço multiusos preparado para acolher eventos de diversas tipologias.
A loja terá um conceito adaptado ao tema da participação de Portugal na Exposição, centrado no oceano e na sua conservação, promovendo produtos de design ecológico, feitos a partir de materiais naturais de origem portuguesa e de forte cariz identitário, como a cortiça, o burel e o vime.

A arquitectura
O facto do Pavilhão de Portugal não ser assinado por um arquitecto português deixa algum desconforto e gerou críticas junto da Aicep Portugal Global, ainda que o mesmo tenha a assinatura do arquitecto japonês que ao longo dos últimos anos se vem afirmando em terreno nacional. Este é mais reforço na já forte ligação de Kengo Kuma a Portugal. Mas Portugal, país de Arquitectos, marcará presença em Osaka com a organização a reservar-lhe espaço na agenda. Ao longo de seis meses Portugal vai apresentar exposições, workshops e concertos que abrangem várias áreas artísticas e culturais, entre elas destaque para as exposições sobre arquitectura portuguesa que levará ao Japão os trabalhos de Siza Vieira, Manuel Aires Mateus, Ricardo Bak Gordon e Inês Lobo. A nova geração de arquitectos portugueses também estará em destaque numa exposição que tem a curadoria de Andreia Garcia e que envolve duas dezenas de ateliers – Atelier Local; Sami; Atelier Cru; Luísa Bebiano, Rita Aguiar-Rodrigues; Diogo Aguiar; Pura Atelier; Nuno Melo Sousa; Summary; Miguel Marcelino; JQTS; Cabinnet; Circunflexo; Barão-Huter; In vitro; Mero; Inês Pimentel; Campo Arquitectura, Conde Paradela; Patrícia da Silva.
Também o design gráfico, através de uma exposição do Atelier Barbara Says, as astes e ofícios, com o programa Saber Fazer da DG Artes, e vários artistas plásticos, como Fernanda Fragateiro, Daniel Blaufuks, Ana Aragão, Ass Fuel ou Vanessa Barragão vão marcar presença em Osaka. A programação do Pavilhão de Portugal abrange ainda a música, cultura, economia, arte e gastronomia nacionais.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Arquitectura

Archi Summit abre última fase de candidaturas a expositores

O maior festival de arquitectura do País está de volta à capital para a 8ª edição. Nos dias 9, 10 e 11 de Julho, o Beato Innovation District transforma-se num espaço de partilha de conhecimento sobre arquitectura e outras áreas do sector da construção para receber a 8ª edição do Archi Summit

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Após duas edições no Porto, o festival de arquitetura Archi Summit está de volta a Lisboa para a sua 8ª edição. Durante os dias 9, 10 e 11 de Julho, o Beato Innovation District, sob a curadoria dos arquitectos Joanna Helm e António Choupina, recebe um espaço de partilha de conhecimento e de aprendizagem, networking e inspiração para os participantes, reunindo grandes nomes da arquitectura nacional e internacional.

“Estamos muito entusiasmados por regressar a Lisboa e por levar a 8ª edição do Archi Summit ao Beato Innovation District. Contamos ter ainda mais participantes do que nos anos anteriores, esperando mais de dois mil arquitectos, dos vários ramos da arquitectura, e outros profissionais das áreas da construção, para trocar experiências e conhecer novas técnicas. O objectivo é juntar ainda mais valências até à data, como a cerâmica, a iluminação, revestimentos, mobiliário urbano, impermeabilização, carpintaria, para que os participantes encontrem aqui tudo o que precisem para os seus projectos”, explica Bruno Moreira, arquitecto e mentor do Archi Summit.

O evento, que ao longo dos últimos 10 anos tem procurado expandir o debate sobre a actuação da arquitetura, conta já com oradores de excelência, como Amanda Ferber, arquitecta brasileira, fundadora e CEO da Architecture Hunter, uma plataforma dedicada à arquitectura que conta com mais de três milhões de seguidores, e que foi nomeada para a lista Forbes 30 Under 30 em 2020. Apesar de ainda não estar fechado, o cartaz conta com oradores como Fran Silvestre, arquitecto espanhol, Romullo Baratto, arquitecto e urbanista brasileiro, Gabriela Carrillo, arquitecta mexicana, Gloria Cabral, arquitecta paraguaia-brasileira e Martha Thorne, reitora da IE School of Architecture and Design, em Madrid, e directora-executiva do Prémio Pritzker de Arquitectura, conhecido como o “Nobel da Arquitetura”.

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Luxury villa detail with pool

Prepare a sua piscina antes da chegada do Verão com o Grupo Puma

A cada ano, com a aproximação do verão, todos pensamos na manutenção de nossas piscinas, sejam elas particulares, públicas
ou comunitárias. Em outros casos, encontramos piscinas de nova construção que precisam de um tratamento completo de impermeabilização.

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Neste artigo, Selena Dorado, do Departamento Técnico do GRUPO PUMA, disponibiliza as principais orientações para realizar a melhor impermeabilização das nossas piscinas, qualquer que seja o caso de aplicação, com o Sistema Drypool.

PISCINAS A REABILITAR OU DE NOVA CONSTRUÇÃO

Em qualquer um dos casos, o primeiro ponto a ser trabalhado e, provavelmente, o mais importante de todos, é o tratamento do suporte.

Para o correto funcionamento de qualquer sistema de impermeabilização, o suporte deve estar limpo, seco e livre de poeira ou elementos mal aderidos.

Em ambos os casos, devemos levar em conta a porosidade do suporte, pois é importante que esteja suficientemente liso para evitar um consumo excessivo de material, mas também que não tenha uma resistência superficial à tração insuficiente, o que poderia afetar a aderência dos produtos de impermeabilização.

ESCOLHA DOS PRODUTOS MAIS ADEQUADOS

Para piscinas de nova construção (suporte de betão)

Antes de iniciar a instalação, devemos preparar os pontos críticos (como mudanças de plano, elementos da instalação, etc.) com nossa banda elástica Bandtec.

Em primeiro lugar, aplicaremos a membrana impermeabilizante cimentícia contínua Morcem Dry SF Plus em duas camadas reforçadas com a Malha Drypool antialcalina.

Uma vez seca a membrana impermeabilizante, instalaremos o nosso revestimento cerâmico com o adesivo cimentício de alto desempenho Pegoland Profesional Flex e, para o rejuntamento das peças, utilizaremos a argamassa para juntas Pegoland Profesional Junta ou Morcemcolor Epóxi.

Para renovação de piscinas existentes (suporte cerâmico)

Da mesma forma que numa obra nova, antes de iniciar a instalação, devemos preparar o suporte e reparar os danos encontrados com a argamassa de reparação Morcemseal Todo 1. Também será necessário preparar os pontos críticos (como mudanças de plano, elementos da instalação, etc.) com nossa banda elástica Bandtec.

Em primeiro lugar, aplicaremos a membrana impermeabilizante cimentícia contínua Morcem Dry Fix em duas camadas reforçadas com a Malha Drypool antialcalina.

Uma vez seca a membrana impermeabilizante, o processo de revestimento é o mesmo que para uma obra nova: instalaremos nosso revestimento cerâmico com o adesivo cimentício de alto desempenho Pegoland Profesional Flex e, para o rejuntamento das peças, utilizaremos a argamassa para juntas Pegoland Profesional Junta ou Morcemcolor Epóxi.

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Garagem Sul no CCB reabre Centro de Arquitectura

O espaço da Garagem Sul foi reconfigurado para acolher exposições, mas também espaços de trabalho, programação e convívio, num projecto da autoria do atelier suíço-português Bureau. O primeiro ciclo programático será dedicado ao tema Interespécies, que “explora o desejo humano de compreender, conectar-se e viver com outras espécies”

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Vai reabrir ao público, a 2 de Abril, o Centro de Arquitectura do Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Centro Cultural de Belém (CCB). O espaço da Garagem Sul foi reconfigurado para acolher exposições, mas também espaços de trabalho, programação e convívio, num projecto arquitectónico da autoria do atelier suíço-português Bureau, de Daniel Zamarbide, Carine Pimenta e Galliane Zamarbide.

A partir de uma perspectiva interdisciplinar e com carácter experimental, o Centro de Arquitectura abre espaço para ensaiar e testar possibilidades, com a intenção de materializar espaços conviviais, mais-do-que-humanos e interseccionais.

A este pretexto, o primeiro ciclo programático do Centro de Arquitectura será dedicado ao tema Interespécies. Uma exposição que “explora o desejo humano de compreender, conectar-se e viver com outras espécies” e que decorre em três passos: aproximar , coabitar e conspirar.

A arquitectura é aqui celebrada para lá da sua função utilitária, nas suas funções relacionais e críticas. Uma vez que os materiais, as técnicas e os modos de intervenção no espaço moldam sempre conexões entre lugares, pessoas e seres, considera-se que os “usuários” da arquitectura são humanos, pássaros, plantas, minerais e outros.

Com curadoria de Mariana Pestana, a equipa de investigação é composta por Anna Bertmark, Fernanda Costa, Valentina Demarchi, Bernardo Gaeiras, Mathilde Gouin, Katerina Iglezaki, Carlos Pastor e Mariana Simões, que integram também, o grupo de investigação Bauhaus of the Seas.

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Maria do Rosário Jacinto e Fernando Flora
Arquitectura

“O projecto nasce sempre no papel, num processo criativo interno de tentativa e erro”

Com um percurso de 30 anos, o atelier Fragmentos começou como uma “banda de garagem” até se tornar numa estrutura que “concebe projectos à escala de cidade” e que reflecte a trajectória de uma equipa que acredita no colectivo, na sustentabilidade e no impacto da arquitectura no quotidiano. Com um olhar para o futuro, o território e a sociedade continuam a ser o ponto de partida para a criação de novos espaços

Cidália Lopes

Fundado por um colectivo de quatro arquitectos (Duarte Pinto-Coelho, Marcus Cerdeira, Miguel Martins Santos e Pedro Silva Lopes), o Fragmentos conta, actualmente, com oito sócios. Maria do Rosário Jacinto e Fernando Flora, dois dos sócios, falaram à Traço sobre o crescimento do atelier e das “expectativas” para o futuro. Um percurso que tem andado de mãos dadas com a sustentabilidade, hoje uma “prioridade” e “não uma opção” e que passou a integrar todas as áreas do atelier e que segue lado a lado com a inovação e as inevitáveis alterações ao processo de trabalho e à construção, fruto das novas ferramentas de IA. Estas permitem “reduzir os tempos de execução e automatizar processos, criando assim mais disponibilidade para o processo criativo”, acreditam.

“Iniciar um novo projecto implica um conhecimento profundo do território, da envolvente, das suas condicionantes, do cliente e das suas expectativas. Esta fase de análise permite contar uma história coerente e trazer o cliente para o imaginário da solução”

30 anos depois do início do vosso percurso, que balanço fazem?
A evolução foi natural, mas sem dúvida que o crescimento dos últimos 10 anos teve um impacto enorme. Acompanhar as necessidades do país e dos clientes obrigou-nos a pensar numa escala diferente, com projectos maiores e usos distintos do residencial, aquele em que mais trabalhávamos. Começámos como uma “banda de garagem”, a fazer pequenas reabilitações para amigos e familiares, e hoje, com uma estrutura bastante maior, concebemos projectos à escala da cidade. O balanço é, por isso, muito gratificante, e aguardamos expectantes os desafios que o futuro nos trará.

Como definem a essência do vosso atelier? Existe algum elemento que procuram incorporar sempre nos projectos?
O Fragmentos nasce de um princípio de trabalho colaborativo que se mantém até hoje. Não há uma forma linear de projectar, nem uma linguagem comum a todos os projectos. O que existe é a convergência de diferentes formas de pensar o espaço e a procura constante por um processo que envolva vários intervenientes. Sempre encarámos o nosso trabalho como um verdadeiro trabalho de equipa, onde todos contribuem para a melhor solução. Com o crescimento do atelier, tornou-se essencial criar equipas especializadas que orbitam em torno da arquitectura, como engenharia, sustentabilidade e interiores, e que estão presentes desde o primeiro dia do projecto. Esta abordagem torna a nossa forma de trabalhar distintiva.

Como costuma ser o processo criativo no atelier? Qual é o ponto de partida para um novo projecto?
A procura por conhecimento e a criação de valor são eixos fundamentais para os próximos anos, e isso traduz-se na forma como encaramos o processo de projecto. Este não é apenas um meio para um fim, mas um fim em si mesmo. Iniciar um novo projecto implica um conhecimento profundo do território, da envolvente, das suas condicionantes, do cliente e das suas expectativas. Esta fase de análise permite contar uma história coerente e trazer o cliente para o imaginário da solução. Apesar da evolução das ferramentas digitais, o projecto nasce sempre no papel, num processo criativo interno de tentativa e erro que permite que as ideias fluam de forma mais natural.

“Com a crescente limitação de espaço nos centros urbanos, a flexibilidade dos espaços passará a ser uma característica essencial, integrando a sustentabilidade neste processo e garantindo que os projectos conciliam inovação e responsabilidade ambiental”

Quais são as ferramentas ou métodos indispensáveis durante o desenvolvimento dos projectos?
A proximidade com o cliente desde a primeira reunião é essencial ao longo de todo o processo, especialmente na fase de desenvolvimento do conceito. Procurar o encontro entre o que o cliente deseja e aquilo que é possível realizar é um exercício complexo, mas extremamente estimulante, pois, para além de criativos, somos também técnicos que respondem a desafios específicos.

Depois, é o território que nos guia. A relação com o espaço é um passo fundamental. A localização, o contexto, a orientação solar e a topografia são factores que nos permitem pensar a peça arquitectónica de uma forma única.

Por fim, a integração e colaboração com as equipas de especialidades e entidades envolvidas desde o início do processo garantem que, no final, quem ganha é o projecto. No fundo, procuramos abordar cada projecto de forma holística desde o primeiro momento.

Há algum projecto que considerem um marco na trajectória do atelier? Porquê?
Escolher um único projecto é sempre difícil, pois todos deixam uma marca de alguma forma. No entanto, diríamos que o Bayview, devido à importância da sua localização na entrada de Cascais, à sua dimensão, complexidade e parceria internacional, simboliza a viragem de escala do atelier. Voltando à ideia de processo, não podemos deixar de referir que este projecto começou em 2016 e, neste momento, estamos a construir a sua última fase. O acompanhamento de um projecto com estas particularidades, ao longo de vários anos, acaba inevitavelmente por marcar tanto a trajectória do atelier como o percurso dos profissionais que nele trabalham.

Como abordam a sustentabilidade nos projectos?
O crescimento do atelier ocorre numa era em que a sustentabilidade é uma preocupação central e não pode ser ignorada. Esta é uma das bases da nossa responsabilidade social empresarial e constitui uma meta essencial no nosso processo de criação de valor. Reconhecemos que ainda há um longo caminho a percorrer, mas procuramos implementar mudanças a várias escalas, desde a forma como são feitas as deslocações para o atelier até à sensibilização dos promotores para as vantagens de uma certificação específica ou a escolha criteriosa de materiais locais. Para isso, contamos com uma equipa interna dedicada ao tema, que se integra de forma transversal no nosso fluxo de trabalho. A sustentabilidade deixou de ser uma opção e passou a ser uma prioridade em todas as áreas do atelier.

A quem está a iniciar o seu percurso, aconselhamos que use os primeiros anos para algo que parece simples, mas que pode trazer muito retorno: observar e exercitar a curiosidade

Como olham para a evolução da arquitectura nos próximos anos?
A responsabilidade social da arquitectura será cada vez mais trazida para primeiro plano, exigindo um conhecimento profundo do território onde se actua e um compromisso real com soluções que beneficiem tanto as cidades como as pessoas que nelas habitam. Com a crescente limitação de espaço nos centros urbanos, a flexibilidade dos espaços passará a ser uma característica essencial, integrando a sustentabilidade neste processo e garantindo que os projectos conciliam inovação e responsabilidade ambiental.

Paralelamente, a inovação — nomeadamente a utilização de ferramentas de inteligência artificial — trará alterações ao processo de trabalho e à construção, permitindo reduzir os tempos de execução e automatizar processos, criando assim mais disponibilidade para o processo criativo.

O impacto da arquitectura na sociedade é cada vez mais evidente, e isso faz com que a própria disciplina se relacione com um número crescente de áreas, procurando soluções mais abrangentes e transformadoras.

Que conselhos dariam a quem está a começar a carreira em arquitectura?
A quem está a iniciar o seu percurso, aconselhamos que use os primeiros anos para algo que parece simples, mas que pode trazer muito retorno: observar e exercitar a curiosidade. Para além disso, esse é também o momento ideal para explorar as diferentes possibilidades da profissão. A arquitectura, para além de arte, é resolver problemas, desbloquear desafios e relacionar o ser humano com o construído.

Actualmente, há muita procura por arquitectos em Portugal, o que representa uma grande oportunidade. Existem ateliers de várias escalas e especializações, e a experiência de trabalhar num atelier pequeno ou grande, mais autoral ou comercial, é substancialmente diferente. Independentemente do caminho escolhido, há uma certeza: a arquitectura só se faz com verdadeira paixão pela profissão.

Sobre o autorCidália Lopes

Cidália Lopes

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Openbook expande para o Médio Oriente e abre nova delegação no Dubai

A expansão para o Médio Oriente, com a abertura de uma delegação no Dubai, já tinha sido comunicada em entrevista ao Construir pelo Partner Paulo Jervell, como mais um passo na estratégia de internacionalização do Grupo que no final de 2024 anunciou o seu rebranding e reorganização estrutural

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O Grupo Openbook anuncia a abertura da sua nova delegação no Dubai, marcando um “novo passo na sua estratégia de internacionalização” e que visa “reforçar” a sua presença no mercado do Médio Oriente.

Reconhecendo o Dubai como um dos “principais centros mundiais de negócios e inovação”, a aposta do Grupo Openbook nesta região visa “fortalecer” parcerias estratégicas e “responder” à crescente procura por soluções integradas de arquitectura, design e engenharia.

“A presença do Grupo Openbook no Dubai representa um novo capítulo na nossa trajectória de crescimento. Esta expansão permitirá consolidar a nossa posição num dos mercados mais dinâmicos do mundo, estabelecendo um ponto de contacto directo com clientes e parceiros estratégicos e fortalecendo a nossa rede de projectos internacionais”, afirmou Paulo Jervell, partner do Grupo Openbook.

A internacionalização do Grupo Openbook surge num momento de grande evolução para a empresa, que recentemente anunciou o seu rebranding e reorganização estrutural. Paralelamente, tem vindo a conquistar reconhecimento internacional, com projectos emblemáticos como a sede da Galp, distinguida com certificações LEED Platinum e WELL Platinum, e o premiado Ritz Pool Bar, que arrecadou o prestigiado prémio Architizer A+Awards na categoria de Bares e Adegas.

Com uma equipa de cerca de 90 colaboradores e tendo alcançado uma facturação de cerca de 10 milhões de euros em 2024, o Grupo Openbook continua a consolidar a sua presença em mercados estratégicos, incluindo Portugal, França, Espanha, Angola, Vietname, Indonésia e agora, o Dubai.

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Como Foster+Partners transforma Old Trafford

O design e as linhas gerais do projecto de Estádio Old Trafford entregue pelo gabinete Foster+Partners foram apresentados esta semana. O novo estádio promete ser um marco icónico e sustentável que tem por base a história do Manchester United e a identidade de Manchester

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O Manchester United revelou os planos para o novo estádio de Old Trafford, um projecto ambicioso desenvolvido pelo estúdio de arquitetura Foster + Partners. A nova infraestrutura promete elevar a experiência dos adeptos e transformar a região com um design inovador, tecnologia avançada e um forte compromisso com a sustentabilidade.
O novo estádio será um marco globalmente reconhecido, inspirado na história do Manchester United e na identidade industrial da cidade de Manchester.

O conceito do novo estádio inverte o modelo tradicional de design de estádios de futebol: será aberto e voltado para o exterior, com varandas panorâmicas que oferecem vistas para toda a área envolvente. Localizado no centro do distrito, será um marco globalmente reconhecível, encapsulando o espírito do Manchester United e a herança da cidade. A estrutura será caracterizada por três mastros imponentes, inspirados no tridente dos “Red Devils”, reflectindo a verticalidade do horizonte industrial de Manchester. Esses mastros sustentarão uma cobertura translúcida que envolverá o estádio, protegendo as arquibancadas e uma ampla praça pública das chuvas frequentes.

Inspirado pela rica história da cidade, este projecto de regeneração impulsionado pelo desporto transformará uma área industrial de um milhão de metros quadrados em um distrito vibrante de uso misto, com uma rede de espaços verdes, ruas, pontes e zonas à beira-mar. Estabelecendo um novo padrão internacional para o desenvolvimento sustentável de cidades, o projecto criará conexões directas para transportes públicos e pedestres entre comunidades novas e existentes – e com o restante da cidade –, além de incorporar tecnologias de captação de água da chuva e energia renovável.

A praça coberta contará com uma série de experiências interactivas para adeptos do Manchester United e visitantes globais. O design prevê ainda um percurso processional que levará os adeptos de uma nova estação ferroviária até a praça, criando um ponto de encontro acolhedor para eventos desportivos e comunitários.

O novo estádio terá capacidade para 100.000 espectadores.

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Nova Solução | Sistema Gyptec Protect para Fachadas

Cada vez mais o mercado da construção pede soluções rápidas e fáceis de executar não comprometendo a qualidade.

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Particularmente importante, são soluções que permitam resolver os problemas, já identificados, dos edifícios em Portugal e promover a sua reabilitação energética. Isto num contexto de reabilitação e reconversão do edificado. Paralelamente existe uma urgência em cumprir com os objetivos do PRR e disponibilizar mais habitação, preferencialmente confortável e energeticamente eficiente.

Respondendo às solicitações do mercado e em particular de muitos dos nossos clientes, o Grupo Preceram vem apresentar o Sistema Gyptec Protect para Fachadas, desenvolvido em conjunto com a Mapei.

Tirando partido das excelentes características da placa Gyptec Protect, resistência mecânica, à água e ao fogo, foi possível a Mapei estudar e testar um conjunto de sistemas de revestimento e acabamento que permitissem estender a sua aplicação também a fachadas.

Tornou-se assim possível apresentar um sistema completo de isolamento pelo exterior, com lã mineral Volcalis, leve, fácil de instalar, incombustível e com excelentes propriedades de isolamento térmico e acústico.

 

As placas Gyptec Protect são compostas por gesso, tratado com agente hidrorrepelente para diminuir a absorção de água, revestido com uma tela especial em fibra de vidro de alta qualidade e incombustível. Estas placas foram desenvolvidas para utilizar em zonas que requerem alta resistência à humidade e ao fogo (classificação A1) e para as quais não se recomenda o uso de placas de gesso tradicionais.

Volcalis Alpha Plus é uma lã mineral semirrígida com uma condutibilidade térmica muito baixa – 0,032 W/(m.K) -, incombustível e hidrorrepelente. Estas características técnicas permitem soluções de isolamento com elevado desempenho térmico mesmo com espessuras mais reduzidas.

Este sistema, aplicado sobre uma fachada existente, permite eliminar as pontes térmicas associadas à estrutura e aos pontos singulares, funcionando como uma segunda pele do edifício. Para além da redução dos consumos energéticos, tanto no inverno como no verão, resolve eventuais problemas de humidade e condensação, aumentando o conforto e a qualidade do ar interior.

Fundamental para o bom funcionamento da solução é o esquema de revestimento e acabamento preconizado pela Mapei especialmente para as placas Gyptec Protect.

No seguimento deste trabalho, foram também desenvolvidas soluções para a aplicação de isolamento sobre as placas Protect (sistema ETICS), o que permite a sua utilização em construções em aço leve, LSF, ou sistemas mistos com fachadas leves industrializadas.

 

Mais informação em: www.gyptec.eu/sistema-gyptec-protect-para-fachadas

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Missão ‘Built by Brazil’ une arquitectos brasileiros e portugueses

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, através do seu programa de internacionalização, ‘Built by Brazil’, vem a Portugal para trocar experiências sobre o que se está a fazer no Brasil e em Portugal a nível arquitectónico, construção, promoção imobiliária, engenharia e inovações e estreitar relações e conhecimento entre os dois países

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A missão ‘Built by Brazil’ Europa 2025 chega a Portugal no dia 15 de Março e prolonga-se até ao dia 18 de Março, culminando com o evento “Conexões Arquitectónicas: Brasil e Portugal – Mesa Redonda sobre Arquitectura de Hospitalidade e Reabilitação”.

Depois de uma passagem pelo MIPIM, em Cannes, França, a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), através do seu programa de internacionalização, ‘Built by Brazil’, vem a Portugal para trocar experiências sobre o que se está a fazer no Brasil e em Portugal a nível arquitectónico, construção, promoção imobiliária, engenharia e inovações e estreitar relações e conhecimento entre os dois países.

Para os dias 15, 16, 17 e 18 de Março, a comitiva do Brasil tem agendado vários momentos de trabalho, como a visita a projectos de reabilitação como por exemplo, a Fundação Albuquerque, projecto de reabilitação do Bernardes Arquitectos, assim como, o projecto de regeneração do escritório ADOC. Está, igualmente, agendado um encontro com a Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores e com a Ordem dos Arquitectos.

Do Brasil vêm arquitectos de vários gabinetes, nomeadamente os Natureza Urbana (SP), Archscape (SP), D&P Arquitetura (MG), Grupo Myr (MG) e Heliomar Venâncio Arquitetura (ES), Addor e Associados (SP) e M&T Arquitetura (RJ).

Para terminar esta passagem por Portugal, irá realizar-se o evento “Conexões Arquitectónicas: Brasil e Portugal – Mesa Redonda sobre Arquitetura de Hospitalidade e Reabilitação”, que irá decorrer no dia 18 de Março, no Auditório da Casa de Cultura de Cascais e que irá contar com a presença de Raimundo Carreiro, embaixador do Brasil em Portugal, e de Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais.

O objectivo da mesa-redonda é “fomentar o debate” sobre as particularidades de projectos de arquitectura nos segmentos de hospitalidade e reabilitação, trazendo exemplos de sucesso em ambos os países, e provocando a discussão sobre as oportunidades da cooperação entre os arquitectos brasileiros e portugueses.

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