Qual a importância do som na arquitectura?
O tema estará no centro de uma conferência que o MAAT recebe no próximo dia 12 de Fevereiro

Ana Rita Sevilha
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Oslo Opera House, Snøhetta
“O som pode ser invisível, mas isso não significa que seja menos um material arquitectónico do que a madeira, o vidro, o cimento, a pedra ou a luz”. A declaração é de Michael Kimmelman, crítico de arquitectura do NYTimes, salientando uma dimensão da arquitectura muitas vezes ignorada e que estará no centro de uma conferência que o MAAT recebe no próximo dia 12 de Fevereiro, a RESONATE Lisbon e na qual será moderador.
“Esta conferência de um dia, no MAAT, constitui uma oportunidade única para adquirir uma perspectiva interdisciplinar e criativa sobre um tema raramente abordado, mas que afecta verdadeiramente a forma como o espaço arquitectónico é intuído e apreciado,” explica Pedro Gadanho, Director do MAAT.
Na conferência “RESONATE Thinking Sound and Space”, os directores de Diller Scofidio + Renfro, Snøhetta, Foster + Partners e Henning Larsen trocarão impressões com vários artistas e performers, bem como, com designers de som da Meyer Sound e da Arup. A conferência será moderada por editores de renome do New York Times, Dezeen, Designboom e Monocle.
“A maioria das pessoas costuma falar de arquitectura enquanto disciplina tridimensional, focando-se nos aspectos visual, espacial e funcional. Mas a arquitectura é sempre intuída a quatro dimensões.” Diz Martin Barry, Fundador da reSITE. “Os aspectos sonoro e acústico são fundamentais na forma como as pessoas percepcionam os espaços públicos, o que sempre constituiu o principal ponto de interesse da reSITE. É com orgulho que apresentamos, juntamente com o MAAT, a essência absoluta do melhor conhecimento de todas as partes do mundo sobre a intersecção entre arquitectura e a inovação sonora, e a sua convergência com a arte e experimentação.”
Em nota de imprensa, o MAAT explica que, RESONATE “resulta de uma nova parceria entre o MAAT e a reSITE. Ambos incentivam a inovação e o diálogo relevante a nível global: o MAAT, ao oferecer uma base comum de descoberta e pensamento crítico que atravessa a arte, a arquitectura e a tecnologia; a reSITE, uma voz pioneira na Europa no campo de repensar a arquitectura e os espaços públicos de forma a tornar as cidades mais habitáveis, com seis anos de experiência na concepção de eventos internacionais, interativos e transdisciplinares”.
A conferência está intimamente ligada à instalação sonora e de live streaming de Bill Fontana, Shadow Soundings, em exibição no MAAT, e constituirá a última oportunidade para a explorar numa visita guiada por artistas, antes do encerramento (12 de fevereiro).
Três casos de estudo
Elizabeth Diller apresentará a relação de Diller Scofidio + Renfro com a presença do som na arquitectura, incluindo a transformação do Lincoln Center for the Performing Arts, a High Line e o Shed, o primeiro centro multi-artes concebido para apresentar todos os tipos de artes performativas, visuais, e de cultura popular em Nova Iorque. Falará também sobre o Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Peer Teglegaard Jeppesen, do atelier Henning Larsen, deixou a sua marca em centros culturais e de artes performativas na Europa e na Ásia, com o Harpa Music Hall and Conference Centre de, em Reiquejavique. A Oslo Opera House, de Snøhetta, foi um dos edifícios mais icónicos na sua tipologia. O sócio fundador, Kjetil T. Thorsen falará sobre o desafio de criar uma sala de concertos que procura um equilíbrio entre um som orquestral e uma acústica que permita transmitir claramente a voz dos cantores de ópera.
Para além da apresentação de artistas como Bill Fontana, Xavier Veilhan ou Bernhard Leitner, a ligação entre a arquitetura e o futuro da acústica será estabelecida pelos especialistas da Arup e da Foster + Partners, em debate com o perito da Meyer Sound, John Pellowe, vencedor de vários prémios Grammy.