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Especial Redes de Água, Saneamento e Esgotos – Os prazos alargam-se, as redes não

A crise já não é novidade para ninguém.

Pedro Cristino
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A crise já não é novidade para ninguém.

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A crise já não é novidade para ninguém. De facto, com as proporções que a actual conjuntura assoma, talvez seja melhor considerar-se a hipótese de escrever o termo “crise” com letra maiúscula. Apesar de ser global, a actual situação económica produz resultados por vezes díspares nos diversos sectores, apresentando alguns uma margem de manobra mais alargada e, ocasionalmente, crescimento da actividade. Não será esse o caso dos fabricantes e comerciantes de soluções para redes de água, saneamento e esgotos. As empresas contactadas pelo Construir demonstram-se algo apreensivas face ao futuro e registam já resultados pouco animadores provenientes do ano transacto.

Facturação em queda

“No primeiro semestre deste ano a facturação da Prebesan corresponde a 50% da facturação de 2009”, começa por referir José Massano André, sócio-gerente da Prebesan e administrador da Transaqua. Este corte na facturação deve-se, segundo o mesmo, ao “atraso dos concursos e das adjudicações das obras hidráulicas, mercado onde a empresa se insere”. Segundo este engenheiro, enquanto que, em 2009, as obras do principal cliente do grupo, a EDIA, foram adjudicadas no início do ano, só agora receberam a primeira adjudicação de 2010. Cenário parecido é aquele que se verifica na Rodalgés. “Verificámos uma considerável dificuldade em vender, apesar de continuarmos a receber bastantes pedidos de orçamentos”, revela Ivo Paiva director comercial da empresa de Coruche, explicando que, “apesar de haver procura, os resultados foram bastante inferiores ao período homólogo, não se verificando retorno das propostas apresentadas”, o que leva a um “impacto negativo nos resultados”. A “forte influência do mercado das obras públicas e da construção civil” é, de acordo com André Maia, responsável da Ambidrain, um factor que levou a que o primeiro semestre deste ano tenha sido “penalizador para as empresas portuguesas”.

Mercado minado

“Existem fábricas com delegações a operar directamente no território nacional e distribuidores exclusivos de outras marcas, sendo que a nossa empresa se enquadra no segundo caso”, explica André Maia, referindo que os custos da Ambidrain “não se diluem numa estrutura de dimensão internacional”, o que, “em tempo de crise” representa uma “dificuldade acrescida”. Por sua vez, Ivo Paiva esclarece que “o mercado está condicionado a regras nacionais que se sobrepõem a princípios europeus de livre comércio, inclusive sobre produtos com certificados CE, no caso concreto dos acessórios para tubos”. Isto obriga “a diligências extra para fazer face ao que consideramos ser um abuso da posição dominante, com entraves (i)legais ao funcionamento do mercado”, ironiza. “A oferta em termos de tampas de saneamento continua maioritariamente centrada no tradicional, surgindo, nos últimos anos, alternativas nacionais mais diversificadas, em especial com a introdução do aço inox”, o que abre o mercado “a uma nova realidade, com perspectivas de sucesso, tendo em consideração a qualidade e durabilidade dos materiais”, esclarece o responsável da Rodalgés. Por outro lado, Ivo Paiva aponta para a dificuldade das pequenas empresas em prosperar, “principalmente neste período de maior retracção”, uma vez que o mercado se encontra “dominado por fornecedores que detêm quotas dominantes que aprovisionam não só os revendedores, como também o cliente final, prejudicando e impossibilitando assim o desenvolvimento do mercado”.

Transaqua

A Prebesan é, segundo José Massano André, o único fabricante de tubagem de betão com alma de aço. A empresa terá, a partir de Agosto, uma unidade de produção em Aljustrel, detida pela Transaqua, uma sociedade luso-espanhola na qual a empresa tem uma participação de 50%, onde esse produto será também fabricado. “Para o tipo de obras onde as nossas tubagens se aplicam – abastecimento de água em alta, redes de rega, emissários submarinos, mini-hídricas, cravação sob vias de circulação – existem produtos sucedâneos que também são muito utilizados e se apresentam como concorrentes”, declara Massano André, enumerando o “ferro fundido dúctil, o aço revestido e o polietileno de alta densidade”. Apesar desta concorrência, o sócio-gerente da empresa de Santarém afirma que, “com base nas escolhas do mercado consumidor”, pode classificar o seu produto como o “mais competitivo, considerando o binómio qualidade-preço”. De facto, a constituição da Transaqua, “neste momento com a fábrica em montagem final”, representa para Massano André, “uma novidade no fornecimento ao mercado de um produto novo e inovador no mercado nacional, apresentando-se como um produto capaz de concorrer com vantagem” com os produtos já mencionados. “Refira-se que só existem, em todo o mundo, quatro máquinas iguais à que a Transaqua vai utilizar na produção dos seus tubos”, ressalva, esclarecendo que, “sendo um produto nacional que substitui com vantagem importações”, esta unidade de produção “está ainda vocacionada para exportar para países próximos de Portugal”.

GEBO, BURNIMETAL e QBLOCK

Como novidades, a Rodalgés dispõe dos produtos da marca GEBO e BURNIMETAL, “centrando a sua aposta nas soluções inoxidáveis”. Ivo Paiva adianta ainda que “as novidades surgem com os sifões, com formatos curvos e rectangulares, sendo a GEBO um fabricante especialista na área Drain, com soluções de grelhas sifonadas com formatos originais, com preocupações de design e funcionalidade”. Já na Ambidrain, a “novidade mais relevante trata-se do sistema QBLOCK, que consiste num sistema optimizado, construído in situ, para aproveitamento de águas residuais e controle de descargas para a rede pública”. Esta solução permite, segundo André Maia, “por um lado, uma poupança significativa dos gastos de água potável”, evitando, por outro lado, “inundações em locais com grande densidade de construção e fortemente urbanizados onde, normalmente, os espaços verdes escasseiam”, o que prejudica a capacidade dos terrenos na absorção das águas pluviais”.

Os incontornáveis atrasos de pagamento

Os atrasos nos pagamentos são provavelmente os golpes mais profundos que a conjuntura económica tem desferido neste sector. Ivo Paiva indica que “a maior restrição se prende com as condições de pagamento”. Neste sentido, “as vendas têm de ser bem discutidas porque, cada vez mais, os prazos médios de recebimento têm vindo a alargar, incapacitando a tesouraria da empresa, que depois também tem dificuldade em fazer face aos seus compromissos”. O director comercial esclarece que “esta colaboração entre as partes obriga a um maior controlo financeiro” e impossibilita, por vezes, operações que, à partida, os responsáveis da Rodalgés sabem que não podem “financiar”. Esta situação acaba por “abraçar” a grande maioria das empresas. Nem a Ambidrain, nem a Prebesan são excepções. No caso da primeira, o seu responsável é sucinto a explicar que “o mercado das grandes obras públicas e a paragem da construção civil traduzem-se directamente na diminuição do produto vendido. Em paralelo, as cobranças saíram prejudicadas com as dificuldades financeiras” que os clientes de André Maia atravessam. A Prebesan também não deixa de ser afectada “pela falta de liquidez do mercado e pelas dificuldades de acesso ao crédito bancário”, o que culmina “no atraso de pagamento” por parte dos principais clientes do grupo, “que são as maiores empresas de obras públicas do País”, como refere José Massano André. Contudo, “apesar destas dificuldades, a Prebesan tem tido trabalho para manter a sua fábrica de Santarém em actividade”, actividade essa que, segundo o sócio-gerente, irá “aumentar significativamente no segundo semestre de 2010”.

Alguém tem sugestões?

Perante esta situação, que podem, ou devem, as empresas fazer? Proceder à “redução de custos o mais profundamente possível”, responde Massano André, esclarecendo que a conjuntura actual, salvo raras excepções, “não é de apostar em grandes investimentos e em diversificação”, algo que “as empresas sempre procuram”. No caso específico da Prebesan, “e em virtude da actividade da empresa estar sustentada na existência de trabalho/encomendas e em contra-ciclo relativamente a outras actividades”, optou-se pelo investimento no sentido de aumentar a capacidade produtiva e na produção de “um produto diferente e mais competitivo, aproveitando assim a conjugação de várias oportunidades de negócio”. Massano André reconhece também que “a conjuntura do momento também tem algumas vantagens”, como a melhoria dos preços para os equipamentos fabris, “melhores prazos de entrega e melhores condições de pagamento”. A experiência de Ivo Paiva revela, por sua vez, que “a solução passa por procurar formas alternativas de divulgação dos produtos, aumentando o número de clientes”, uma vez que, “esta onda de retracção, só por si, também obriga o cliente a procurar novos fornecedores dentro das suas necessidades habituais”. Assim, o director comercial da Rodalgés ressalva a importância em “estar atento a estas oportunidades e optimizar estes contactos”, sendo o factor preço “primordial”. Contudo, segundo este responsável, “a vantagem competitiva também passa pela qualidade do serviço” e pelas “garantias que os produtos menos fiáveis não conseguem assegurar”. Já André Maia responde que “as empresas têm que ter todos os seus custos totalmente controlados, devem vender apenas a clientes que lhes dão garantias de pagamento e ter um extremo cuidado na gestão de stocks”.

Cenas do próximo capítulo

“Esperemos que as obras públicas arranquem definitivamente” é o desejo deixado por André Maia para o futuro próximo da Ambidrain, uma vez que este responsável conta que a sua empresa marque presença “em todas as obras relevantes a realizar”. Na Rodalgés, as perspectivas incidem numa “contracção no consumo” que se tornará “ainda mais limitativa”, situação que “não irá melhorar, apesar dos sinais externos de alteração do ciclo económico”. José Massano André será, porventura, o mais optimista quanto ao futuro. “O volume de negócios da Prebesan cresceu 100% de 2008 para 2009. Dado o atraso na adjudicação das obras em 2010, a empresa espera ainda obter um volume de facturação idêntico ao de 2008”, remata este responsável.

“É difícil para as empresas portuguesas concorrerem no estrangeiro”

Com uma experiência que remonta a 1997, a Aquapor desenvolve a sua actividade nas áreas da concepção de sistemas, gestão de projectos e exploração de serviços públicos, nomeadamente de captação, tratamento e adução, reserva e distribuição de água para consumo público, bem como na recolha, tratamento, rejeição e reciclagem de efluentes urbanos e industriais. A empresa está presente em 24 municípios e detém participações nas três “únicas concessões intermunicipais actualmente atribuídas em Portugal. O administrador da Aquapor, Diogo Faria de Oliveira, convidou o Construir a conhecer o universo da empresa.

Qual o balanço que fazem da vossa actividade, em termos de facturação, do último exercício?

Os resultados económicos de 2009 são o reflexo de um intenso trabalho desenvolvido em todas as empresas do grupo Aquapor. E o balanço do nosso trabalho só pode ser positivo, pois nos 13 anos de existência da Aquapor, o ano de 2009 foi o primeiro em que os resultados da empresa saíram do vermelho. De facto, os resultados transitados da empresa, acumulados até 2009, atingiram os 8,7 milhões negativos, mas já em 2009 a Aquapor fechou o ano com resultados líquidos positivos de 3,6 milhões de euros.

O que mudou na Aquapor após o processo de privatização?

Antes de falar sobre o que mudou, gostaria de referir o que não mudou. A equipa de gestão e os colaboradores são os mesmos e não houve despedimentos. Inclusivamente, o grupo Aquapor aumentou os seus quadros, de 1011 para 1048 trabalhadores. Também se mantiveram as parcerias existentes com a AGS, mas neste caso alterámos o modelo de gestão que deixou de ser feita por dois administradores executivos e passou a ser conduzida por um único administrador (ou director-geral), o que obrigou a uma definição rigorosa de objectivos e interesses comuns. De resto, o ano de 2009 destinou-se a introduzir fortes reformas na empresa. Actuámos ao nível das receitas, procurando reduzir o número de ligações clandestinas e ilegais e aumentar a eficiência dos processos de leitura, facturação e cobrança. E actuámos também do lado dos custos, renegociando os contratos com fornecedores e reduzindo perdas de água nas redes. Ora, essas reformas resultaram numa redução de custos na ordem de 1 milhão de euros e num aumento de proveitos em cerca de 8%, apesar do crescimento dos consumos ter sido praticamente nulo. Há um enorme foco na gestão dos orçamentos das empresas e não se olha só para os resultados. Todas as rúbricas do orçamento são para cumprir, tanto do lado da receita, como do lado dos custos.

Como caracterizaria, em termos de dimensão, concorrência e potencial, o mercado nacional das redes de água, saneamento e esgotos?

O crescimento do mercado (das concessões de água e de saneamento de águas residuais) no curto prazo está dependente de três factores. Primeiro, a existência de uma estratégia clara para o sector da água, e a capacidade de implementação efectiva das soluções preconizadas no PEAASAR II para os próximos três anos. Segundo, da existência de exemplos bem sucedidos de transformação de serviços municipais em concessão ou em empresas de capital misto. E finalmente, da existência de maiores ou menores constrangimentos financeiros nas autarquias que possam vir a forçar os seus líderes a optar pela externalização de alguns dos serviços que hoje as Câmaras prestam. Ou seja, os próximos anos serão decisivos na consolidação do processo de atribuição de concessões, ditando finalmente o seu sucesso, ou insucesso, junto do poder local.

Prevêem fechar 2010 com resultados líquidos “na ordem dos 4,1 milhões de euros”. De onde provêm esses resultados?

Estamos a manter em 2010 a mesma estratégia do ano 2009, ou seja, mantemos o foco no controlo dos orçamentos das empresas, na redução de custos internos através da renegociação com fornecedores e nas campanhas de regularização de ligações clandestinas e ilegais, pelo que o crescimento do resultado líquido construir-se-á através da geração de maior margem operacional. Ainda em 2010 esperamos finalizar a contratação e aquisição de 49% do capital da Águas de Santarém, E.M. Para Portugal estamos a apostar muito no crescimento da Luságua através da diversificação da sua actividade, iniciando projectos na área das energias renováveis e da recolha e tratamento de lamas de ETARs, domésticas e industriais. Também iniciámos o processo de internacionalização em mercados que consideramos ter claras vantagens competitivas.

Que tipo de vantagens?

Acreditamos que a experiência dos últimos 20 anos em Portugal pode ser muito bem aproveitada naqueles países no que se refere a projectos ligados ao ciclo urbano da água. Temos competências humanas e conhecimentos “exportáveis”, pois nós também passámos por um recente, e rápido, processo evolutivo na área do saneamento básico em Portugal.

Que desafios enfrenta uma empresa como a Aquapor para entrar nos mercados internacionais?

É difícil para as empresas portuguesas concorrerem no estrangeiro. O currículo e a dimensão das empresas é um critério fundamental para conquistar o mercado internacional. Ora, como as grandes ETARs portuguesas não vão a concurso, também não há maneira de concorrer no estrangeiro com credenciais que demonstrem capacidade e dimensão. A solução para a internacionalização passa por fazer consórcios com empresas estrangeiras que dêem o currículo necessário para vencer os primeiros concursos.

Qual a filosofia da Aquapor no que concerne a sustentabilidade ambiental e económica?

A Aquapor é uma empresa certificada em Qualidade, Ambiente e Segurança e as nossas preocupações ambientais extravasam as tradicionais. Para nós a protecção dos recursos hídricos e a qualidade da água não são uma preocupação, mas sim uma obrigação. Tal como a procura constante de maior eficiência das redes é uma obrigação. A sustentabilidade ambiental e económica da Aquapor assenta na substituição progressiva de energias fosseis por energias renováveis: solar, hídrica e de aproveitamento do biogás produzido nas ETARs. Esta politica já está a dar resultados na pegada ecológica da Aquapor. Mas temos ainda muitas soluções inovadoras que queremos implementar brevemente em Portugal.

Sobre o autorPedro Cristino

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Casa da Arquitectura (créditos: Romullo Baratto Fontenelle)
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Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura

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A Casa da Arquitectura abriu concurso para a atribuição de 10 bolsas de investigação para doutoramento, financiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), ao abrigo do protocolo de Cooperação para Financiamento do Plano Plurianual de Bolsas de Investigação para estudantes de doutoramento celebrado entre as duas entidades.

A decorrer até 3 de junho 2024 (hora de Lisboa), as candidaturas para as bolsas de investigação para doutoramento destinam-se às áreas de Arquitectura, Urbanismo, Território, com especial relação aos acervos, espólios e colecções da Casa da Arquitectura e conteúdos relacionados com a teoria, história e prática da arquitectura, tecnologia construtiva, sustentabilidade e economia energética ao abrigo do Regulamento de Bolsas de Investigação da FCT (RBI) e do Estatuto do Bolseiro de Investigação (EBI).

As bolsas de investigação para doutoramento destinam-se a financiar a realização, pelo bolseiro, de actividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor em universidades portuguesas, em programas de doutoramento acreditados nas áreas científicas relacionadas com os tópicos descritos no presente Aviso.

As atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor dos bolseiros selecionados devem estar enquadradas no plano de atividades e estratégia da Casa da Arquitectura – Centro Português de Arquitectura.
O plano de trabalhos decorrerá integralmente numa instituição nacional (bolsa no país). A duração das bolsas é, em regra, anual, renovável até ao máximo de quatro anos (48 meses), não podendo ser concedida bolsa por um período inferior a três meses consecutivos.

As Bolsas de Investigação para Doutoramento destinam-se a candidatos inscritos ou a candidatos que satisfaçam as condições necessárias para se inscreverem num Programa de Doutoramento e que pretendam desenvolver atividades de investigação conducentes à obtenção do grau académico de doutor, conferido por universidades nacionais.

Cada candidato poderá submeter apenas uma candidatura, sob pena de cancelamento de todas as candidaturas submetidas.

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Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10  de Abril

A 9.ª edição da única feira nacional que abastece toda a cadeia de valor da fileira mostra como a automação inteligente, as embalagens sustentáveis e a logística verde podem reduzir custos, minimizar impactos ambientais e impulsionar a competitividade empresarial. Mais de 40% dos 90 operadores económicos confirmados vêm de Espanha, Alemanha, Irlanda, Itália e Suécia

Chama-se Japet.W+ (na imagem), combina a engenharia e a tecnologia avançadas corporizadas pela iDR – Domótica e Robótica e é um exoesqueleto activo projectado para proteger a coluna durante o trabalho e, assim, reduzir o risco de lesões e acidentes, aliviando o esforço na zona lombar dos trabalhadores do sector logístico. O equipamento – que é o único exoesqueleto motorizado que preserva as costas dos utilizadores durante todos os movimentos, limitando o impacto na coluna vertebral durante a manipulação de cargas – é apenas uma das muitas inovações em destaque durante a Empack e Logistics & Automation Porto 2025, que decorrerá de 9 a 10 de Abril na EXPONOR, em Matosinhos, sob organização da Easyfairs.

No único evento nacional que representa e abastece – de soluções e conhecimento – toda a cadeia de valor das áreas da embalagem e da (intra)logística estará também sob os holofotes um outro membro da família exoesquelética, Artus de seu nome. Trata-se de uma solução, de primeira geração, que impede os dedos dos utilizadores de fazerem… o que não devem. Ou seja, foi concebido principalmente para evitar que as articulações digitais dos trabalhadores se estendam em demasia. Mas também oferece protecção contra cortes e esmagamentos. Um recurso com que a empresa pretende “mudar o sector do suporte ergonómico e dos exoesqueletos para os dedos”.
Muitas das mudanças operadas e das inovações em curso no circuito de todo o sector, nos últimos 10 anos, passa(ra)m pela Empack e Logistics & Automation Porto, que vai crescer 30% em número de empresas expositoras nesta edição. Dos 90 operadores económicos que já confirmaram presença até à data, cerca de 43% são estrangeiros. De Espanha, sobretudo, mas também provenientes da Alemanha, Irlanda, Itália e Suécia.

E haverá muitas novidades para assimilar durante os dois dias do certame. Por onde passarão sistemas robóticos com inteligência artificial (IA) para armazenamento multidireccional de paletas; soluções de nova geração em impressão e codificação; recursos inovadores de rastreamento de padrões de erro e minimização de inactividade no processo de picking; novos materiais e consumíveis com grande incorporação de factores de sustentabilidade ambiental; paletas higiénicas (ideais para acondicionar e movimentar produtos especiais, como alimentos, fármacos, cosméticos e químicos) e paletes verdes (ecológicas, feitas com resíduos); softwares de gestão de armazenamento com IA integrada; dispositivos de mapeamento térmico e de partículas em suspensão em diferentes tipologias de espaços de trabalho; contentorização revolucionária para transporte de diferentes volumes e uma enorme variedade de equipamentos, produtos e serviços, que servem quase 30 segmentos de actividade em exposição.
Perto de 30 conferências: Andrea Iorio é keynote speaker
A Empack e Logistics & Automation Porto 2025 acontece num momento em que o sector português de embalagem começou já a pesar – e a ultrapassar – os impactos (mais e menos imediatos) das novas regras europeias para os plásticos de utilização única e a diminuição das embalagens para evitar desperdício. Um tema que ver-se-á espelhado na feira em dois momentos de reflexão, no programa de conferências (perto de 30 iniciativas), que leva à tribuna protagonistas multissetoriais de alto nível.
O keynote speaker da exposição é desta vez Andrea Iorio, um dos palestrantes internacionais que mais se tem distinguido na abordagem da transformação digital, inteligência artificial, inovação e empreendedorismo, na intersecção dos temas com os negócios, a filosofia e a neurociência. “Inteligência híbrida: as novas competências profissionais na era da Inteligência Artificial” é o tema da palestra em agenda, a 9 de abril.
Mas o acontecimento tem uma grande variedade de temas em debate: os têxteis do futuro e a reinvenção da cadeia de abastecimento do sector, a logística automóvel em transformação e a sua competitividade, a digitalização nas operações logísticas do retalho, as tendências e a inovação no packaging do sector vinícola, a gestão dos resíduos, o design sustentável, a ascensão dos parques logísticos, estudo de casos de cadeias e abastecimentos logísticos e muito mais.
Nada falta à mostra, que até dispõe de uma bolsa de emprego a decorrer durante a feira, para captação de recursos humanos em operadores no setor, que deles têm falta, como é reconhecido por vários agentes.

De acordo com Oscar Barranco, Managing Director da Easyfairs Iberia e Diretor da Empack e Logistics & Automation Porto 2025, o tecido empresarial luso “tem conseguido adaptar-se às novas configurações do negócio, investindo cada vez mais em automação e soluções logísticas inteligentes – realidade que, ano após ano, tem sido inclusivamente espelhada no evento representativo de toda a fileira em Portugal”.
Não obstante todos os progressos, a malha operacional instalada “enfrenta desafios que exigem uma abordagem estratégica e, igualmente, inovadora”. Entre eles estão os relativos à sustentabilidade e à redução da pegada de carbono, que estão a pressionar as empresas a adoptar soluções crescentemente mais sustentáveis. Por outro lado, a digitalização e a cibersegurança, estão igualmente a “comportar reptos extra aos operadores da área”. E “é crucial investir flagrantemente em cibersegurança para proteger dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios”, salienta.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2

Área de escritórios com pedido de licenciamento na região em 2024 compara com os 86.500 m2 contabilizados no ano anterior, evidenciando uma forte aceleração da promoção imobiliária neste segmento

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A região da Grande Lisboa foi alvo de um considerável aumento no volume de escritórios submetido a licenciamento em 2024, ano em que se contabilizaram pedidos para o licenciamento de 28 novos projectos de escritórios no total de 330.000 m2 de área. O volume em pipeline mais que triplica (+282%) face aos 86.500 m2 submetidos em 2023, os quais se distribuíam por 26 projectos.

Estas dados são apurados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Pipeline Imobiliário, sistema de informação que acompanha a dinâmica da promoção imobiliária, monitorizando as intenções de investimento através dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE. O segmento de escritórios para a região da Grande Lisboa considera os concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras, Loures e Sintra.

Lisboa dá o maior contributo para o pipeline de 2024, gerando 73% da área projectada, no total de 241.700 m2, distribuídos por 15 projectos. A nova área de escritórios em pipeline na capital aumentou 200% face ao ano anterior, embora se registe menos um projecto, o que traduz a propensão da oferta para edifícios de maior dimensão. Este aumento da área de escritórios projectada em 2024 para Lisboa é impactado pelo desenvolvimento de três grandes projectos, os quais, em conjunto, representam quase 80% do pipeline concelhio. O maior diz respeito a um empreendimento com 135.700 m2 de escritórios na freguesia das Avenidas Novas. Os outros dois incluem um empreendimento de 27.900 m2 na freguesia do Parque das Nações e outro de 26.500 m2 na de Santo António. Os restantes 12 projectos em pipeline em Lisboa têm menor dimensão, mas destacam-se ainda dois com cerca de 15.000 m2 cada nas freguesias de Arroios e Campolide.

Loures e Oeiras são os outros dois concelhos de maior investimento, com sete e quatro projectos em carteira, respectivamente, e forte crescimento na área projectada face a 2023, igualmente impactado pelo desenvolvimento de grandes projectos. Em Loures, apesar de se contabilizarem sete projectos no total de 46.100 m2 de escritórios, aproximadamente 35.600 m2 concentram-se em apenas um projecto localizado na União de Freguesias de Moscavide e Portela. Em Oeiras, os quatro projectos em licenciamento ascendem a 40.100 m2, novamente quase totalmente gerados em apenas um empreendimento, com 36.800 m2, localizado na freguesia de Barcarena. Em 2023, Oeiras registou dois projectos em pipeline num total de 1.500 m2 e Loures uma carteira de seis projectos com 7.800 m2.

 

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JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados

Bárbara Cruz é a nova head of Private Wealth, da JLL. Área-chave do negócio de Capital Markets, o segmento de investimento privado será agora liderado a partir do escritório do Porto

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Bárbara Cruz é a nova Head of Private Wealth da JLL, assumindo a liderança da linha de negócio dedicada aos Patrimónios Privados no âmbito do Departamento de Capital Markets. Esta nomeação traduz a aposta da consultora num segmento que tem conquistado crescente protagonismo no mercado de investimento e que é considerado estratégico para o crescimento da empresa.

Os investidores privados e familly offices concentram actualmente, em alguns mercados, cerca de metade do investimento em imobiliário comercial, sendo este um perfil de investidor junto do qual a JLL tem estado especialmente activa. No âmbito da actividade de Capital Markets da consultora, uma em cada três transacções são geradas pela área de Private Wealth, que passa agora a ter uma liderança especificamente focada em explorar ao máximo o potencial de negócio com investidores privados e familly offices.

Bárbara Cruz vai liderar esta área a partir do escritório do Porto, reforçando o compromisso da JLL com a expansão e fortalecimento da sua presença na região Norte, e dedicar-se-á a apoiar estes clientes na identificação de oportunidades de investimento, montagem e concretização de operações no mercado nacional. O novo cargo tem também uma forte componente internacional, com a integração da nova head nacional na rede global de Private Wealth da JLL, trabalhando em estreita colaboração com os seus homólogos de Madrid, Barcelona, Londres e outras cidades do mundo.

Augusto Lobo, head of Capital Markets da JLL Portugal, considera que “esta nomeação sublinha o nosso compromisso em servir um sector chave para o crescimento da JLL. A sua vasta experiência e profunda compreensão do mercado local e relação próxima com os principais investidores privados portugueses, fazem da Bárbara a escolha ideal para liderar as nossas iniciativas de Private Wealth em Portugal. Estamos confiantes de que, sob a sua liderança, iremos fortalecer ainda mais a nossa posição como consultores de confiança para investidores privados e family offices, ajudando-os a navegar pelas complexidades do investimento imobiliário no país”.

Bárbara Cruz afirma que” é com grande entusiasmo que assumo o cargo de Head of Private Wealth da JLL em Portugal. Estou verdadeiramente motivada com a oportunidade de liderar uma equipa dedicada a um segmento tão dinâmico e estratégico do mercado imobiliário. Estou confiante de que, com o apoio da equipa, e com a minha experiência no mercado local, poderemos elevar ainda mais o patamar dos nossos serviços aos clientes de Private Wealth. A componente internacional deste cargo também me deixa particularmente motivada. A integração na rede global de Private Wealth da JLL permitirá uma colaboração com equipas com uma vasta experiência na área. Agradeço a confiança e comprometo-me a liderar com dedicação, inovação e excelência, contribuindo para o crescimento contínuo da JLL neste setor crucial.”

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A arquitectura nacional em destaque em Osaka

A contagem decrescente para a abertura da Expo 2025 Osaka, no Japão, já começou. A exposição arranca a 13 de Abril e decorre até 13 de Outubro. O Pavilhão de Portugal tem a assinatura de Kengo Kuma, reafirmando a ligação intrínseca entre os dois países através da arquitectura. Talvez para compensar a falta de assinatura nacional no pavilhão, a organização fará da arquitectura nacional um tema de destaque

Durante seis meses deverão visitar a ilha de artificial de Yumeshima, palco da exposição, cerca de 28 milhões de visitantes, contando-se em 160 o número de países ali representados. Os 155 hectares, organizados em círculo, estão divididos em distritos: Saving Lives, Connecting Lives e Empowering Lives. É neste último que o Pavilhão de Portugal ficará localizado.
Projectado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma, o Pavilhão de Portugal, é um convite a descobrir o oceano, um tema central da participação de Portugal num evento que é grandemente dedicado ao tema “Desenhar as sociedades do futuro”, à promoção dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e à estratégia japonesa Sociedade 5.0, que defende um sistema socioeconómico sustentável e inclusivo. Uma das características mais distintivas desta exposição internacional será o esforço para dar uma imagem realista de uma sociedade futura não apenas através do pensamento, mas também através da acção. Posicionando o recinto como um laboratório onde serão testadas, e aplicadas, novas tecnologias e sistemas.
O tema da participação portuguesa, “Oceano Diálogo Azul” cruza o universo da Expo’98 de Lisboa, com o passado histórico que ligou Portugal e o Japão e a projecção do país actual, que quer liderar em políticas marítimas.

O Pavilhão
O projecto arquitectónico expressa a dinâmica do movimento oceânico através da desconstrução do espaço, utilizando cordas suspensas e redes recicladas para criar um efeito perene e exposto aos elementos naturais como o sol e o vento.
O volume do Pavilhão é marcado por uma instalação cénica que simboliza a praça superior suspensa como uma onda, criando uma imagem marcante para quem visita e para quem passa no exterior.
Situado na zona ‘Empowering Lives’ do recinto da Expo 2025 Osaka, perto do pavilhão do Japão, o Pavilhão de Portugal beneficia de uma localização estratégica, oferecendo também um espaço único de interacção com o “Grand Ring” da Expo 2025 Osaka.
Além do espaço para exposições, terá uma loja, um espaço de restauração dedicado à promoção da gastronomia portuguesa e um espaço multiusos preparado para acolher eventos de diversas tipologias.
A loja terá um conceito adaptado ao tema da participação de Portugal na Exposição, centrado no oceano e na sua conservação, promovendo produtos de design ecológico, feitos a partir de materiais naturais de origem portuguesa e de forte cariz identitário, como a cortiça, o burel e o vime.

A arquitectura
O facto do Pavilhão de Portugal não ser assinado por um arquitecto português deixa algum desconforto e gerou críticas junto da Aicep Portugal Global, ainda que o mesmo tenha a assinatura do arquitecto japonês que ao longo dos últimos anos se vem afirmando em terreno nacional. Este é mais reforço na já forte ligação de Kengo Kuma a Portugal. Mas Portugal, país de Arquitectos, marcará presença em Osaka com a organização a reservar-lhe espaço na agenda. Ao longo de seis meses Portugal vai apresentar exposições, workshops e concertos que abrangem várias áreas artísticas e culturais, entre elas destaque para as exposições sobre arquitectura portuguesa que levará ao Japão os trabalhos de Siza Vieira, Manuel Aires Mateus, Ricardo Bak Gordon e Inês Lobo. A nova geração de arquitectos portugueses também estará em destaque numa exposição que tem a curadoria de Andreia Garcia e que envolve duas dezenas de ateliers – Atelier Local; Sami; Atelier Cru; Luísa Bebiano, Rita Aguiar-Rodrigues; Diogo Aguiar; Pura Atelier; Nuno Melo Sousa; Summary; Miguel Marcelino; JQTS; Cabinnet; Circunflexo; Barão-Huter; In vitro; Mero; Inês Pimentel; Campo Arquitectura, Conde Paradela; Patrícia da Silva.
Também o design gráfico, através de uma exposição do Atelier Barbara Says, as astes e ofícios, com o programa Saber Fazer da DG Artes, e vários artistas plásticos, como Fernanda Fragateiro, Daniel Blaufuks, Ana Aragão, Ass Fuel ou Vanessa Barragão vão marcar presença em Osaka. A programação do Pavilhão de Portugal abrange ainda a música, cultura, economia, arte e gastronomia nacionais.

Sobre o autorManuela Sousa Guerreiro

Manuela Sousa Guerreiro

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PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica

A PERFISA®, líder no setor de perfis e acessórios metálicos para construção, vai marcar presença na 27ª edição da Tektónica, que se realiza entre os dias 10 e 12 de abril de 2025, na FIL – Centro de Congressos e Exposições de Lisboa, em simultâneo com o SIL – Salão Imobiliário de Portugal.

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A Tektónica 2025 afirma-se como um motor de crescimento e um ponto de encontro essencial para empresas, profissionais e decisores, promovendo um ecossistema de inovação, sustentabilidade e desenvolvimento económico que, este ano, regista um aumento de 20% no número de expositores em relação à edição anterior.

Reconhecida pelo seu compromisso com a inovação e a qualidade, a PERFISA® convida todos os profissionais do setor da construção a visitarem, no pavilhão 3, o stand 3B14 para ficarem a saber mais sobre as suas mais recentes soluções, nomeadamente:

  • O sistema THERMOSTEEL: uma solução inovadora capaz de diminuir a condutibilidade térmica do próprio perfil. Este sistema integra também uma metodologia de produção digitalizada que elimina a necessidade de proceder a cortes em obras;
  • A placa ISOLPRO LIGHT: a nova geração da placa original que apresenta as seguintes melhorias: menos 25% do peso, o dobro da resistência térmica e classificação de reação ao fogo A2.

Além destas novidades, a PERFISA® apresentará a sua gama completa de perfis e acessórios metálicos, demonstrando a sua vasta experiência e capacidade de resposta às necessidades do mercado. A equipa da empresa estará disponível para fornecer informações detalhadas, esclarecer dúvidas e apresentar soluções personalizadas para cada projeto.

Contamos com a vossa presença.

 

Este ano, temos também uma novidade especial que será apresentada ao público no primeiro dia da Tektónica. Não perca o anúncio que iremos fazer em breve.

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Porto Business School
Empresas

Porto Business School debate sinergia energética África – Europa

Promovido pelo Africa Futures Center do Innovation X Hub, o seminário, que acontece esta sexta-feira, dia 4 de Abril, irá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia

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Promovido pelo Africa Futures Center do Innovation X Hub, o seminário irá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia

O Innovation X Hub da Porto Business School, através do Africa Futures Center, promove esta sexta-feira, dia 4 de Abril, às 17h30, o seminário “Diálogo África-Europa – Sinergias para um Futuro Sustentável”. No contexto actual, em que a Europa avança na transição para a neutralidade carbónica com o Pacto Ecológico Europeu, enquanto África enfrenta o duplo desafio de garantir o crescimento económico e o acesso a energia sustentável para a sua população, o encontro visa debater a importância da cooperação energética entre os dois Continentes para alcançar um futuro mais sustentável.

O evento será um ponto de encontro de especialistas, académicos e decisores políticos, com destaque para a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria de Graça Carvalho, e de Marco António Costa, partner da PMC-Sociedade de Advogados e membro do advisory board do Africa Futures Center, que irão debater as oportunidades e dificuldades no sector energético, com ênfase na criação de políticas estratégicas para uma transição responsável. Neste âmbito, estarão em destaque temas como a capacitação de novos profissionais na área da energia, o desenvolvimento de tecnologias limpas e acessíveis e a criação de políticas energéticas colaborativas, com impacto local e global.

O encontro irá também explorar a contribuição das universidades e escolas de gestão para a investigação, formação e inovação, motores de mudança no sector energético. Estas instituições académicas assumem, assim, um papel estratégico na criação de pontes de conhecimento e na promoção de soluções adaptadas às realidades específicas de cada região.

O seminário é aberto ao público e conta com participação gratuita, mas sujeita a inscrição. prévia.

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Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025

Um dos maiores eventos do sector da construção em Portugal regressa dias 10, 11 e 12 de abril.

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As empresas do Grupo Preceram (Volcalis, Gyptec, Nexclay e Preceram) desenvolvem soluções para construção nova, e para reabilitação e reconversão dos edifícios existentes. 

Nesta edição da Tektónica, no pavilhão 3, stand 3B10, terão em exposição os seus produtos e soluções, fornecendo aos participantes todas as informações técnicas sobre as soluções mais adequadas às necessidades e exigências atuais, isto é, que combinem conforto térmico e acústico, segurança, qualidade do ar interior, baixo consumo de energia e sejam economicamente acessíveis e sustentáveis.

O mercado da construção pede soluções, rápidas e fáceis de executar, para resolver os problemas dos edifícios e promover a sua reabilitação energética de forma sustentável. Paralelamente é urgente disponibilizar mais habitação, mas que seja confortável, saudável e energeticamente eficiente. 

O caminho passa pelo isolamento, tratando-se do investimento com maior retorno, sendo muito difícil, e caro, climatizar um edifício com uma envolvente mal isolada.

Em resposta, o GRUPO PRECERAM vem apresentar uma solução para o isolamento exterior de paredes, desenvolvida em conjunto com a MAPEI, o Sistema Gyptec Protect para Fachadas.

Para além da apresentação ao público da Tektónica desta solução, o grande destaque vai para o novo sistema construtivo em LSF desenvolvido graças à colaboração e know-how de quatro marcas de referência na indústria portuguesa de construção: Perfisa, Gyptec Ibérica, Amorim Cork Solutions e Mapei. O SKINIUM!

 

Auditório SKINIUM

Construído com um novo sistema construtivo este será o ponto de encontro para workshops, apresentações e palestras durante o certame. Venha conhecer este novo sistema durante os 3 dias do evento!

Lançamento do sistema SKINIUM® – THE WALL SYSTEM

Dia 10 de abril às 18 horas no Auditório SKINIUM, Pavilhão 3 da FIL, apresentação da nova solução com a presença do Presidente da Ordem do Arquitetos.

 

Prémio Tektónica Inovação

SKINIUM® – THE WALL SYSTEM é candidato ao Prémio Tektónica Inovação, iniciativa que distingue e premeia as empresas com produtos e serviços mais inovadores e sustentáveis do mercado da construção.

 

11 ABRIL | 17H15

SEM ISOLAMENTO NÃO HÁ CONFORTO

No dia 11 às 17h15 no Auditório SKINIUM, Pavilhão 3 da FIL, o Grupo Preceram promove o workshop técnico “Sem Isolamento Não Há Conforto”.

Neste workshop o Grupo Preceram apresentará ao público o novo Sistema Gyptec Protect para Fachadas e o novo sistema SKINIUM® – THE WALL SYSTEM.

Orador: Ávila e Sousa, Diretor Técnico GRUPO PRECERAM

 

GREENROOFS® – Innovated by Associação Nacional de Coberturas Verdes

No dia 11 de Abril, sexta-feira, às 12h00, a ANCV realizará o seminário “Coberturas Verdes e Resiliência nas Cidades”, no Auditório S&P, localizado no centro do pavilhão 4. O objetivo é evidenciar, por meio de projetos, obras e casos de estudo de Coberturas Verdes e Jardins Verticais, como as soluções e serviços dos membros contribuem para promover a resiliência nas cidades. 

Em representação da Nexclay, Ávila e Sousa irá participar nesta ação às 12h30, com a apresentação “Contributos da argila expandida Nexclay para o sucesso das coberturas verdes”.

 

Ordem dos Arquitectos

O stand da Ordem dos Arquitectos, irá ter na sua construção dois produtos do Grupo Preceram, as placas Gyptec Gold e os novos tijolos térmicos PRO da Preceram. Como é já apanágio destes projetos da Ordem dos Arquitectos, os produtos irão estar expostos de uma forma invulgar e desconstruída.

Nesta edição o projeto Architects On Business fará uma vez mais parte do stand da OA. O Grupo Preceram é parceiro desde a primeira edição deste projeto da Ordem dos Arquitectos que tem o objetivo de divulgar o trabalho dos arquitetos a nível nacional e aproximar a arquitetura ao público em geral.

 

CONVITES PARA PROFISSIONAIS

Se é profissional do sector, registe-se em business.fil.pt até ao dia 04 de abril e garanta a sua entrada profissional. 

Contamos consigo!

 

LOCAL: Feira Internacional de Lisboa, Rua do Bojador, 1998-010 Lisboa, Portugal – Ver mapa

DATA: 10, 11 e 12 de abril de 2025

HORÁRIO: 10h00 – 19h00

 

Saiba tudo sobre a nossa participação na Tektónica 2025 em: https://solucoesparaconstrucao.com/grupo-preceram-na-tektonica-10-a-12-abril-2025/

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Imobiliário

Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025

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O Grupo Norfin anuncia a construção de um hotel de cinco estrelas com 172 quartos, que se junta ao prestigioso Estrela Michelin Al-Sud. O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa será desenvolvido no resort Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos, no Algarve. As escavações para a construção começaram em Fevereiro de 2025.

O JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com 172 quartos e suites de luxo, localizado entre a baía de Lagos e a ria de Alvor, em simbiose com a natureza circundante e a vista para o Oceano Atlântico. No futuro, o projecto incluirá, também, 133 residências da marca JW Marriott, totalizando 305 unidades geridas pela JW Marriott. O projecto tem assinatura dos ateliers RCR Arquitectes e Goddard Littlefair.

“Este hotel JW Marriott é o primeiro da marca em Portugal e será o factor que irá elevar o resort em Palmares, estabelecendo uma nova referência de luxo para o Algarve. Seleccionámos cada detalhe do design do hotel para criar a atmosfera perfeita, reflectindo a qualidade das características naturais e do enquadramento do resort. Cada pormenor foi cuidadosamente pensado para proporcionar um ambiente sofisticado e confortável”, explica Francisco Sottomayor, CEO do Grupo Norfin.

O design de interiores do hotel, criado pelo reconhecido Goddard Littlefair, complementa esta visão arquitectónica do estúdio RCR Arquitectes ao garantir uma ligação entre os espaços interiores e exteriores. Martin Goddard, director e fundador da Goddard Littlefair, explica que “o nosso objectivo foi criar interiores que estivessem profundamente ligados à paisagem, misturando influências mouriscas com a rica cultura e o artesanato do Algarve. O resultado é um espaço imersivo, táctil e em harmonia com a sua envolvente, equilibrando sofisticação com um verdadeiro sentido de lugar”.

Entre as comodidades exclusivas, o JW Marriott Algarve Palmares Hotel & Spa contará com um restaurante de serviço contínuo e um espaço de fine dining de assinatura, complementados por um bar junto à piscina, um lounge & bar no lobby, um centro de bem-estar e fitness, um clube infantil Family by JW, piscinas interiores e exteriores, salas de reuniões, serviços de quarto e de motorista, bem como salas exclusivas para tratamentos de spa.

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CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024

“A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal

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O mercado de flex offices continua a demonstrar um crescimento dinâmico em Portugal, com a colocação de 6.700 workstations ao longo de 2024, o que representa um aumento de 10% face ao ano anterior. Das 6.700 workstations colocadas em flex offices durante o ano de 2024, aproximadamente 1.500 foram resultantes de negócios introduzidos por agentes imobiliários. A CBRE reafirma a sua posição de destaque, ao representar 42% das workstations colocadas no mercado via mediação, com um total de 630 workstations transaccionadas.

“A crescente procura por flex offices reflecte a necessidade das empresas em ter soluções mais flexíveis e elásticas, que lhes permita crescer ou ajustar-se rapidamente às dinâmicas do mercado. A possibilidade de expandir ou reduzir espaços de forma ágil, sem os compromissos rígidos dos modelos tradicionais, torna este modelo uma escolha estratégica para negócios de todas as dimensões. Esta capacidade de adaptação é um factor crítico para a competitividade das empresas, e é por isso que os flex offices estão a tornar-se uma peça-chave no futuro do trabalho”, refere Margarida Moraes Reis, consultora de Offices Investor Leasing da CBRE Portugal.

A crescente procura por soluções flexíveis reflecte a evolução das necessidades empresariais e a importância de espaços de trabalho adaptáveis, capazes de suportar modelos híbridos e fomentar a colaboração. As vantagens deste modelo de ocupação são inúmeras: além da flexibilidade contratual, o que permite às empresas ajustarem os seus espaços consoante à evolução do negócio, os flex offices garantem uma capacidade de resposta rápida às mudanças do mercado, sem os custos e constrangimentos dos contratos tradicionais. A possibilidade de terceirizar serviços administrativos e operacionais, bem como a otimização do espaço através da partilha de áreas comuns, tem levado cada vez mais empresas a apostar neste modelo.

Neste sentido, Margarida Moraes Reis acrescenta que “é inegável que os flex offices vieram para ficar, e, por isso, na CBRE, temos estado na linha da frente desta transformação, apoiando as empresas na adaptação a novos modelos de trabalho e promovendo um ecossistema dinâmico e colaborativo. A flexibilidade e a personalização são hoje factores determinantes para o sucesso empresarial, e os flex offices desempenham um papel central nesta nova realidade”.

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