Plano de Urbanização de Campanhã vai “transformar zona oriental da cidade”
A zona vai ganhar uma nova praça e uma passagem superior à linha, ligando todos os meios de transporte, no âmbito da introdução da alta velocidade ferroviária no Porto. Ali será construído um parque de estacionamento, com 620 lugares

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Reabilitação Urbana mantém dinamismo
O novo Plano de Urbanização para Campanhã pretende operar uma “profunda transformação” do espaço urbano. A “revolução urbanística” vai transformar a zona oriental da cidade, desenvolvendo ali uma nova centralidade, ancorada no projecto de Alta Velocidade, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (IP), apresentado esta sexta-feira, 19 de Janeiro, nos Paços dos Concelho da Câmara do Porto, pelo arquitecto Joan Busquets.
Para o presidente da Câmara Municipal do Porto, “esta é uma grande oportunidade para a cidade do Porto e para Campanhã, em particular”, afirmou Rui Moreira. O presidente do município relembrou, ainda, que “quando a actual estação de Campanhã foi construída nada foi planeado. A cidade foi rasgada e Campanhã foi sempre vítima desse rasgão”.
O Plano de Urbanização de Campanhã será, desta forma, “um território de oportunidades”, reiterou Pedro Baganha, vereador do Urbanismo. “Ali, a cidade pode crescer em extensão”, acrescentou.
Joan Busquets, que confessou ser um “profundo admirador” do Porto, apresentou e revelou a maquete do projeto. “Um trabalho intenso ao longo do último ano” com as equipas de Urbanismo da Câmara Municipal e da Infraestruturas de Portugal, revelou, adiantando que a estação de Campanhã, que será alvo de uma requalificação, vai ter uma nova configuração, a nascente, “uma imagem mais moderna”, disse.
A zona vai ganhar uma nova praça e uma passagem superior à linha, ligando todos os meios de transporte, no âmbito da introdução da alta velocidade ferroviária no Porto. Ali será construído um parque de estacionamento, com 620 lugares.
Com a alta velocidade, a estação de Campanhã vai ser alargada, para nascente, dos atuais limites da estação, assim como a consequente afetação da Rua Pinheiro de Campanhã, que deverá ser restabelecida visando assegurar a sua ligação à Rua do Freixo, cuja passagem inferior à linha deverá continuar a ser assegurada.
Os comboios chegarão a Campanhã, através de uma nova ponte rodoferroviária a construir no âmbito do projeto de alta velocidade, cujo concurso público para o troço Porto-Oiã foi lançado na semana passada.