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    Engenharia

    CE atribui 245M€ em subvenções a projecto de hidrogénio em Sines

    A Comissão Europeia anunciou os vencedores de um leilão altamente competitivo do Banco Europeu de Hidrogénio, tendo sido atribuídos ao projecto MadoquaPower2X (MP2X), em Sines, 245 milhões de euros em subvenções operacionais

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    CE atribui 245M€ em subvenções a projecto de hidrogénio em Sines

    A Comissão Europeia anunciou os vencedores de um leilão altamente competitivo do Banco Europeu de Hidrogénio, tendo sido atribuídos ao projecto MadoquaPower2X (MP2X), em Sines, 245 milhões de euros em subvenções operacionais

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    O MP2X, localizado em Sines, Portugal, é uma instalação Power-to-X que produzirá hidrogénio verde e amoníaco, principalmente para o transporte marítimo. O projecto está dividido em duas fases, com uma capacidade inicial de electrolisador de 500 MW, seguida da Fase 2, que procurará implantar mais 700 MW de capacidade de electrolisador, elevando a capacidade total para 1,2 GW.

    Este projecto emblemático é uma pedra angular para o futuro da descarbonização dos sectores energéticos europeus de difícil acesso, como o transporte marítimo e as indústrias pesadas.

    A MP2X foi agora convidada a preparar um acordo de subvenção com a Comissão Europeia. A MP2X receberá um prémio fixo de 0,48 EUR/kgH2 por ~51.000 tH2 por ano durante um período de 10 anos, num total previsto de 245 milhões de euros.

    “Estamos muito orgulhosos por o nosso projecto ter recebido esta subvenção e aplaudimos os decisores políticos por reconhecerem a importância da economia do hidrogénio em Portugal e na Europa. O anúncio de hoje reafirma a capacidade da CIP para realizar projectos de hidrogénio verde para construir uma futura economia do hidrogénio na Europa. Gostaríamos de agradecer aos nossos parceiros em Portugal, bem como ao Governo português, às instituições públicas e às comunidades locais por trabalharem connosco na criação de um futuro mais verde para as gerações vindouras”, refere Philip  Christiani, partner da Copenhagen Infrastructure Partners (CIP).

    Por sua vez Marloes Ras, directora Não-Executiva da MadoquaPower2X, afirmou que “a nossa equipa trabalhou incansavelmente para fazer da MP2X um sucesso. O anúncio de hoje da Comissão Europeia é um reconhecimento dos esforços incansáveis da equipa em Portugal e na Dinamarca. Com este reconhecimento vem a responsabilidade, a viagem apenas começou, estamos agora prontos para entregar o projecto e esperamos continuar a colaborar com as instituições públicas e as comunidades locais para fazer do MP2X um sucesso pioneiro para Portugal”.

    Subsídio até ao final do período de subvenção

    O projecto receberá o financiamento concedido a partir da data de exploração comercial até ao final do período de subvenção de 10 anos. A subvenção aproxima a MP2X da decisão de investimento financeiro, reduzindo a diferença entre o preço de custo e o preço de venda, e constitui um importante factor de sucesso do projecto. A subvenção depende do facto de a MP2X estar operacional no prazo de cinco anos após a assinatura do acordo respectivo. A MP2X  estima que o projecto deverá ficar operacional, o mais tardar, em 2028.

    O projecto inicial utilizará uma ligação à rede de 560 MVA para produzir anualmente 51.000 toneladas de hidrogénio e 300.000 toneladas de amoníaco verdes utilizando electricidade renovável. Incluindo a segunda fase, o projecto utilizará uma ligação à rede de 1400 MVA para produzir um total de 150.000 toneladas de hidrogénio verde e mais de 1 milhão de toneladas de amoníaco verde por ano.

    A MP2X é e continuará a ser um impulsionador directo de outros investimentos nacionais na cadeia de valor da produção de hidrogénio em Sines, com parcerias técnicas e comerciais para a compra de hidrogénio produzido por terceiros.

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    Governo quer estudos para a ‘terceira travessia’ concluídos até Março de 2026

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade

    O Governo pretende que os estudos de viabilidade e técnicos sobre a construção da Terceira Travessia sobre o Tejo estejam concluídos até Março de 2026, tendo mandatado a Infraestruturas de Portugal para a execução dos trabalhos que vão sustentar a contratação e a gestão tanto da ponte como da linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A resolução do Conselho de Ministros, publicada em Diário da República, determina que a IP “apresente ao Governo, até final do segundo trimestre de 2026, uma proposta fundamentada [sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora] que permita uma tomada de decisão relativamente ao modelo de contratação e de gestão a adotar, que assegure um desenvolvimento eficaz e eficiente do projeto, com elevado nível de qualidade e, simultaneamente, comportável num quadro de boa gestão de finanças públicas”.

    Já antes, até ao final do primeiro trimestre de 2026, a IP deve “fazer os estudos de procura, resiliência às alterações climáticas, as análises de custo-benefício, os estudos prévios e os estudos de impacte ambiental” sobre terceira travessia do Tejo e linha de alta velocidade Lisboa-Poceirão-Évora.

    A terceira travessia do Tejo deve ser tendencialmente desenvolvida num modelo rodoferroviário, não obstante a necessidade de avaliar a inclusão da componente rodoviária na nova travessia, pesando as suas vantagens e desvantagens em termos ambientais, financeiros e de acessibilidade, equidade territorial e coerência, e procedendo-se para tal à atualização dos estudos já realizados pela Rede Ferroviária de Alta Velocidade.

    A resolução cria ainda um grupo de trabalho conjunto entre Infraestruturas de Portugal, Instituto da Mobilidade e dos Transportes e ANA – Aeroportos de Portugal para analisar as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias ao novo aeroporto de Lisboa, incluindo os municípios abrangidos no troço Lisboa-Poceirão-Évora.

    Para estes estudos, para o triénio 2025-2028, é autorizado um gasto máximo global de 4,0 milhões de euros (a que acresce IVA), sendo que há limitações aos gastos em cada ano (2,2 milhões de euros em 2025, 1,1 milhões de euros em 2026, 350 mil euros em 2027 e outros 350 mil euros em 2028). Estes encargos, diz o Governo, deverão ser financiados por fundos europeus em 1,98 milhões de euros, sendo o restante suportado pelo orçamento da Infraestruturas de Portugal.

    Sobre o autorRicardo Batista

    Ricardo Batista

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    Coldwell Banker lança nova solução build-to-rent no centro de Lisboa

    O Palma Lofts, composto por 14 unidades habitacionais de tipologias T0, T0 duplex (studios) e T1, começa com preços desde os 1,250 euros e áreas entre os 30 e os 44 m2, totalmente equipadas e mobiladas

    A Coldwell Banker Portugal, através da sua franquiada Coldwell Banker Luxus, acaba de lançar os Palma Lofts, um build to rent da imobiliária em Portugal. Fruto da reabilitação de um edifício histórico, este será o primeiro de outros projectos que a rede pretende adicionar ao seu portfólio.

    O Palma Lofts, localizado na Cidade Universitária, é o resultado de um trabalho de reabilitação de um edifício cuja vestígios de construção remontam a 1208, que foi  “cuidadosamente” renovado para preservar o seu espírito de comunidade e manter elementos arquitectónicos originais, como os tons de amarelo e azul típicos que identificam a zona.

    O projecto, composto por 14 unidades habitacionais de tipologias T0, T0 duplex (studios) e T1, começa com preços desde os 1,250 euros e áreas entre os 30 e os 44 m2. Todas as propriedades são entregues totalmente equipadas e mobiladas, incluindo um serviço de limpeza. Inicialmente, estarão disponíveis três imóveis para arrendamento, com as restantes unidades a serem disponibilizadas progressivamente.

    Frederico Abecassis, CEO da Coldwell Banker Portugal, destaca a importância destes novos modelos de habitação afirmando que, “acreditamos firmemente que todos os operadores do sector imobiliário devem trabalhar em conjunto para encontrar soluções que aumentem a oferta de habitação, como é o built-to-rent. Estamos a assistir a uma mudança de paradigma, onde os clientes procuram soluções prontas a habitar para arrendamento, como os Palma Lofts, que oferecem apartamentos totalmente equipados e mobilados, com serviços associados”.

    O modelo built-to-rent, já estabelecido em países como Inglaterra, Suíça, Áustria e Alemanha, começa agora a ganhar terreno em Portugal, como resposta à “crescente necessidade de habitação”, atraindo a atenção de investidores privados e grandes entidades públicas.

    No que diz respeito à sua actividade, a Coldwell Banker Portugal registou o seu melhor trimestre no início de 2024 desde que iniciou actividade em Portugal, tendo já alcançado 50% dos objectivos a nível de aberturas para este ano.

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    Empreendimento ‘Vivva Setúbal’

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    Primeiro projecto do The Edge Group em Setúbal já está em comercialização

    ‘Vivva Setúbal’ com uma área total de construção de cerca de 20 mil metros quadrados (m2), contempla 237 apartamentos de tipologias T1 a T4 e penthouses, com valores entre os 237 mil euros e os 660 mil euros

    O empreendimento ‘Vivva Setúbal’, com uma área total de construção de cerca de 20 mil metros quadrados (m2), contempla 237 apartamentos de tipologias T1 a T4 e penthouses, com áreas entre 62 m2 a 165 m2 e com valores entre os 237 mil euros e os 660 mil euros.

    Com uma arquitectura contemporânea e um design “sofisticado”, com linhas limpas e uma palete de cores neutras, os apartamentos destacam-se pelas “amplas” janelas panorâmicas, terraços, varandas e jardins privativos que “optimizam” a entrada de luz natural, onde se pode contar, ainda, com estacionamento privativo e piscina.

    A empreitada estará a cargo da empresa Ageiron, uma empresa do universo da promotora, com um prazo de conclusão para o final do segundo trimestre de 2026. Dividida em três fases, a primeira consiste na construção do arruamento intitulado de ‘Rua Particular’, infraestruturas viárias, acessos ao terreno, passeios, ciclovias, muros periféricos, construção dos edifícios 1 e 2, respectivas caves e, espaço lúdico correspondente à área da cave desses edifícios.

    A segunda fase inicia com a construção dos edifícios 3 e 4, respectivas caves, espaço lúdico correspondente à área da cave desses edifícios e a terceira fase prossegue com a construção dos edifícios 5, 6 e 7.

    Além do empreendimento, serão, também, feitas alterações ao nível rodoviário. Neste sentido, está prevista a implantação de uma “praça de ligação entre a rotunda dos quatro caminhos e a Avenida do Alentejo” e um “passeio pedonal/ciclovia e faixa verde, do lado nascente da Avenida Pedro Álvares Cabral”.

    Além da componente residencial, o novo espaço vai contar com uma zona central onde vão poder encontrar-se áreas de “piscina exterior, espelho de água, parque infantil, zona de fitness e jardins”, explica o documento da proposta.

    Apresentado pela primeira vez em 2012, enquanto ‘Setúbal Center’, o projecto sofreu, entretanto, algumas alterações, nomeadamente a redução de área de construção e do número de apartamentos, além de, obviamente, ter adoptado uma nova designação. Neste sentido, o empreendimento passou de quase 30 mil m2 para 20 mil m2 e de 277 apartamentos para os actuais 237.

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    Saint-Gobain lança no mercado sistema de divisórias com menor pegada de carbono

    Chama-se futuRE e é uma solução composta por materiais Isover e Placo com reduzida pegada de carbono, ao mesmo tempo que assegura elevados níveis de desempenho

    A multinacional lança no mercado nacional o seu primeiro sistema de divisórias com uma pegada de carbono mais reduzida: o sistema futuRE. A inovação é fruto de uma sinergia das marcas do grupo Isover e Placo, traduzindo-se num sistema completo para paredes e divisórias que reduz em 20% a pegada de carbono, em comparação com sistemas standard, mantendo um elevado desempenho térmico e acústico, bem como as exigências de protecção contra o fogo exigidas.

    A solução combina duas placas de gesso laminado Placo Planet 13 futuRE compostas por 28% de conteúdo reciclado, os painéis de lã mineral Arena Apta futuRE, que incorporam na sua composição 78% de vidro reciclado, e os perfis Placo Planet futuRE que apresentam uma pegada de carbono de apenas 1,09 kg de CO2, apresentando uma redução de 69% face aos produtos standard semelhantes.

    Este sistema é fruto da estratégia da insígnia em apostar na integração das várias actividades das suas marcas que se complementam no sector da construção, conseguindo agregar um maior valor aos seus clientes e reiterar o seu compromisso de construir melhor para as pessoas e para o planeta.

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    Home Tailors comercializa projecto Casa dos Azulejos

    Em fase de construção, o projecto conta com seis moradias e são parte integrante do empreendimento Corte-Real, localizado numa área rural e ribeirinha de baixa densidade com cerca de 20 hectares e onde metade é constituída por uma floresta de sobreiros e pinheiros

    O Departamento de Development and Corporate da Home Tailors Real Estate encontra-se a comercializar o projecto Casa dos Azulejos situado em Sarilhos Pequenos, na Moita.

    Em fase de construção, o projecto conta com seis moradias T4 com 160 metros quadrados (m2) de área bruta, terraço, jardim, dois lugares de garagem e arrecadação e são parte integrante do empreendimento Corte-Real, localizado numa área rural e ribeirinha de baixa densidade com cerca de 20 hectares e onde metade desta superfície é constituída por uma floresta de sobreiros e pinheiros.

    “As Casas dos Azulejos são moradias verdadeiramente únicas com um design contemporâneo muito diferenciador. Trata-se de um projecto com qualidade de excelência, situado num local verdadeiramente paradisíaco e muito próximo de Lisboa”, segundo David Carapinha, CEO & Founder da Home Tailors Real Estate.

    A funcionalidade das moradias Casas dos Azulejos foi pensada ao pormenor apresentando soluções como acesso directo desde o hall de entrada ao escritório e acesso individual para a cave, separando-se assim as áreas mais funcionais dos espaços sociais e privativos.

    A área social de cada moradia foi projectada em formato open space de forma a maximizar a ligação entre este espaço e o exterior. Todas as moradias apresentam design contemporâneo com amplas janelas e acabamentos e materiais de alta qualidade.

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    “Os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”

    O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, defendem que que a habitação pública é uma das principais soluções para resolver a crise habitacional. Para que tal aconteça, dizem, é fundamental que, por exemplo, a lei dos solos seja alterada para que o valor dos terrenos não seja, logo à partida, um óbice a que o preço das casas se ajuste a uma oferta mais acessível

    Taxativo. À sua imagem. “O problema da habitação pública é determinante para resolver o problema das famílias que precisam de casas, mas também para regular o mercado”, defende o presidente da Câmara de Cascais. Isaltino Morais, no Summit promovido pela CNN dedicado à habitação e integrado no Salão Imobiliário de Portugal, sublinha que “os promotores não constroem para quem precisa de casa, constroem para quem tem dinheiro”. Ainda antes de serem conhecidas as 30 medidas preconizadas pelo Governo para dinamizar o mercado da habitação em Portugal, Isaltino mostrou-se critico com o estado a que chegámos em matéria de habitação em Portugal e, sobretudo, pela forma como há várias décadas um conjunto alargado de autoridades, entre autárquicas e administração central, foram descurando as necessárias medidas para que o parque público de habitação representasse mais do que 2% do edificado existente. No entender de Isaltino, nunca houve grandes incentivos “para se colocar casas em arrendamento” e os portugueses acabavam por ficar “escravos da banca durante 30 ou 40 anos”, e assim chegámos aos dias de hoje.

    “Oferta e procura funciona, mas…”
    Isaltino Morais considera, ao contrário do que muitos especialistas têm vindo a defender, que “a oferta e a procura funcionam”, mas apenas “para quem tem dinheiro para comprar casa”. Por esse motivo, considera que algumas das medidas propostas pelo novo Governo não fazem sentido, nomeadamente a redução do IVA na construção (que “vai para o bolso do promotor imobiliário, não vai para a família”) e a isenção do IMT para os jovens, pois não existem casas. “Se um jovem consegue pagar uma casa hoje em dia, é porque não precisa desta isenção”, referiu, lembrando os elevados preços das casas.

    Já o presidente da Câmara do Porto recorda que em Portugal há cerca de 15% de pessoas que vivem em situação de pobreza. “Esses 15% nunca vão resolver o seu problema através do mercado. Admitindo que algumas delas já têm o problema resolvido, as outras não conseguem. E há aqui uma enorme divergência e uma enorme distorção”. Para Rui Moreira, é a habitação pública um dos pilares para resolver a crise de habitação. Lembrando o “desequilíbrio entre a oferta e a procura” existente hoje em dia, recorda que, em média, a habitação pública na Europa é 7% e que Portugal já deveria estar, pelo menos, nos 5%. “No Porto já temos cerca de 12%”, revelou. Assim, o problema não é tanto para a classe baixa, mas para “as pessoas que estão no limiar da classe média”, que não conseguem pagar uma renda, mas que também não se incluem, tradicionalmente, na habitação social. E atirou às autarquias vizinhas: “à minha volta há municípios onde essa política [habitação pública] não é prioritária, onde a habitação publica é 2%, porque contam que [as pessoas] vão pressionar o Porto”. “Quando eu era jovem, nós sabíamos o que é que fazíamos. Íamos pedir um crédito de poupança à habitação, encontrávamos uma casa, endividávamo-nos, é certo, mas conseguíamos dedicar à habitação cerca de 20% a 25% do rendimento líquido da nossa família.

    Isso hoje não é verdade”, acrescenta Rui Moreira, lembrando que há um ‘problema’ entre os que são mais ricos “e têm o problema resolvido” e uma “trincheira em questão à geração dos meus filhos, que, de facto, encontram uma enorme dificuldade para encontrar a casa”. “Somos uma sociedade de proprietários”, admite Rui Moreira, uma teoria que mereceu resposta por parte de Isaltino. “O António Ramalho [antigo presidente do Novo Banco] diz que os portugueses gostam de ser proprietários. Não gostam nada. Os portugueses são forçados a ser proprietários. Nós temos que pensar a política de habitação que já no tempo do Salazar se fazia. Não havia incentivo, de facto, a que se colocassem prédios no mercado para arrendamento e, portanto, todo aquele fluxo migratório que vinha de todo o país para o litoral era obrigado a comprar casa”, refere Isaltino Morais.

    Autarquias não foram ouvidas

    Questionado sobre o papel das autarquias no pacote do anterior Governo para a habitação, o presidente da Câmara do Porto voltou a afirmar que “não foram ouvidas” e apelou a que se “dispa o pacote de tudo o que é ideológico”, nomeadamente na determinação “dos senhorios como inimigo público número um”. O autarca considera que “tudo o que foi montado foi no sentido de dizer que o proprietário vai quer ter o ónus social de disponibilizar habitação”, mas “se avançarmos por aí não temos mercado”. O problema do acesso à habitação, acredita, “resolve-se com mais habitação pública”. Paradoxalmente, Rui Moreira sublinha como “as autarquias que não recebem recursos são as que mais casas constroem” e, por isso, insta a que “seja imposto às que recebem transferências” maior esforço. Isto porque o presidente da Câmara do Porto diz não acreditar na capacidade do Estado, através do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, construir novas casas, se “nem consegue gerir o próprio parque habitacional”.

    Para ajudar as autarquias neste processo, Rui Moreira considera imprescindível o agravamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em casos de habitações desocupadas ou em ruínas. “Se o proprietário não tiver dinheiro para reabilitar a casa, pode alugar como está para ser reabilitada por outros ou vender”, afirma o autarca. Apelidando de “comportamento oportunista” o que acontece no Centro Histórico do Porto, onde alguns proprietários esperam “que o imóvel valorize pela reabilitação feita pelos vizinhos e pela Câmara no espaço público à volta”, Rui Moreira defende a “forte tributação” destes casos. Como resposta à questão dos elevados preços dos terrenos, o presidente da Câmara do Porto referiu a recente revisão do Plano Diretor Municipal que permitiu “aumentar a densificação da cidade”, através da construção em altura. Com essa medida, tem vindo a ser possível atrair a construção de novos imóveis na cidade, com o compromisso de disponibilização de habitação para arrendamento acessível. Relativamente à isenção do IMT para os jovens, Rui Moreira considera “fácil dizer que se vai acabar com um imposto porque é municipal”. “Para dispor do dinheiro das câmaras, [os partidos] têm imensa imaginação”, acusa, sublinhando que “sem IMT, os municípios vão ter menos capacidade para construir habitação social”. Na CNN Portugal Summit, o presidente da Câmara do Porto reforçou: “precisamos de mais habitação pública e precisamos de não interferir no resto, deixar que o mercado funcione”. Esperando “que o parlamento não pense em mexer nas regras da habitação social”, Rui Moreira considera que “não faltava mais nada que qualquer pessoa em Portugal pudesse candidatar-se a habitação social no Porto”. “Gostamos muito que venho morar para o Porto, mas não para casas que o Município está a construir para os portuenses”, concluiu.

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    Ricardo Batista

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    Mota-Engil lança “maior programa de estágios na sua história”

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil

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    A Mota-Engil acaba de lançar a mais recente edição do programa Corporativo de Estágios do Grupo, naquela que considera ser a maior edição de sempre do Start@Me.

    Em comunicado, o grupo liderado por Carlos Mota Santos recorda que a iniciativa, que vai já na 11ª edição, “tem permitido a integração de jovens através de um modelo de seleção, acolhimento, formação contínua e acompanhamento da carreira profissional”.

    Este ano, a Mota-Engil dispõe de 267 vagas disponíveis em 12 países, procurando integrar jovens quadros em países como África do Sul, Angola, Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, México, Moçambique, Nigéria, Peru, Portugal, Polónia e Uganda, sendo os backgrounds académicos incidir em habilitações ao nível da Licenciatura e/ou Mestrado nas áreas de Engenharias como Civil, Mecânica, Eletrotécnica, Minas, Geológica, Gestão Industrial, Ambiente, Eletrónica, de Sistemas, Computação, Data Science ou similar, Arquitetura, Logística/Supply Chain SHEQ (Áreas da Qualidade, Segurança e/ou Ambiente), Psicologia, Recursos Humanos, Economia, Gestão e Contabilidade.

    Num Programa que acolheu nas 10 edições anteriores um total de 919 jovens e com uma taxa de incorporação de 88% após término do estágio, as candidaturas decorrerão até final de Julho, estando disponível toda a informação no site corporativo do Grupo Mota-Engil.

    Dividido em três fases, o Programa Start@ME tem início com a fase @Campus com o objetivo de identificar e atrair os futuros Trainees através de um processo de seleção transversal e rigoroso. Em seguida, decorre nas instalações do Grupo a fase @Mota-Engil, que pretende promover o alinhamento com a cultura e os valores do Grupo, concluindo-se o Programa com a fase @Business Units onde o(a) Trainee tem a possibilidade de desenvolver as suas capacidades profissionais e pessoais ao longo dos 12 meses de estágio, com acompanhamento de um(a) tutor(a) que é responsável por facilitar a sua integração na equipa e por desenvolver as suas potencialidades e know-how.

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    Câmara de Lisboa vai investir 13M€ na construção de mais 90km de ciclovia até 2025

    O investimento de 13 milhões de euros pretende melhorar e ligar melhor as ciclovias da cidade, depois de uma auditoria detectar “falhas graves”, com utilizadores a sentirem-se inseguros

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    A Câmara de Lisboa anunciou um investimento de 13 milhões de euros para aumentar a rede ciclável de Lisboa em 90 quilómetros até ao final de 2025, de acordo com o plano ciclável municipal.

    De acordo com o plano, apresentado pelo vice-presidente da Câmara, no final de 2025, Lisboa passará de uma rede ciclável com os atuais 173 quilómetros para um total de 263, estando prevista a construção de mais 56 ciclovias de ligação, com o objetivo de “melhorar e ligar melhor a infraestrutura já construída na cidade”.

    “Estamos a falar num conjunto de 13 milhões de investimento, mais de 90 quilómetros, e estamos a incluir pela primeira vez uma dotação orçamental também para a manutenção” de ciclovias, no valor de 1,7 milhões de euros, disse Filipe Anacoreta Correia, salientando que a manutenção começa já este mês a ser assegurada através da EMEL.

    Também as estações de bicicletas Gira, que atualmente são de 150, serão 190 no final de 2025, com 1.900 bicicletas, das quais 1.800 elétricas, e chegarão a todas as 24 freguesias.

    No plano estão ainda incluídos dois milhões de euros para ligar escolas à rede ciclável, além dos 400 mil euros que a autarquia recebeu como apoio financeiro do Programa BICI Bloomberg para fazer a ligação de ciclovias a 20 escolas, com uma abrangência de 20 mil alunos.

    Segundo Anacoreta Correia, a autarquia está a procurar agora trabalhar para melhorar as fragilidades detectadas, mas depois desta fase irá expandir a rede.

    “Acredito que, no primeiro semestre do próximo ano, nós possamos avançar para uma outra fase. Ultrapassadas as fragilidades e as debilidades que estão identificadas na infraestrutura existente, nós podemos caminhar para um crescimento para além desta infraestrutura”, disse.

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    Recuperação das vendas de casas provoca subida de preços

    Os preços das casas aumentaram 1,5%, face a Março. Um aumento que é explicado pela recuperação das transacções, que de acordo com a Confidencial Imobiliário aceleraram entre Fevereiro e Abril. Neste período terão sido transaccionadas 36.200 casas em Portugal Continental. Mais 10% face à média de 33.000 fogos vendidos por trimestre em 2023 

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    Em Abril os preços das casas aumentaram 1,5% face a Março, invertendo a tendência de estabilização observada ao longo dos últimos meses. A taxa de variação mensal é apurada através do Índice de Preços Residenciais para Portugal Continental, da Confidencial Imobiliário, o qual incide sobre os valores efectivos de transacção.

    No último ano e meio, em reflexo do abrandamento nas transacções de habitação, os preços mostraram maior resistência nas subidas, com taxas de variação mensal quase sempre inferiores a 1,0%. Ao longo deste período, esta é a uma das excepções com valorização mensal acima desse patamar, invertendo o ciclo de variações residuais especialmente visível desde o Verão do ano passado.

    Este comportamento de reactivação das subidas dos preços é já evidente na taxa de valorização homóloga do Índice de Preços Residenciais. Em Abril, esse indicador atingiu 10,6%, em recuperação face aos 9,6% de Março. Mês em que a valorização homóloga foi a menor em quase três anos, consolidando uma trajectória de perda de intensidade que levou as subidas de preços a passarem da ordem dos 19,0% para menos de 10,0% no espaço de um ano e meio.

    Esta nova subida de preços reflecte uma recuperação das transacções, que no período acumulado de Fevereiro e Abril terão voltado a acelerar. De acordo com as projecções da Confidencial Imobiliário a partir dos dados reportados ao Sistema de Informação Residencial, SIR, neste período terão sido transaccionadas 36.200 casas em Portugal Continental. Isso traduz um aumento da ordem de 10% face à média de 33.000 fogos vendidos por trimestre em 2023 e confirma a tendência de recuperação das vendas já sinalizada no 1º trimestre deste ano, conforme as estimativas do SIR.

    “No contexto do desagravamento das condições de acesso ao crédito e de regresso progressivo da fatia da procura que foi mais penalizada pelo aumento dos juros, a perspectiva é de recuperação da dinâmica da procura e consequente estímulo da valorização do mercado”, comenta Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário. “Esta é uma realidade que começa a dar maior confiança aos operadores do mercado, que estão agora mais optimistas quanto à possível evolução das vendas e ao impacto na subida de preços, conforme mostram os últimos inquéritos de confiança Portuguese Housing Market Survey”.

    Nos últimos três meses, entre Fevereiro e Abril, as casas em Portugal Continental foram vendidas por uma média de 2.412€/m2, posicionando-se em 3.386€/m2 no segmento de habitação nova e 2.298€/m2 na usada.

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    Investimento de 25M€ inaugura presença da Socicorreia no Porto

    Denominado Edifício Molhe da Montevideu, o novo projecto habitacional vai oferecer 19 apartamentos, divididos entre dois blocos autónomos de três e quatro pisos, numa área de construção de 3000 m2. A conclusão está prevista para meados de 2026   

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    A Socicorreia vai investir mais de 25 milhões de euros num novo projecto habitacional composto por 19 apartamentos, denominado Edifício Molhe da Montevideu, naquele que é o primeiro investimento do grupo madeirense na cidade do Porto.

    O projecto situado na Avenida Montevideu, em plena Foz do Douro, tem conclusão prevista para meados de 2026 e é composto por dois blocos autónomos, um com 3 pisos e outro com 4 pisos, numa área de construção de aproximadamente 3000m2.

    Os preços dos apartamentos variam entre os 900 mil euros e os 3.500 mil euros, com tipologias que variam de T1 a T3 e T3 Duplex e que vão desde os 100m2 aproximadamente até aos 240m2, incluindo ainda uma penthouse com terraço privativo.

    Revestido a mármore travertino e emoldurado por amplos envidraçados, o edifício proporciona vistas panorâmicas sobre a praia e o mar, recebendo os moradores com elegância e classe. A localização oferece o equilíbrio perfeito entre o dinamismo urbano e a tranquilidade à beira-mar.

    O projecto de arquitectura tem a assinatura da equipa de arquitectos e designers de interiores do grupo.

    O Edifício Molhe da Montevideu irá possuir ainda uma garagem subterrânea com 25 lugares de estacionamento privados.

     

     

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