ASMIP considera insuficientes as medidas do ‘Mais Habitação’ para resolver necessidades do País
“Queremos acreditar na eficácia do programa, mas pela complexidade de algumas medidas, pelas pouco significativas verbas, pela burocracia, mas sobretudo pela urgência de colocar no mercado habitações, não se nos afigura que estas medidas consigam esse desiderato em tempo útil”

CONSTRUIR
Novo crédito à habitação cresce 27%
Câmara do Seixal lança concurso para Unidade de Saúde de Paio Pires
AtlasEgde investe 500 M€ em data centers em Portugal e junta-se à Colt
UC lança guia para tornar renovação energética acessível nas comunidades rurais europeias
VIZTA lança CORE
Nova linha de eléctrico irá ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações
Aveiro acolhe estreia da Future Xpo em Portugal e coloca-se no “centro da inovação europeia”
Archi Summit abre última fase de candidaturas a expositores
Verdelago lança nova fase num investimento de 74 M€
Reabilitação Urbana mantém dinamismo
Não obstante procurar resolver as dificuldades no acesso à habitação, boa parte das medidas do programa Mais Habitação continuam a não demonstrar a sua eficácia. É desta forma que a Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP) vê as recentes alterações ao nível da habitação.
“Queremos acreditar na eficácia do programa, mas pela complexidade de algumas medidas, pelas pouco significativas verbas para apoio, pela resistência de algumas autarquias a algumas das medidas, pelo burocracia que encerrarão algumas medidas, mas sobretudo pela urgência de colocar no mercado habitações suficientes para as necessidades, não se nos afigura que estas medidas consigam esse desiderato em tempo útil”, afirma Luís Lopes, presidente da ASMIP.
De uma forma genérica, “tenta-se passar a mensagem, de que a iniciativa privada, não foi capaz de resolver o problema da habitação, por isso o Estado tem de intervir, e ser a solução, o que é uma falácia”, considera.
“Deve-se mais a alguns factores económicos e à falta de confiança de senhorios e investidores na estabilidade legislativa, que na última década originou pouco investimento na construção, e na disponibilização de imóveis para arrendamento. Assim reduziu-se substancialmente a oferta, perante uma procura de sinal contrário”, acrescenta.
Além disso, o anúncio do programa e as respectivas medidas, veio acentuar a falta de confiança do sector, “que não foi debelada, antes pelo contrário como já demonstram alguns indicadores, o que é um péssimo sinal para o futuro próximo, quando tanto precisamos de, muito rapidamente, inverter a tendência e aumentar a oferta”.
Luís Lopes relembra, ainda, a importância da iniciativa privada, enquanto aliado para encontrar soluções, trazer investimento, e com ele desenvolvimento da economia, emprego, melhores salários, mais impostos, mais taxas, mais receita a redistribuir socialmente pelo Estado”.