Escritórios: take-up em Abril ainda reflecte pressão da pandemia
De Janeiro a Abril, os 42.000 m2 tomados em Lisboa ficaram 43% abaixo de igual período do ano anterior e, no Porto, o take-up à data é de cerca de 5.000 m2, numa quebra de 78% face a 2020

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K Tower (Lisboa)
O Office Flashpoint, o relatório mensal da JLL referente ao desempenho do mercado de escritórios, revela que o take-up em Abril continuou pressionado pela pandemia, quer em Lisboa quer no Porto. Na capital a absorção atingiu os 12.500 m2, enquanto na Invicta somou 1.700 m2.
Apesar disso, o mercado de Lisboa acolheu neste mês uma das maiores operações deste ano, a qual totalizou cerca de 10.000 m2 e diz respeito a um pré-arrendamento. Trata-se da tomada de espaço pela Critical TechWorks na K-Tower, um edifício situado no Parque das Nações, promovido pela Krest Real Estate Investment, e que estará pronto a ocupar em 2023. A operação foi mediada pela JLL, que contribuiu, assim, para 80% da actividade registada no mercado de Lisboa ao longo do mês.
“Nesta altura em que a pandemia tem pressionado os níveis de ocupação, esta operação traz confiança ao mercado de escritórios, pela sua dimensão e por envolver um projecto que não tem disponibilidade imediata. É uma prova de que a procura é real e que as empresas acreditam na recuperação da economia. Num contexto em que a oferta nova de qualidade disponível continua bastante reduzida, é previsível que continuemos a assistir a operações de pré-arrendamento, especialmente para áreas de grande dimensão”, comenta Mariana Rosa, head of Leasing Markets Advisory da JLL.
Em Abril, o mercado de Lisboa registou sete operações, registando uma redução mensal de 36% no take-up. A realização desta operação com 10.000 m2 influenciou todos os indicadores do mercado, fazendo, desde logo, expandir a área média por transacção para 1.800 m2. Também em reflexo desta transacção, o Parque das Nações foi a zona mais dinâmica no mês, com 80% da ocupação, ao passo que o sector das TMT’s & Utilities gerou praticamente toda a actividade, com 93% do volume mensal.
No Porto, a ocupação manteve-se em linha com o mês anterior. Contabilizaram-se igualmente sete operações, mas todas com áreas inferiores a 1.000 m2, o que se traduziu numa área média por operação de 240 m2. A zona 5 – Outros Porto foi a zona mais activa do mês, com 44% da actividade, seguido da zona 1 – CBD Boavista com 30% da actividade. Os sectores de Serviços Financeiros e de TMT’s & Utilities tiveram as melhores performances do mês, com 48% e 43% do volume mensal, respectivamente.
Em termos acumulados (Janeiro a Abril), não há dúvida de que o impacto da pandemia continua a fazer sentir-se na actividade, com os 42.000 m2 tomados em Lisboa a ficarem 43% abaixo de igual período do ano anterior, pese embora que em 2020 três dos primeiros quatro meses do ano foram pré-Covid. No Porto, o take-up anual à data é de cerca de 5.000 m2, numa quebra de 78% face a 2020. Especificamente no caso do Porto, esta quebra tão acentuada deve-se ao facto de o mercado ter registado duas grandes operações pré-pandemia.
Ao longo de 2021, Lisboa contabilizou 23 operações e o Porto 15. Cerca de 58% da área colocada no Porto até Abril situa-se na zona 1 – CBD Boavista, destacando-se o sector Farmacêutico (24% da ocupação) e os Serviços Financeiros (29%). Em Lisboa, o Parque das Nações agrega 48% da ocupação anual e as empresas de TMT’s & Utilities foram as mais dinâmicas, com uma quota de 44% da ocupação.