Habitação para arrendamento é opção atractiva para 73% dos promotores
Resultados constam do mais recente inquérito Portuguese Investment Property Survey, realizado pelo Confidencial Imobiliário, em conjunto com a APPII

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Empreendimento ‘Alcântara Vista’
De acordo com o mais recente inquérito Portuguese Investment Property Survey, o build-to-rent, ou a habitação construída de raiz para arrendamento, interessa cada vez mais aos promotores imobiliários. Entre os inquiridos no último survey realizado ao sector pela Confidencial Imobiliário, em associação com a Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), 73% considera que, actualmente, esse tipo de projecto é uma possibilidade de investimento atractiva ou mesmo muito atractiva.
“O build-to-rent é um mercado com grande potencial de expansão no futuro e uma excelente opção para dar resposta à falta de oferta para a classe média. Os promotores têm isso presente e é de facto uma das tendências na Europa, pese embora em Portugal, caso raro, se trate de um mercado entrincheirado pelo elevado nível de custos de produção e uma instabilidade legislativa sem igual. Ser regido por uma lei que na última década foi alterada mais que dez vezes, isto é mais que uma vez por ano, inviabiliza o arranque da maioria dos projectos analisados. Por isso mesmo, talvez não surpreenda que os obstáculos à actividade mais pressentidos pelos promotores imobiliários estejam todos relacionados com a incerteza, a imprevisibilidade da legislação e os custos da operação e de produção, os já mal afamados custos de contexto”, comenta Hugo Santos Ferreira, vice-presidente da APPII, que acrescenta que “apesar de ver entrar no País muitas intenções de investimento no mercado de arrendamento longa duração, não conheço ainda nenhum operador de grande monta que tenha conseguido ultrapassar todos estes constrangimentos legais e de contexto”.
O survey referente ao primeiro trimestre de 2021 identifica como principais obstáculos à actividade de promoção imobiliária, os custos da burocracia e o licenciamento, seguidos dos custos de construção, da ausência de uma taxa reduzida de IVA, a par da instabilidade legal e fiscal. Só depois de todos esses factores, surgem os temores com o clima económico.
Quanto ao futuro, apesar de predominar um sentimento de cautela entre os promotores em reflexo sobretudo da nova onda pandémica ainda em curso, a robustez do mercado em termos dos preços e do bom desempenho de indicadores como o crédito à habitação, tem sustentado as expectativas dos promotores, que continuam a procurar novos terrenos para promoção, sendo que 49% dos inquiridos indicam estar activos ou muito activos nessa procura.