Casais Summit: “Estamos a melhorar os nossos processos de construção”
Questão foi abordada na conferência Casais Summit dedicada às “Alterações Climáticas e Sustentabilidade Ambiental” na construção

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A construtora Casais começou a implementar procedimentos e novos processos de forma a reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera. O anúncio foi feito por António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais por ocasião da Casais Summit dedicada às “Alterações Climáticas e Sustentabilidade Ambiental”. A conferência online decorreu dia 6 de Janeiro, contou com a colaboração da Green Media e parceria com o Diário Imobiliário.
Referindo-se a trabalho que estão a implementar no seu Programa de Sustentabilidade, António Carlos Rodrigues afirmou, que este é um “desafio não se vence sozinho, a razão pela qual organizamos esta conferência é para passar este exemplo para que outros façam também”. E acrescentou: “É um desafio que requer massa crítica e vai tomar infelizmente mais do que uma geração para o resolver”.
A conferência contou, ainda, com a presença de Pedro Martins Barata Partner da Get2C, responsável pela coordenação de projectos na área de política climática e consultoria estratégica, Pedro Ressano Garcia, do atelier Ressano Garcia Arquitetos, Luísa Magalhães, executive director da Associação Smart Waste Portugal e o arquitecto e investigador, José Pequeno.
No início da sessão, Inês dos Santos Costa, secretária de Estado do Ambiente, relembrou que “o mundo, neste momento, usa mais recursos do que aquilo que um planeta consegue fornecer, sendo que o nível actual do consumo global significa que precisaremos de cerca de três planetas até meados deste século e encontramo-nos a falar no nosso tempo de vida, não estamos a falar de um futuro longínquo. Porém, o slogan que muitas vezes ouvimos de facto é real. Nós só temos um planeta, não temos três.”
Pedro Barata, abordou o tema da Covid-19, referindo dados relevantes para as alterações climáticas ao afirmar que “durante o confinamento houve uma redução recorde nas emissões de carbono, decorrente do estilo de vida que tivemos de adoptar na pandemia e em particular do facto de termos de prescindir do veículo automóvel e aumentar imensamente o teletrabalho. Apesar de tudo temos cada vez mais a evidência de que esta transição energética se está a fazer e que vamos ter efectivamente reduções muito mais rápidas do que pensávamos há 5 anos.”
Já Pedro Ressano Garcia salientou que as gerações anteriores fizeram o melhor que sabiam e que “nós agora sabemos mais, temos mais conhecimento e podemos fazer melhor.” Dessa forma, partilhou os cinco princípios que considera fundamentais face às alterações climáticas, sendo eles a “Introdução de vegetação local; Conforto e consumo energético; Efeito esponja e controle térmico; Reciclagem de materiais e Energia passiva e Eficiência Energética. As novas soluções arquitectónicas mais sustentáveis, como muitos estudos demonstram, são uma tendência, serão uma necessidade e a prazo, uma imposição.”
Luísa Magalhães, na sua intervenção abordou várias temáticas, tendo como objectivo caracterizar e quantificar a importância das actividades ligadas à recolha, tratamento, valorização e eliminação de resíduos. Abordou ainda iniciativas referentes à economia circular que se baseia na redução da utilização de matérias-primas virgens e em que o produtos e materiais são reutilizados sempre que possível, defendendo que é necessário aplicar diversas medidas como, utilizar material reciclado, entregar os resíduos das obras domésticas e projectar para que os recursos possam ser economicamente reutilizados e reforçando que a necessidade da “colaboração de todos”.
José Pequeno, que defende que “grandes mudanças criam grandes oportunidades”, tendo abordado a Fractus. Através de um “sistema de construção inovador baseado numa estrutura em aço para o “esqueleto” do edifício e painéis leves patenteados para paredes interiores, exteriores e lajes”, esta pretende transformar o paradigma da construção através da oferta de “soluções rápidas, sustentáveis do ponto de vista ambiental, a um preço competitivo e com alta qualidade”.