APEMIP: Venda de casas cai, mas preços continuam a subir
De acordo com o Gabinete de Estudos da associação, no 2º trimestre transaccionaram-se 33.398 alojamentos familiares, registando uma quebra de 23.3% face ao trimestre anterior e de 21.6% face ao mesmo período em 2019

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De acordo com os dados oficiais recolhidos pelo Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), no segundo trimestre de 2020 transaccionaram-se 33.398 alojamentos familiares, registando uma quebra de 23.3% face ao trimestre anterior e de 21.6% face ao período homólogo.
O decréscimo na venda de casas neste período já era esperado, uma vez que compreendeu o
período de Estado de Emergência e de confinamento. Para Luís Lima, presidente da APEMIP, estes resultados justificam-se necessariamente pelo surto de Covid-19, e seriam bem diferentes se a pandemia não existisse. “Nada fazia prever que o sector imobiliário registasse este comportamento no decorrer de 2020. Estávamos preparados para um ligeiro aumento do número de transacções, eventualmente de uma manutenção, devido à falta de stock que se fazia sentir, mas nunca de quebras desta natureza que se justificam exclusivamente pelo período de confinamento e Estado de Emergência que vivemos, e que impediu a realização de muitos negócios”, diz o representante das imobiliárias.
Ainda que preocupado com o impacto que a pandemia terá na economia, e consequentemente
no mercado imobiliário, Luís Lima considera que este sector continua a ser uma boa opção de
investimento. “O impacto que a pandemia tem nas empresas e na vida laboral dos jovens e famílias refletir-se-á nos números de transações. É natural que, em determinada altura, o receio e a instabilidade financeira passem a ser um travão a este tipo de investimento. Será por isso necessário que o mercado saiba estar preparado para gerir as mudanças de paradigma e se ajuste às necessidades da procura, através de alternativas como a aposta no arrendamento de longa duração”, defende.
Apesar da quebra no número de transacções efectuadas no segundo trimestre, o Índice de Preços
da Habitação registou uma subida de 7,8% em termos homólogos, o que, para o presidente da
APEMIP, é prova da sanidade do mercado. “Não é assim tão surpreendente que, mesmo durante a pandemia, o imobiliário continue a registar subidas no segmento habitacional. Apesar de nas principais cidades os preços terem aumentado de uma forma mais célere, no resto do País esta valorização tem sido mais gradual, ajustando-se à procura e ao stock existente. No entanto, e tendo em conta as incertezas que o momento actual representa, será difícil avaliar o comportamento do mercado nos próximos tempos”, declara.
No que diz respeito aos valores de venda, o segundo trimestre do ano registou um investimento
de mais de 5.1 mil milhões de euros, que regista uma variação trimestral de -23.8% e homóloga
de -15.2%