Imobiliário prevê abrandamento e queda dos preços das habitações
Um ano é quanto o sector prevê que vá durar a recuperação dos impactos causados pelo Covid-19. Esta realidade e o seu impacto no sector foi o tema do debate de uma conferência virtual.

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Pelo menos um ano é quanto o sector Imobiliário prevê que vá durar a recuperar da situação de pandemia mundial que se vive. A crise ainda só agora começou mas são já visíveis os efeitos das restrições de viagens que está a impossibilitar a visita de investidores estrangeiros e com a quarentena já não se realizam visitas a imóveis, adiam-se assinaturas de contratos de promessa de compra e venda e decisões de investimento. Esta realidade e o seu impacto no imobiliário foi ontem o tema do debate da conferência virtual organizada pela Vida Imobiliária e que juntou alguns dos players do mercado.
O mercado está cauteloso mas admite um optimismo moderado. “Temos estado em contacto permanente com investidores e, pese embora estes momentos de dificuldade, a verdade é que, do lado dos investidores internacionais, há uma visão de um certo optimismo cauteloso“, afirmou Hugo Santos Ferreira, vice-presidente da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), que participou na conferência. No seu discurso o responsável referiu que “há uma apreensão a curto prazo, principalmente nos próximos meses, que terá um impacto negativo para o sector”.
Associação acredita também que o surto do coronavírus terá um impacto negativo nas vendas, arrendamentos e estadias, bem como as situações de incumprimento, atrasos e paragens na construção dos vários projectos imobiliários em curso no país.
Contudo, admite que “em 12 meses, se tudo correr bem, conseguiremos ter o sector recuperado”.
Não obstante, a curto prazo o impacto esse será “muitíssimo negativo” para as empresas imobiliárias, Hugo Santos Ferreira apela ao Governo para a adopção de medidas para colmatar esses efeitos. Entre eles, “a suspensão imediata na moratória de todos impostos e a suspensão na contagem do prazo da compra para revenda”, avançou. “Vai haver um estrangulamento de tesouraria nas nossas empresas que é necessário mitigar”.
A crise deverá levar ainda a uma queda nos preços das habitações desde logo pelos efeitos da queda do turismo. “Estamos convencidos que esta crise poderá conduzir a uma suavização mais acelerada dos preços, que já vinha a ser sentida. Há uma perda de interesse de alguns clientes, que mantêm esse interesse, mas querem ver a crise ultrapassada. E o turismo vai contribuir para esse abrandamento”, afirmou Pedro Vicente, administrador da Habitat Invest. No mesmo sentido, Ricardo Sousa, CEO da Century 21 defendeu ser “precipitado tomar alguma visão de médio ou longo prazo sem conhecer a realidade e a duração do período de contenção. O mais realista e prudente é esperar uma moderação de preços”, afirmou.