Comércio: Causeway Bay em Hong Kong é a rua mais cara do Mundo
Hong Kong, Nova Iorque e Londres estão no top 3 das cidades com as ruas mais caras para comércio. A zona da Baixa, em Portugal, aparece no estudo na 33ª posição

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Causeway Bay, Hong Kong
De acordo com os últimos dados apresentados no estudo Main Streets Across the World, lançado pela Cushman & Wakefield, Hong Kong ultrapassou novamente Nova Iorque como localização de retalho mais cara do mundo, em particular na Causeway Bay. A queda abrupta dos valores de renda na cidade norte-americana estão no motivo desta descida no ranking.
As rendas na 5ª Avenida desceram dos 28.262 euros anuais por metro quadrado (m2) para os 20.733, enquanto que em Hong Kong o valor anual de renda/m2 está nos 24.606 euros.
Na Europa, o primeiro lugar, terceiro do ranking global, é ocupado pela New Bond Street em Londres, com rendas de cerca de 16.000 euros anuais/m2, seguida pelos Campos Elísios em Paris em quarto lugar com rendas anuais de 13.992 euros e a Via Montenapoleone em Milão alcançando os 13.500 euros.
Há 30 anos, aquando da primeira edição do estudo, em 1988, a localização mais cara do mundo era a Rua 57 em Nova Iorque, com rendas de 4.071 euros/ano/m2. Já em Portugal a localização de comércio mais cara, no mesmo ano, era a Avenida da Liberdade, com rendas de 312 euros/ano/m2.
Actualmente, em Portugal, a localização mais cara é o Chiado, em Lisboa, que manteve a sua posição no ranking face a 2017, ocupando o 33º lugar. A renda prime na Rua Garret, eixo de referência no Chiado, tem vindo a registar uma valorização muito significativa desde 2013, ano em que o comércio de rua em Portugal começou um percurso de forte crescimento. Desde esse ano a renda prime, nesta localização, valorizou 44%. A renda na Rua Garret situa-se nos 1.560euros/m2 /ano, valor cinco vezes superior ao registado há 30 anos na zona mais cara de Lisboa.
No Porto os valores são inferiores, mas revelam crescimentos equivalentes. No terceiro trimestre de 2017 a renda na Rua de Sta Catarina cifrava-se nos 900 euros/m2/ano, com um aumento mais de 15%, face a 2017.
Segundo Marta Esteves Costa, associate e directora do departamento de Research & Consultoria, “a estabilidade de Lisboa no ranking é explicada pelo crescimento do formato de comércio de rua globalmente, fruto de um também aumento do turismo à escala mundial. Ainda assim, as ruas de Lisboa, e também do Porto, mantém-se extremamente atractivas e dinâmicas, revelando a sustentabilidade deste formato de comércio no nosso País, cada vez mais direccionado não só para o turismo, mas também para os residentes.”
Outras localizações têm, também, vindo a ganhar peso na escolha dos retalhistas, nomeadamente as Avenidas Novas ou o eixo Santos / Cais do Sodré, fruto do aumento da população residente e dos turistas, como explica Marta Esteves Costa.
O estudo indica ainda que nos primeiros noves meses do ano se registaram mais de 250 novas operações de arrendamento em Lisboa e Porto, ultrapassando os 53 mil m2 de área ocupada, com a capital a ser responsável por 71% das colocações.