Fim das sanções ao Irão começa a surtir efeitos no sector da construção em França
Memorandos de entendimento prevêm um potencial conjunto de obras para consórcios franceses em três aeroportos da República Islâmica do Irão

Pedro Cristino
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O levantamento das sanções internacionais ao Irão já está a produzir resultados para a indústria europeia da construção que se materializaram com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Ministério Iraniano de Estradas, a Empresa de Aeroportos do Irão e a Vinci Airports, para a concessão dos aeroportos de Mashhad e Isfahan, o segundo e quinto maiores aeroportos do país, respectivamente.
Este memorando, assinado aquando da visita do presidente iraniano, Hassan Rouhani, a França, prevê a renovação, expansão e operação de ambos os aeroportos e abriu caminho à assinatura de um segundo memorando de entendimento que impulsionou a negociação do Estado iraniano com um consórcio liderado pela Aéroports de Paris, que inclui também a construtora francesa Bouygues.
Este segundo acordo recai sobre um potencial contrato para renovar o terminal no Aeroporto Internacional Iman Khomeini, em Teerão, capital do país.
Em comunicado, a Vinci explica que o aeroporto em Mashhad, que registou 8,2 milhões de passageiros em 2014, serve a segunda maior cidade do país que, dado o seu carácter religioso, recebe mais de 20 milhões de peregrinos todos os anos. Por sua vez, o aeroporto de Isfahan, com 2,6 milhões de passageiros em 2014, serve a terceira maior cidade do Irão.
“Com o aumento do turismo em 35%, em 2014, e o recente levantamento das sanções internacionais, a actividade aeroportuária contém um enorme potencial no Irão”, frisa o comunicado da Vinci, realçando que, dada a grande população e a grande extensão de território que compõem o país, a República Islâmica do Irão rende-se, desta forma, ao transporte aéreo.