Primeiro-ministro justifica “dificuldades económicas” para suspensão do TGV
“Estamos em plena reavaliação de todos os grandes investimentos, como o comboio de alta velocidade entre Lisboa e Madrid”

Pedro Cristino
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O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, declarou, em entrevista ao diário espanhol El País, que as actuais “dificuldades económicas” impedem que que o projecto da alta velocidade ferroviária avance “como estava programado”.
“Estamos em plena reavaliação de todos os grandes investimentos, como o comboio de alta velocidade entre Lisboa e Madrid”, referiu o Passo Coelho, explicando, contudo, que se reafirmou, “conjuntamente, a prioridade que ambos os Governos concederam à rede ferroviária de mercadorias”.
O responsável do Governo português afirmou ainda que, para o país, “é fundamental ter um corredor central de âmbito europeu que ligue, a partir dos portos de Sines e de Algeciras, a Península [Ibérica] ao resto da Europa”, reforçando que este projecto, “para o crescimento económico, é mais prioritário que o transporte de passageiros”, reforçou.
Todavia, Passos Coelho escusou-se a revelar se esta suspensão do TGV entre Lisboa e Madrid seria definitiva, declarando que “a única coisa definitiva é a morte”. “A realidade é que nos próximos anos Portugal não estará em condições de retomar o investimento na alta velocidade”, explicou, sem deixar de referir que o país está “disposto a estudar com Espanha e com a Comissão Europeia uma fórmula alternativa para não perder muitos dos fundos comunitários que estavam destinados ao projecto”.