Quercus apela ao IGESPAR para alterar parecer sobre construção de central fotovoltaica
O projecto camarário, de meio milhão de euros, prevê que a energia a produzir seja injectada na rede da EDP para suportar os custos da iluminação pública na zona

Lusa
Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
A organização ambientalista Quercus apelou ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) para alterar o parecer negativo que deu à construção de uma central fotovoltaica para iluminação pública da Alta histórica de Coimbra.
O projecto camarário, de meio milhão de euros, prevê que a energia a produzir seja injectada na rede da EDP para suportar os custos da iluminação pública na zona e implica a recuperação do muro de suporte da Rua da Alegria (no centro histórico) para instalação de um sistema com 204 painéis de 198 watts.
O Igespar atribuiu-lhe um parecer desfavorável, justificando que os painéis solares ficariam visíveis, mas a Quercus defende que o risco de afectação da zona histórica é “residual” e refere que a central ficaria “encoberta visualmente pelos edifícios da contígua Avenida Emídio Navarro”.
Além disso, aponta a associação em comunicado, os modernos painéis a utilizar têm um “volume reduzido” e podem ser objecto até de “intervenção artística”
“A cidade fica favorecida em termos ambientais, ecológicos, energéticos e até turísticos pela construção de tal central, um exemplo daquilo que a administração pública (em sentido amplo) deve prefigurar na opção empenhada pelas energias renováveis, nomeadamente pela utilização de edifícios e espaços públicos nas micro e mini gerações de energia eléctrica”, acrescenta o comunicado.
Certo de que a “conciliação entre o histórico e o presente/futuro equilíbrio urbano sustentável” é possível, o núcleo de Coimbra espera que o novo parecer aguardado pela câmara traga novidades: “Apelamos a que desta vez seja positivo”.
O responsável pelo Gabinete do Centro Histórico, Sidónio Simões, disse à Lusa que, se o parecer continuar a ser negativo, o projecto tem de ser posto de lado, até porque, em caso de grande demora na resposta, poderá não ser possível candidatar o projecto ao Quadro de Referência Estratégico Nacional.