Engenharia espanhola cresce no estrangeiro
O estudo sectorial da DBK referente a empresas de engenharia refere que a contracção levou a uma quebra de encomendas no mercado espanhol na ordem dos 11% durante o ano transacto, ao mesmo tempo que a actividade nos mercados externos cresceu 18%.

Pedro Cristino
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O estudo sectorial da DBK referente a empresas de engenharia refere que a contracção levou a uma quebra de encomendas no mercado espanhol na ordem dos 11% durante o ano transacto, ao mesmo tempo que a actividade nos mercados externos cresceu 18%. A facturação do conjunto das empresas de engenharia de Espanha registou uma performance negativa em 2009, algo que se deve, segundo o trabalho da DBK, “ao comportamento desfavorável da actividade económica, o que se traduziu numa quebra significativa da procura nacional”. Ao invés, o negócio nos mercados externos continuou a registar um crescimento “com altos índices, embora a um ritmo menor que o dos exercícios precedentes”. Na sua totalidade, o volume de negócio cifrou-se nos 11.160 milhões de euros em 2009, um valor que fica 0,6% abaixo daquele que foi registado em 2008, ano que ficou marcado por uma performance positiva de 12,3%. Por sua vez, assistiu-se a um decréscimo de 10,8% na facturação das empresas no mercado nacional, que levou a um resultado de 6.740 milhões de euros. De acordo com os responsáveis da DBK, esta performance ficou marcada pelo comportamento “desfavorável” no segmento de engenharia industrial. No sentido inverso evoluiu a actividade das empresas espanholas no mercado externo, onde atingiram uma facturação conjunta de 4.690 milhões de euros, o que traduz um aumento das divisas em 17,8%.
Industrial lidera
Apesar de ser o grande responsável pela quebra, a nível nacional, do volume de negócio das empresas espanholas do sector de engenharia, o segmento de engenharia industrial mantém-se como aquele que maior peso tem, representando 60% do total da facturação, com o registo de 6.590 milhões de euros em 2009. Este valor representa, contudo, 1,8% menos do que os valores registados em 2008. Os segmentos de engenharia civil e de recursos naturais e meio ambiente cresceram à volta de 1% cada.
Más notícias para o mercado nacional
As previsões do estudo da DBK apontam para que a “debilidade da procura nacional dos serviços de engenharia” continue a penalizar, durante os próximos meses, a facturação das empresas do sector, “o que se traduzirá na suspensão de actividade por parte das empresas de média dimensão”. Neste sentido, as perspectivas de evolução da facturação no mercado espanhol para os próximos anos, apontam para um novo decréscimo de facturação durante o exercício de 2010, “embora seja mais moderada do que em 2009”. A boa notícia para os engenheiros espanhóis é que, ao contrário do mercado interno, a facturação nos mercados externos “continuará a ganhar peso no volume de negócio total, graças à decidida aposta na expansão internacional, por parte das principais empresas espanholas”, perante as oportunidades de negócio que alguns mercados têm vindo a apresentar-lhes. “Neste contexto, o valor total das divisas poderia levar a uma taxa de variação anual de 3,5% em 2010, o que pressupõe o alcance de 11.550 milhões de euros, enquanto que, em 2011, o volume de negócio poderia atingir os 12.600 milhões de euros”, refere a nota de imprensa divulgada pela DBK referente ao seu estudo.
A estrutura da oferta
De acordo com os responsáveis da DBK, operavam, no sector de engenharia, em Janeiro do ano passado, cerca de 700 empresas, com um número de empregados igual ou superior a 20. São menos 25 empresas do que aquelas que foram observadas um ano antes. O estudo refere que a maioria destas empresas são de pequena e de média dimensão, “as quais coexistem com um grupo reduzido de empresas de grande dimensão”. Os dois últimos exercícios têm ficado marcados pelo crescimento do negócio dos agentes de maior dimensão e pelo encerramento das empresas de pequena dimensão, o que acaba por levar a uma “maior concentração da oferta empresarial”. O grupo das primeiras cinco empresas aglomerou, em 2009, uma participação conjunta sobre a facturação do sector de 51%, percentagem que se situou nos 61% quando foram considerados os dez primeiros grupos.