Câmara de Amarante opõe-se à construção de barragem do Fridão
“É para nós impensável a construção de uma barragem a montante da cidade de Amarante, a aproximadamente 10 quilómetros”, lê-se na moção, aludindo aos problemas da segurança

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A Câmara de Amarante deliberou, por unanimidade, opor-se à construção da barragem de Fridão, no rio Tâmega, por considerá-la “um sacrifício demasiado elevado para os munícipes”, anunciou hoje fonte da autarquia.
“É para nós impensável a construção de uma barragem a montante da cidade de Amarante, a aproximadamente 10 quilómetros”, lê-se na moção, aludindo aos problemas da segurança.
A decisão do executivo, de maioria socialista, ocorreu a poucos dias do fim do período de discussão pública do estudo de impacte ambiental, que decorre até 15 de Fevereiro.
A barragem de Fridão é uma das 10 que constam do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico.
O documento foi inicialmente apresentado pelos quatro eleitos social-democratas, na oposição, mas foi bem acolhido pela maioria socialista liderada por Armindo Abreu.
Na moção sublinha-se “a preocupação dos amarantinos” face aos impactes da construção da barragem nas freguesias de Chapa, Fridão, Gatão e Rebordelo, além da cidade, que é atravessada pelo Tâmega.
Destaca-se ainda que “não existe um estudo integrado envolvendo todas as barragens, a construir, ao longo da bacia do Tâmega, que permita garantir a qualidade da água em todas as estações do ano em Amarante, nem ao nível químico nem ao nível bacteriológico”.
“Correremos o risco de transformar o rio Tâmega, no centro de Amarante, numa espécie de lago de águas pestilentas no verão”, adverte-se na moção, chamando à atenção para os impactes negativos na fauna e na flora.
Segundo o executivo municipal amarantino, “estão por provar as vantagens que, objectivamente, o concelho de Amarante obterá com a construção da barragem de Fridão”.
Concluem os eleitos que “a construção, em vez de trazer desenvolvimento sustentável, traria degradação da qualidade de vida e regressão económica.
Num debate promovido dia 28 de Janeiro pela autarquia, o presidente do Instituto da Água (INAG), Orlando Borges, garantiu que a construção da barragem não colidirá com qualquer normativo ambiental ou de segurança.
Admitiu, no entanto, que a barragem terá “impactes ambientais fortíssimos em variadíssimas áreas”, apesar das “enormes” vantagens energéticas e ambientais inerentes à construção daquela infraestrutura.