Cristina Salvador em conferência na Ordem dos Arquitectos
Cristina Salvador propôs visitar os espaços do Deserto do Namibe, partindo de Luanda até à cidade de Namibe.

Ana Rita Sevilha
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Cristina Salvador, vencedora da 4ª edição do Prémio Távora vai apresentar em conferência, no dia 27, no auditório da Ordem dos Arquitectos a sua proposta “Diário do Deserto – Namibe 2009”.
Cristina Salvador propôs visitar os espaços do Deserto do Namibe, partindo de Luanda até à cidade de Namibe e daí por estrada até ao Tombwa.
“O espaço do Deserto do Namibe, as fronteiras entre o Deserto e os assentamentos, entre o Deserto e o Mar, a travessia, o encontro e as trocas entre comerciantes e pastores e, por outro lado, o encontro e a troca de pesquisas antropológicas, económicas e espaciais, possíveis através do CE.DO, levam-me a fazer a mala e meter-me ao caminho. Na preparação da viagem pensei em Nietzsche e na forma como remete o tema do Deserto para o vazio, para o desconhecido, no vazio de que temos uma poderosa necessidade de ‘encher’ com a nossa própria presença, de o dominar. Pensei também no simbolismo do Deserto e nos mitos com ele relacionados, tais como o Burro (ou Camelo) – animais do Deserto (também eles niilistas?). Carregam, carregam com fardos até ao fim do deserto“, revela Cristina Salvador nos excertos da sua proposta de viagem.
Cristina Salvador nasceu em 1947 e diplomou-se em 1971 na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Trabalhou com os arquitectos Manuel Tainha, Rafael Botelho, e com Vasco Vieira da Costa, em Angola. Associou-se em 1976 com Fernando Bagulho no gabinete de estudos e projectos ‘Atelier do Chiado’. Entre 1998 e 2000 trabalhou em Luanda e em Maputo como bolseira do Programa Praxis 21, da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Desde essa data, desenvolveu investigação em arquitectura e urbanismo na África subsariana. Realizou e coordenou vários projectos de planeamento e arquitectura em Angola e na República do Congo. É autora de vários trabalhos e livros sobre a realidade arquitectónica, antropológica, social e política de vários países africanos de expressão portuguesa.