Mais negócios em relação ao 2º trimestre do ano
A ERA Portugal divulgou os resultados da operação referentes ao 3º trimestre de 2023. Os principais indicadores mostram um crescimento dos negócios reportados, mas um ligeiro decréscimo no volume de facturação. A rede de franchising mantém o optimista para os próximos meses

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Ao nível das Vendas, os negócios efectuados nos últimos três meses evidenciam um crescimento, ainda que tímido, face ao trimestre anterior. Registou-se uma subida de +0,5% em número de imóveis vendidos (2774 no 2T vs 2787 no 3T) e +1,1% no volume dos negócios transaccionados (411.944.869,00€ no 2T vs 416.531 850€ no 3T). Apesar desta evolução positiva na análise trimestral, ambos os indicadores ainda ficam aquém quando comparados com o período homólogo (-5,4% em número de negócios e -7,5% em relação ao volume).
Já o valor do ticket médio dos imóveis vendidos continua a aumentar, apesar de estar a desacelerar. No 3º trimestre, o crescimento verificado foi de +1,5% (172.070,33€ no 2T vs 174.649,00€) em relação ao 2º trimestre e +0,1% na comparação com o mesmo período de 2022. O tempo médio de venda ronda os 96 dias, considerando os imóveis angariados este ano.
A facturação de 21.242.330€ no 3º trimestre significa um ligeiro decréscimo -2% face ao trimestre anterior (21.741.986€). No entanto, há a destacar um sinal positivo do mercado com Julho e Agosto a evidenciarem um crescimento na facturação de +11% e +2% respectivamente.
“O contexto económico ao longo deste ano tem sido incerto e por isso desafiador para o imobiliário. No entanto, o sector tem provado ser resiliente e os números da nossa operação evidenciam uma certa estabilização que, creio, pode vir a consolidar-se até final do ano”, antecipa Rui Torgal, CEO da ERA Portugal.
Já o nível da oferta disponível continua a ser muito limitado. No 3º trimestre foram conseguidas 8912 angariações, o que representa um decréscimo de -10% face ao trimestre anterior (9886). Apesar disto, ainda se verifica uma subida de +4% na comparação com o período homólogo.
Uma diminuição dos números verificou-se também na rubrica Clientes, tendo-se registado um decréscimo de -8% no número de novos clientes vendedores (15.701), face ao trimestre anterior, mas um aumento de +2% no número de novos clientes compradores (72.226). Em linha com o histórico mais recente, os principais clientes da ERA neste 3º trimestre continuam a ser os portugueses. Em seguida, as nacionalidades mais dominantes são a brasileira, britânica e alemã.
“Apesar das adversidades impostas pela actualidade internacional, os dados de negócio deixam-nos optimistas para o que aí vem. Se até final do ano espero uma estabilização natural derivada pela incerteza dominante, parece-me que o próximo ano, com a inversão da tendência de subida das taxas de juro e o normalizar da inflação, deverá trazer uma nova dinâmica ao mercado”, conclui Rui Torgal.