Veto ao “Mais Habitação” é uma oportunidade para resolver o problema da habitação
Associação dos Promotores e Investidores Imobiliários, APPII, considera que o veto político do Presidente da República ao “Mais Habitação” é a derradeira oportunidade para criar um pacote de medidas que vá ao encontro das necessidades do mercado

CONSTRUIR
Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
Veja também: https://backoffice.construir.pt/wp/wp-admin/post-new.php?wp-post-new-reload=true
A APPII, afirma não estar surpreendida com o veto do Presidente ao pacote “Mais Habitação” já que considera que “este conjunto de medidas, na sua generalidade, não oferece uma resposta efectiva à necessidade de criar mais habitação para os portugueses, nem para o mercado da venda, nem para o mercado do arrendamento.
“O veto ao pacote “Mais Habitação” é um sinal claro do Presidente da República ao Governo que assume assim a sua discordância com as medidas que constam neste pacote legislativo por considerar, como expressa o comunicado da Presidência da Republica, que estas medidas não vão responder atempadamente à actual crise habitacional” refere Hugo Santos Ferreira Presidente da APPII, que acrescenta “A APPII espera que o governo tire daqui as devidas ilações e faça o que é preciso para criar mais habitação para os Portugueses, seja através do estado, do sector privado ou das cooperativas de habitação. É preciso criar mais habitação para todos os portugueses, de todas as idades, estratos sociais e mais importante que isso, de todos os segmentos, valores e localizações. No fundo o que é preciso é criar rapidamente mais oferta em todos os escalões e dar também confiança aos 350 mil proprietários, que não confiando no mercado do arrendamento preferem ter milhares de casas abonadonas e vazias a dar-lhes algum rendimento. Estes são os caminhos para resolver esta emergência nacional: trazer muito mais oferta ao mercado em todos os escalões e localizações e dar a necessária confiança aos proprietários, que vêm no arrendamento uma actividade de alto risco”.
Para a associação, não obstante as alterações introduzidas pelo Governo à proposta inicial “as medidas que este programa introduz são prejudiciais à Habitação, e, ao invés de o estimular afastam potenciais interessados. Falamos da limitação ao alojamento local, do fim dos benefícios aos investidores estrangeiros e -muito importante – das limitações aos novos contractos de arrendamento que inviabilizam a criação de um mercado de arrendamento robusto para fazer face à actual crise habitacional. Por outro lado, e somar a tudo o que já foi enunciado, o Mais Habitação não resolve de forma estrutural o problema da excessiva carga fiscal à habitação, um dos maiores entraves para a colocação de mais casas no mercado”.