Ex-Odebrecht ganha contrato de 420 M€ em Angola
A OEC assinou o contrato com a estatal petrolífera de Angola para construção do Terminal Oceânico de Barra do Dande. A empreitada inclui a conclusão do Parque de Armazenamento de Produtos Refinados e a construção de uma doca de atracação de navios

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A OEC, a nova designação adoptada pelo braço de engenharia e construção do grupo Odebrecht, venceu o concurso público internacional promovido pela Sonangol para a construção do novo terminal marítimo em Angola, avaliado em 499 milhões de USD (cerca de 420 milhões de euros).
Segundo informação divulgada pela empresa brasileira “a OEC assinou no dia 1 de Setembro o contrato com a estatal petrolífera de Angola para construção do Terminal Oceânico de Barra do Dande, localizado a cerca de 60 quilômetros ao norte da capital, Luanda”. A empreitada inclui a conclusão do Parque de Armazenamento de Produtos Refinados e a construção de uma doca de atracação de navios, ambas consideradas infraestruturas indispensáveis para a ampliação da capacidade de importação, exportação e armazenamento de derivados de petróleo do país.
Uma vez concluído este será “o maior terminal de armazenamento de Angola, ocupando uma área equivalente a 22 campos de futebol, um projecto estruturante para a economia do país em virtude da necessidade de assegurar a manutenção de suas reservas estratégicas de 580 mil metros cúbicos de combustíveis líquidos (gasolina e óleo diesel) e 102 mil metros cúbicos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), possibilitando um incremento na balança comercial”, refere a OEC.
As obras terão início ainda em neste mês de setembro e irão gerar cerca de 3.500 empregos diretos. De acordo com o Diretor Superintendente da OEC para a África, Marcus Azeredo, este tipo de projecto é “uma especialização da empresa, o que lhe confere maior competitividade”. Participaram no concurso publico internacional lançado em Janeiro pela estatal petrolífera angolana oito empresas “de grande porte e actuação global. Felizmente, conseguimos oferecer o projecto de engenharia escolhido pelo cliente”, refere o responsável.
A OEC actua em Angola desde 1984, então como Odebrecht. A mudança fez parte fez parte da estratégia anunciada pelo grupo Odebrecht ainda no final de 2017. Em resultado da operação Lava Jato e após acordo firmado com as autoridades brasileiras, a companhia decidiu mudar suas marcas e retirar o nome “Odebrecht” das diversas unidades de negócio, passando a grupo a adoptar a designação “Novonor”.