Projecto TransSmart disponibiliza site e base de dados de catalogação técnica
Informação foi anunciada na conferência do Projecto TransSMART, desenvolvido pelo Instituto da Construção, que teve lugar no início do mês de Dezembro

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A Conferência do Projecto TransSMART – Ambiente Construído Inteligente, desenvolvido pelo Instituto da Construção – IC, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), que teve lugar no início do mês de Dezembro, foi aproveitada para apresentar os seus resultados e o conjunto das acções desenvolvidas no seu contexto.
Com esta iniciativa, o Projecto TransSMART terminou a fase de financiamento deste programa. Contudo, “o objectivo é continuar a desenvolver e a consolidar os conhecimentos e a trabalhar junto dos parceiros do Instituto da Construção”, destacou, na sua intervenção, Humberto Varum, Professor da FEUP e Presidente da Direcção do IC.
O responsável destacou que o IC desenvolveu uma reflexão interna (nos anos 2015/16) que apontou para a importância de responder “a todos os desafios que o sector da construção apresenta”. Foi com este pressuposto que foi criado um plano estratégico, o IC 2020, constituído por um conjunto de eixos de acção, que vão desde a consultadoria, formação, desenvolvimento e apoio a projectos e ao empreendedorismo na indústria da construção.
Foi deste contexto que surgiu o TransSMART, um “projecto agregador do IC, que se destina a identificar e a implementar, junto dos agentes da construção, um conjunto de acções que permitam contribuir, através da utilização de tecnologia e conhecimento, para um ambiente construído inteligente, ecológico e sustentável”.
O TransSMART tem agora disponível um site onde se encontram alguns dos resultados do projecto. Destaca-se, em primeiro lugar, um Fórum Tecnológico onde são apresentadas tecnologias/metodologias/acções, referindo o seu contributo para a digitalização da fileira da construção e para a implementação de um ambiente construído inteligente. Os níveis de maturidade são distintos e dependem do tipo de interveniente.
De acordo com Pedro Mêda, “constituem-se como propostas de implementação imediata ou directrizes para desenvolvimentos futuros”. Um outro resultado é a PIC, uma base de dados de repositório de imagens com catalogação técnica, agrupada por tipo de construção; elementos construtivos; tipos de danos; elementos construtivos estruturais e não estruturais; materiais e intervenções.
De acordo com João Paulo Miranda Guedes,“era algo que vinha a ser pensado e agora tivemos oportunidade de avançar com esta iniciativa”.
A conferência contou também com a apresentação de algumas das “acções” que constam do Fórum Tecnológico do TransSMART, como é o caso da “Digitalização de existências”, que foi apresentada por Rui Costa e que se caracteriza como o cadastro ou a informação de base necessária para transformar edifícios existentes num edifício inteligente.
Outra acção, “Riscos do património cultural”, apresentada por Rui Figueiredo, destacou as “preocupações crescentes com a gestão e redução do risco de catástrofes do património cultural”.
O evento contou ainda com a participação das várias entidades parceiras do Instituto da Construção e que partilharam as suas experiências e visões sobre os desafios que apresenta o sector da construção, em termos do ambiente construído inteligente. Foram elas a MatosinhosHabit, EM, a Fundação Côa Parque, a APCMC – Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção, a Parque Escolar, EPE e a Ubiwhere.
Com o tema, “Digital Transformation challenges of the European Construction Sector”, Flavio Bono, do JRC- Joint Research Centre da Comissão Europeia e líder do projeto SMARTBUILD, mostrou quais são os desafios da implementação dos Digital Twin ao nível do ambiente construído.