Antevisão 2018: “Estamos num tempo de otimismo”
“Se é notório um reanimar da procura interna, fruto de uma certa distensão, a verdade é que o motor principal, que se quer sustentado, para o setor imobiliário, virá da procura externa e de mão dada com a evolução do turismo no nosso País”

CONSTRUIR
Devo vender a casa sozinho ou recorrer a uma imobiliária? Prós e contras
MCA celebra contrato de 15M€ com linha de crédito britânica
AIP e Euronext lançam programa ELITE para capacitar empresas em crescimento
Município de Alcobaça inaugura Área de Localização Empresarial da Benedita
Sell and Go ultrapassa os 10M€ em aquisições e reforça presença no mercado imobiliário
Prospectiva e Hydroplante realizam estudos de viabilidade em Madagáscar
LDC Group adquire Weddo Living e reforça aposta na gestão de arrendamento
RBR Estate Investments investe 1,5 M€ em projecto nos Anjos
Cosentino alarga portfólio de casas de banho com novo lavatório
Escarlata Loncán assume Direcção Geral da Quilosa Selena Iberia
Gilberto Jordan
Presidente Planbelas Sociedade Imobiliária
Portugal e a Europa vivem um período de recuperação económica com sinais de persistência. Mesmo incorporando a volatilidade que somos forçados a aceitar como parte integrante da gestão, pensamos em 2018 com algum otimismo. Espero que venha a ser mais uma etapa no percurso de retoma de atividade no setor imobiliário, seguindo a força que o turismo no seu sentido mais lato tem contribuído para a recuperação económica do nosso pais.
Se é notório um reanimar da procura interna, fruto de uma certa distensão, a verdade é que o motor principal, que se quer sustentado, para o setor imobiliário, virá da procura externa e de mão dada com a evolução do turismo no nosso País. Recordo o Estudo Emerging Trends in Real Estate Europe, desenvolvido pela PWC e Urban Land Institute, que coloca Lisboa no 11.º lugar das melhores cidades europeias para investimento imobiliário.
Aqui chegados importa, finalmente, começarmos a desenhar e a concretizar uma estratégia concertada, envolvendo parceiros privados e públicos, no sentido de proporcionarmos uma oferta imobiliária de qualidade superior, capaz de atrair os compradores mais exigentes, com maior poder de compra e com horizonte de investimento de longo prazo.
É tempo de aprofundar a opção pela qualidade e a rendibilidade. E isso só se consegue com uma oferta adequada às necessidades e gostos de clientes mais sofisticados, que reconhecem o valor e estejam dispostos a pagar um prémio por isto.
Importa por isso, sermos capazes de criar produtos e serviços específicos muito bem dirigidos aos públicos que mais importam, sejam reformados, quadros médios ou superiores, trabalhadores qualificados ou turistas culturais, por exemplo, tudo sustentado numa comunicação integrada que divulgue o nosso País e todas as suas valências.
Acima de tudo importa construir as nossas vantagens competitivas.
Nota: O CONSTRUIR manteve a grafia original do artigo