Concreta 2017: “A arquitectura e a engenharia do futuro assumem um papel de grande preponderância”
Em entrevista ao CONSTRUIR, a directora da Concreta explica a estratégia da organização para a iniciativa deste ano. Carla Maia assegura que o evento vai reflectir o facto de o sector da construção, em particular no que concerne à área da reabilitação urbana, atravessar um momento de grande dinamismo

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Carla Maia, directora da Concreta, assegura ao CONSTRUIR que a feira deste ano vai reflectir esse bom momento que actualmente se vive, ao mesmo tempo que irá contribuir para o debate da sustentabilidade do sector. E explica como isso irá acontecer.
Que expectativas existem para a edição deste ano da Feira?
Acredito que estamos perante uma feira de grande qualidade. A adesão que registamos em termos de expositores, assim como o extenso programa de actividades paralelas que apresentamos, dão-nos confiança para que a feira seja um sucesso. Para lá disso, neste momento assistimos a uma retoma do sector da construção e do imobiliário, o que cria sempre um clima favorável de confiança a todos os agentes que lidam de perto com este sector. A Concreta tem como missão promover novas tendências e impulsionar a área da construção, da arquitectura, da engenharia e do design no contexto nacional. Mas apostamos também de forma clara na internacionalização das empresas portuguesas, com novidades técnicas e tecnológicas e antecipando soluções para um mercado cada vez mais global. A Concreta poderá ser a rampa de lançamento para muitos negócios que irão, com toda a certeza, alavancar o sector.
Quais são os destaques da Concreta 2017?
Nesta edição, a arquitectura e a engenharia do futuro assumem um papel de grande preponderância.
Intimamente ligada à construção, a arquitectura molda e transforma o espaço em que nos movemos, levando depois a que outras disciplinas, como a Engenharia, encontrem novos caminhos e soluções para os desafios propostos. Outro dos destaques que a Concreta apresenta este ano são as praças, um projecto comissariado pelo arquitecto Diogo Aguiar e que, pela sua abrangência, serão um dos grandes polos de atracção. Do cinema ao desenho, das indústrias criativas às novidades tecnológicas, das exposições à fotografia, as “praças Concreta” reflectem o nosso saber e uma visão do que já foi feito e dos novos caminhos a trilhar neste sector.
A Engenharia do Futuro terá também uma área superior a 1.500 m2, num projecto ambicioso e irreverente, da responsabilidade da Ordem dos Engenheiros – Seção Norte.
Como caracteriza o momento e o mercado agora que se abrem as portas da edição deste ano da feira?
O sector da construção, em particular no que concerne à área da reabilitação urbana, atravessa um momento de grande dinamismo. O incremento da actividade turística tem sido o motor desse crescimento, em especial nos principais centros urbanos. Mas também é verdade que a construção tem vindo a desenhar uma linha ascendente em todo o País, fruto da melhoria das condições da economia. A Concreta vai reflectir esse bom momento que actualmente se vive, ao mesmo tempo que irá contribuir para o debate da sustentabilidade do sector.
Revelaram já as linhas do Prémio para jovens arquitectos. Que importância atribuem a esta iniciativa?
Este prémio, que conta com o patrocínio da CIN, tem como objectivo reconhecer o trabalho que as novas gerações de arquitectos têm vindo a desenvolver. É um incentivo para o aparecimento de novas linguagens na arquitectura, ousadas, irreverentes, e que contribuam para uma evolução real da disciplina.
O que podem os expositores esperar do evento deste ano?
Os expositores, assim como os visitantes, podem contar com a Concreta como uma plataforma facilitadora de contactos e oportunidades de negócio. O facto de concentrarmos no mesmo espaço praticamente tudo o que diz respeito ao sector da construção permite uma visão global e abrangente para quem expõe e para quem nos visita. E como não deixamos nenhuma área ao acaso, também destacamos a realização simultânea da Eléctrica, uma feira onde será possível encontrar o melhor do mercado no sector eléctrico e electrónico.
Em 2016 destacava o novo formato que a feira apresentou na última edição, em 2015, para revelar que “seguimos esse rumo e estamos a aprofundá-lo para 2017, pois queremos criar um envolvimento cada vez maior com as cidades e as pessoas”. Em que medida é que esta estratégia é para manter ou para ajustar?
Esta estratégica é sem dúvida para manter. A feira transmite paixão pelo sector, pela requalificação, pela arquitectura, pela engenharia do futuro. E é com essa mesma atitude que a equipa abraça o projecto e o abre para fora, para a cidade, com vista à simbiose perfeita entre espaços e pessoas. Porque as cidades são vividas e sentidas por quem as habita e visita e esse é um segredo que o Porto mantém vivo.