Fernanda Fragateiro dá vida ao “Jardim das Ondas”
A intervenção foi financiada pelo Oceanário de Lisboa e gerida pela Junta de Freguesia do Parque das Nações em coordenação com o atelier do arquitecto paisagista João Gomes da Silva e pela artista plástica e autora da instalação, Fernanda Fragateiro

Ana Rita Sevilha
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O “Jardim das Ondas”, no Parque das Nações, foi alvo de uma intervenção, financiada pelo Oceanário de Lisboa e gerida pela Junta de Freguesia do Parque das Nações em coordenação com o atelier do arquitecto paisagista João Gomes da Silva, autor dos espaços verdes do recinto da Expo’98, e pela artista plástica e autora da intervenção e instalação urbana, Fernanda Fragateiro.
Recorde-se que o “Jardim das Ondas” faz parte dos “Jardins da Água”, uma intervenção que a artista concebeu para a Expo’98. Na realidade, explica em nota de imprensa o Oceanário de Lisboa, “a sua obra resultou em seis projectos que vão acontecendo ao longo do espaço do jardim, todos eles visíveis e agora recuperados, nos ‘Jardins da Água’, sendo o ‘Jardim das Ondas’ o mais emblemático destes projectos”.
Fernanda Fragateiro inspirou-se nas formas resultantes do movimento da água, para conceber o projecto de um jardim “esculpido” em relva onde se modelou o terreno, através de curvas que simulam o ritmo das ondas ao formarem-se e ao rebentarem. O solo é a matéria esculpida e a relva a matéria de acabamento. A sua proximidade relativamente ao plano de água do rio, bem como a sua posição em relação ao movimento aparente do sol, possibilitam o seu uso como superfície flexível e disponibilizam um lugar de contemplação.
Segundo Fernanda Fragateiro, “foi a partir do exercício de imaginar o movimento das pessoas que pensei nas formas que constituem o jardim. Aquilo que é importante é o vago ondular que essas mesmas formas sugerem, é o convite que nos fazem a usá-las: subir, descer, correr, saltar, parar, estar… Estas relações que as formas sugerem possibilitam o encontro entre as pessoas e a paisagem, permitem uma intensa experiência.”.
A requalificação da Cascata que marca o início do “Jardim de Ulisses”, espaço classificado como arte pública, e o Jardim da Esplanada D. Carlos I, foram igualmente alvo de recuperação financiada pelo Oceanário de Lisboa. Segundo Miguel Tiago de Oliveira, director de operações e qualidade deste equipamento, “a manutenção do espaço público, envolvente do Oceanário, é fundamental para acolher e proporcionar uma experiência agradável aos nossos visitantes e à comunidade que vivência esta área da cidade.