Zaha Hadid Architects desenvolve projecto residencial para Lusail, no Qatar
Este é o primeiro de dois projectos encomendados em 2013 pelo sheik Mohammed bin Khalifa Al Thani e deverá estar concluído em 2020

Ana Rita Sevilha
Casa da Arquitectura atribui 10 bolsas de doutoramento para estudo de acervos da instituição
Exponor recebe Empack e Logistics & Automation Porto a 9 e 10 de Abril
Pipeline de novos escritórios na grande Lisboa mais que triplica para 330.000 m2
JLL reforça aposta na área de Patrimónios Privados
A arquitectura nacional em destaque em Osaka
PERFISA: Inovação e Sustentabilidade na Tektónica
Porto Business School debate sinergia energética África – Europa
Grupo Preceram na Tektónica | 10 a 12 de abril 2025
Grupo Norfin anuncia construção de hotel da marca JW Marriott
CBRE representa 42% das colocações de flex offices no mercado em 2024
Corria o ano de 2013, quando o sheik Mohammed bin Khalifa Al Thani encomendou a Zaha Hadid, em nome do maior Grupo do Qatar, o Al Alfia Holding, dois projectos para integrarem o masterplan da cidade de Lusail – uma nova urbe a nascer no Qatar, situada na costa Norte, a 15km da capital Doha e que deverá criar uma comunidade integrada e sustentável para além de ser uma das sedes do Campeonato do Mundo de Futebol em 2022.
Passados três anos, e após o falecimento de Zaha Hadid, o seu gabinete dá seguimento ao pedido e vai agora desenvolver o primeiro dos dois projectos – um hotel de 70.000 metros quadrados, com apartamentos residenciais que deverá ficar concluído em 2020. O segundo projecto, anuncia o gabinete, será desenvolvido dentro do plano em curso.
Em comunicado de imprensa enviado ao CONSTRUIR, o gabinete de Zaha Hadid, recorda que a futura cidade de Lusail, será desenvolvida com soluções inovadoras e sustentáveis – ao nível dos transportes públicos, comunicações, energia, redes de águas e paisagem urbana, entre outros -,e dirigida a uma comunidade ambientalmente sustentável de residentes e visitantes.
À luz destas premissas e considerações, o projecto do gabinete de Zaha Hadid inspirou-se na estrutura de uma planta carnívora e nativa do Golfo Pérsico – o Jacinto do Deserto -, e constitui-se em torno de um núcleo central definido por geometrias e fluídos do qual se formam nove pontas.
Lembrando que o conceito de fluidez faz parte do património e tradições arquitectónicas da região, o gabinete sublinha ainda que partiu de uma compreensão histórica mas fez uma interpretação contemporânea de forma a oferecer uma solução viável para o século XXI.
O projecto foi desenvolvido em colaboração com a Arup e o Atelier Ten – especialistas em engenharia e arquitectura paisagista, respectivamente -, resultando num “abraço entre disciplinas” e num projecto que responde aos desafios ambientais actuais e futuros ao mesmo tempo que fornece espaços confortáveis aos seus moradores, funcionários e visitantes.
Sobre o projecto, Mohammed Bin Khalifa Al Thani salientou os “espaços públicos verdadeiramente inspiradoras”, as “120 residências exclusivas e os 200 quartos de hotel de assinatura inconfundível de Zaha Hadid”, sublinhando o “legado notável” e o compromisso de criar em Lusail uma comunidade mais sustentável.