Miguel Arruda expõe no Museu do Azulejo até 31 de Julho
Os desenhos apresentados nesta exposição permitem-nos evocar o processo criativo de Miguel Arruda na sua viagem projectual

Ana Rita Sevilha
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Miguel Arruda tem em exposição no Museu do Azulejo a mostra “O Desenho da Luz” que reflecte sobre o facto de o azulejo captar e difundir a luz através da sua superfície vidrada. Para a exposição o arquitecto trabalhou este aspecto fundamental e, de certo modo, subverteu-o.
Miguel Arruda explica que, “ao aplicar azulejos a candeeiros e outros sistemas de iluminação, estes funcionam como ecrã, um espaço de sombra que quebra, onde se encontra aplicado, a projecção da luz. Deste modo, o azulejo mantém o seu carácter decorativo, mas ao invés de captar o mundo que o rodeia, ao permanecer em contra-luz, permite que a sua capacidade reflectora fique restrita, possibilitando que possamos observar melhor a sua superfície e os motivos que nele se inscrevem”.
O projecto foi desenvolvido pela Exporlux e apresentado internacionalmente pela primeira vez na Light Building 2016 em Frankfurt, onde teve ainda um outro enfoque, a utilização da cortiça em sistemas de iluminação.
Os desenhos apresentados nesta exposição permitem-nos evocar o processo criativo de Miguel Arruda na sua viagem projectual e lembrar que, na sua obra como escultor, designer e arquitecto, a investigação sobre materiais autóctones tem sido uma constante. “Associando objectos com revestimento de azulejos e cortiça, cria-se uma linguagem estética que emprega matérias identitárias do espaço português”, conclui.