Confiança no mercado imobiliário melhora
O mercado de habitação usada “continuou a registar uma descida das transações e uma quebra dos preços”

Ana Rita Sevilha
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De acordo com o Portuguese Housing Market Survey (PHMS) de Outubro, no mercado de compra e venda de habitação em Portugal, “os promotores têm reportado, no geral, quedas de preços menos acentuadas que os agentes de venda”, o que sugere “que o mercado de construção nova, ainda que sob pressão, se está a aguentar ligeiramente melhor do que o mercado de habitação usada”.
De acordo com a mesma fonte, o mercado de habitação usada “continuou a registar uma descida das transações e uma quebra dos preços, embora no caso dos preços a queda tenha abrandado em Outubro”.
A queda da procura continua a ser o principal motor da descida dos preços, já que a oferta, medida pelas instruções de venda, “têm vindo a evidenciar uma tendência de contração desde Dezembro de 2010, o que terá ainda a ver com o facto de o volume de construção de habitação no período que antecedeu a crise não ter sido significativamente excessivo”.
Em termos de confiança, ainda que continue negativo, o índice de confiança nacional – que analisa os preços e as expectativas relativas a vendas – “melhorou cerca de 4 pontos, mantendo-se, contudo, em -54, um nível marcadamente negativo”.
Já no que se refere ao mercado de arrendamento, “a procura continuou a subir e as expectativas relativas a transações mantêm-se positivas”.
As dificuldades no acesso ao crédito para a compra de casa continuam a impulsionar o mercado de arrendamento, contudo, os valores das rendas têm vindo a descer e as expectativas em relação à sua evolução mantêm-se negativas, “uma tendência que reflete, sobretudo, um excesso de oferta no mercado”.
Ricardo Guimarães, Director da Confidencial Imobiliário (Ci), refere: “a falta de confiança é, segundo os agentes que operam no mercado imobiliário, o principal problema. Está a afectar a credibilidade do mercado junto de potenciais compradores, pelo menos junto dos que procuram comprar uma casa para viver. Pelo contrário, no arrendamento, a entrada em vigor da nova lei das rendas começa a ter impacto positivo nas expectativas relativas a este sector.”
Josh Miller, Economista Sénior do RICS, sublinha, “em Portugal os preços das casas continuam a cair devido à fraca procura, sendo que o excesso de oferta não se apresenta como um problema. Por sua vez, a fraca procura resulta da deterioração do mercado de trabalho e da redução observada na concessão de crédito. Enquanto a preferência das famílias se tem voltado para o arrendamento, as rendas continuam a cair e a expectativa dos respondentes é que a tendência permaneça. As restrições no acesso ao crédito, o excesso de stock no mercado de arrendamento e um possível desajustamento entre a oferta e a procura neste mercado são fatores a considerar.”