UTAO alerta que défice da Parque Escolar e Metro do Porto ultrapassou em Julho meta para todo o ano
A UTAO sublinha também que a despesa com activos financeiros aumentou em Julho devido a empréstimos às EPR, tendo até Julho o esforço financeiro realizado pelo Estado através de empréstimos de médio e longo prazo a estas entidades aos 1.701M€

Lusa
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As empresas Parque Escolar e Metro do Porto já tinham no final de Julho um défice superior ao previsto para todo o ano, alerta a UTAO, frisando ainda que as contas das sociedades veículo do BPN continuam sem aparecer.
Numa análise a que a Agência Lusa teve acesso da Unidade Técnica de Apoio Orçamental sobre a execução orçamental dos primeiros sete meses do ano, os técnicos independentes que funcionam na dependência da Assembleia da República calculam também que o défice das Entidades Públicas Reclassificadas (EPR, que voltaram a ser incluídas no défice) já teria consumido cerca de dois terços do projectado para a totalidade do ano, quando ainda faltam cinco meses para acabar o ano.
As contas são feitas “procedendo-se a um ajustamento da despesa com juros em termos duodecimais”.
Após estas contas, a UTAO faz questão de sublinhar os exemplos das empresas Metro do Porto e Parque Escolar que já superaram o previsto para o conjunto do ano, e por outro lado o caso da RTP que tem um excedente superior ao previsto.
No caso do BPN, o alerta já é antigo e a situação continua a repetir-se mês após mês. As sociedades veículo para a reestruturação do BPN (que assumiram os activos tóxicos do banco e mais recentes os créditos que o BIC não quis no âmbito do processo de compra do banco nacionalizado em 2009) continuam sem apresentar contas e assim prejudicam a capacidade de se calcularem estimativas para os números do défice.
A UTAO sublinha também que a despesa com activos financeiros aumentou em Julho devido a empréstimos às EPR, tendo até Julho o esforço financeiro realizado pelo Estado através de empréstimos de médio e longo prazo a estas entidades aos 1.701 milhões de euros.
Só em Julho, o Estado concedeu empréstimos na ordem dos 338 milhões de euros, com destaque para o Metropolitano de Lisboa (224 milhões de euros) e para a Estradas de Portugal (114 milhões de euros), relembrando ainda a unidade que a dotação orçamental para estes empréstimos foi reforçada no âmbito do orçamento rectificativo em 357 milhões de euros, para que fossem pagos empréstimos destas empresas aos bancos.