Estado ignora pagamentos ao sector da Construção, acusa AICCOPN
Reis Campos considera “incompreensível que o sector da construção não seja contemplado na estratégia de pagamentos” à semelhança do que acontece para o sector da saúde

Novo crédito à habitação cresce 27%
Câmara do Seixal lança concurso para Unidade de Saúde de Paio Pires
AtlasEgde investe 500 M€ em data centers em Portugal e junta-se à Colt
UC lança guia para tornar renovação energética acessível nas comunidades rurais europeias
VIZTA lança CORE
Nova linha de eléctrico irá ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações
Aveiro acolhe estreia da Future Xpo em Portugal e coloca-se no “centro da inovação europeia”
Archi Summit abre última fase de candidaturas a expositores
Verdelago lança nova fase num investimento de 74 M€
Reabilitação Urbana mantém dinamismo
A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas acusou esta terça-feira o Governo de ignorar o sector no que respeita às linhas de actuação com vista à redução das dívidas aos fornecedores.
Em comunicado, a associação liderada por Reis Campos considera “incompreensível que o sector da construção não seja contemplado na estratégia de pagamentos” à semelhança do que acontece para o sector da saúde.
Apontando para o agravamento dos prazos médios de pagamento das entidades públicas, bem patente nos dados oficiais disponibilizados e no inquérito elaborado pela Associação, os construtores referem um montante total em dívida que supera os 1,4 mil milhões de euros, e que continua a crescer, não obstante os compromissos assumidos no Memorando de Entendimento, facto que está a colocar em causa a sobrevivência das empresas e de milhares de postos de trabalho.
No caso das Autarquias, responsáveis por 930 milhões de euros de dívidas em atraso, os prazos de pagamento situam-se, em média, nos 7,9 meses, o que representa o prazo mais elevado dos últimos 3 anos e o segundo pior de sempre e, “ao invés de contribuir para a resolução do problema, o Governo tem bloqueado todas as soluções”, pelo que a Associação questiona se esta não será uma estratégia deliberada, que passa por levar as empresas à falência e, consequentemente, por uma tentativa de não pagamento das dívidas, num momento em que se assiste, diariamente, ao encerramento de cerca de 12 empresas e a uma perda de 360 postos de trabalho.
“Não é possível compreender que, enquanto o País sofre as medidas de austeridade impostas em nome do financiamento da economia e do pagamento dos compromissos financeiros, as empresas da construção continuem sem receber as verbas a que têm direito”, diz a AICCOPN, acrescentando que tal ocorre num contexto em que enfrentam uma contração sem precedentes nos montantes do crédito concedido pela Banca.
O pagamento das dívidas em atraso às empresas seria suficiente para contrabalançar os 1,3 mil milhões de euros de redução do crédito bancário nos últimos 12 meses, refere, dizendo ainda que se trata de uma atitude imponderada por parte do Governo, que nada faz para impedir o colapso de um setor que representa cerca de um quinto do PIB.
Esta é uma das razões que leva a AICCOPN a apelar a uma grande mobilização dos empresários em torno do 1º Encontro Nacional da Construção e do Imobiliário, que decorrerá no próximo dia 5 de junho, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, uma vez é tempo de agir em defesa do setor, de demonstrar que este é uma das soluções para os problemas que o País enfrenta e de evidenciar que, sem o dinamismo desta atividade, Portugal irá parar.