Valor do investimento em imobiliário em Portugal foi “dos mais baixos” dos últimos anos
A CBRE aponta que apenas nos dois primeiros trimestres de 2009 se registaram valores mais baixos do que os 60 milhões referentes ao período em análise

Pedro Cristino
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Segundo o mais recente estudo da CB Richard Ellis (CBRE), European Capital Markets, o investimento no mercado imobiliário em Portugal nos primeiros três meses de 2011 foi “um dos valores trimestrais mais baixos” registados ao longo dos últimos anos.
A consultora imobiliária aponta, no seu comunicado de imprensa, que apenas nos dois primeiros trimestres de 2009 se registaram valores mais baixos do que os 60 milhões referentes ao período em análise.
Este valor traduz também um afastamento relativamente ao mercado de investimento imobiliário comercial europeu, que “continua a recuperar, impulsionado por um aumento da procura de activos imobiliários prime do mercado de retail”.
Na Europa, o investimento atingiu os 28 mil milhões de euros durante os primeiros três meses deste ano, o que representa um aumento de 32% face ao período homólogo do ano transacto. “Os últimos resultados, ainda que inferiores aos 38,6 mil milhões de euros transaccionados no quarto trimestre de 2010, estão em consonância com o contínuo aumento da actividade de investimento iniciado no final de 2009 e mantido ao longo de 2010”, reforça a nota de imprensa.
“A evolução do mercado de investimento português ao longo do primeiro trimestre do ano reflecte, por um lado, a quebra na procura por parte dos fundos nacionais de investimento imobiliário abertos, os quais têm sido alvo de significativos resgates, assim como o fraco interesse dos investidores internacionais em Portugal”, explicou Francisco Horta e Costa, senior director de Capital Markets da CBRE.
Por sua vez, o director do Departamento de European Retail Investment da CBRE, John Welham referiu que “desde a recessão económica global, a grande maioria dos investidores centrou-se em activos e localizações core e tal continua a verificar-se”. Apesar disso, o responsável da consultora aponta para o facto de, no final de 2010 e início de 2011, o número e tipo de investidores activos se ter estendido, tendo avançado o seu interesse na “curva de risco”.
“Esta alteração na procura de activos “com valor acrescentado” é mais forte no sector de retail. Em termos geográficos, as previsões apontam para que os mercados da Alemanha, Suécia, Espanha e Europa Central e de Leste sejam os mais beneficiados a curto prazo”, reforçou Welham.