Cavaco Silva reitera oposição aos grandes investimentos públicos
O Presidente da República defende a emergência na remoção dos obstáculos à reabilitação urbana, “cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas”

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O Presidente da República, Cavaco Silva, voltou esta quarta-feira a manifestar-se contra o privilégio aos “grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego”.
No discurso da tomada de posse para o segundo mandato, Cavaco Silva sublinha que “não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas”.
O Presidente da República defende, isso sim, a emergência na remoção dos obstáculos à reabilitação urbana, “cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas”.
“As iniciativas locais de emprego e os investimentos de proximidade são aqueles que podem produzir resultados de forma mais imediata e que melhor podem ser avaliados, reformulados ou reproduzidos”, defende.
Cavaco Silva lembrou também os efeitos das parcerias público privadas, admitindo que “a margem de manobra do Estado português para acudir às necessidades de crescimento da economia e para combater os problemas de natureza social encontra-se severamente limitada”. Prova disso, diz, são “os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas”.