Primeiro-ministro considera renováveis uma “área decisiva para o sucesso” da economia
O governante falava durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra de reforço de potência da barragem de Salmonde, um investimento de 200 milhões de euros da EDP

Lusa
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O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou que as energias renováveis constituem crescentemente “uma área decisiva para marcar o sucesso ou insucesso” da economia.
“Neste domínio das energias renováveis queremos estar na linha da frente”, afirmou, sustentando que se trata de uma área que vai mudar o mundo e onde se vão dar muitas mudanças.
O governante falava durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da obra de reforço de potência da barragem de Salmonde, um investimento de 200 milhões de euros da EDP.
No ato participaram o secretário de Estado da Inovação, Carlos Zorrinho, o presidente do Conselho Geral da EDP, António Almeida, o Governador Civil de Braga, Fernando Moniz e o presidente da Câmara local, Jorge Dantas.
Para José Sócrates, Portugal ou quer estar na linha da frente ou ficará para trás: “é aqui que se vai jogar grande parte do nosso futuro, do novo modelo económico e começam já a aparecer os primeiros sinais das primeiras grandes mudanças a nível global”.
“O mundo já escolheu uma economia com menos carbono e vai fazer um acordo pós Quioto cada vez mais exigente com as emissões de carbono”, acentuou, dizendo que Portugal tem de apostar em todos os domínios das energias renováveis.
Disse que nesta área se vai concentrar muita da inteligência da investigação da inovação e do investimento pelo que Portugal, ou estará à frente, ou terá de importar as tecnologias, como sucedeu no passado.
“É este o país que ambiciono que não se resigna neste domínio e que quer estar na linha da frente”, insistiu, apontando como exemplo o carro eléctrico, que tem possibilidades de chegar, a curto prazo, a dez por cento do mercado automóvel em Portugal.
Sócrates frisou que para além do combate ao aquecimento “as energias renováveis são também decisivas para minorar o défice comercial português, para reduzir o endividamento e a dependência do petróleo”.
“O nosso défice comercial depende da questão energética”, lembrou, assinalando que em 2010 as energias renováveis permitiram poupar 700 milhões de euros de importações de petróleo.
Acrescentou que, “mais de 50 por cento do endividamento português anual se deve à importação de petróleo”, para garantir que o investimento no sector “começa a dar resultados poupando dinheiro ao país”.
Na opinião do primeiro-ministro, as «renováveis» têm, ainda, a vantagem de ajudar a criar um cluster industrial no sector, com o consequente crescimento económico e criação de empregos.
Lembrou que a EDP tem em curso cinco projectos de reforço de potência em barragens, outras duas em construção e vai lançar, ainda em 2010, as de Foz Tua e do Alvito.
“A EDP investe assim em nove barragens o que nunca foi feito no nosso país”, observou, realçando que tal significa que “Portugal está a recuperar o tempo perdido após anos de esquecimento do sector, em especial no domínio hídrico”.
Frisou, também, que estes investimentos contribuem para incrementar a actividade económica já que a incorporação portuguesa está acima do 80 por cento, nos domínios da engenharia, das empresas de construção e da construção de equipamentos.
“O Plano Nacional de Barragens, lançado há três anos no meio de críticas, passou todos os testes e hoje somos um dos países que mais se empenha na diminuição do aquecimento global”, referiu.