Reprogramação de investimentos da Metro Mondego não incide sobre trabalhos em curso
Por seu turno, em comunicado hoje enviado à agência Lusa, a empresa Metro Mondego (MM) confirmou que estão em discussão vários cenários relativos à concretização da obra, sem no entanto especificar quais

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A reprogramação de investimentos no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) não incide sobre obras em curso do projecto Metro Mondego, como as que decorrem no ramal ferroviário da Lousã, garantiu hoje fonte ministerial.
Questionada sobre o impacto das medidas derivadas do PEC na calendarização e plano de investimentos da obra do metropolitano ligeiro de superfície, fonte do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (MOPTC) frisou que as reprogramações de investimentos estão “a ser analisadas pela tutela em conjunto com as empresas”.
“Contudo, não existe nenhuma orientação do MOPTC para parar trabalhos em curso”, disse a fonte.
Por seu turno, em comunicado hoje enviado à agência Lusa, a empresa Metro Mondego (MM) confirmou que estão em discussão vários cenários relativos à concretização da obra, sem no entanto especificar quais.
Estes cenários, argumentou, derivam de directivas do ministério das Finanças definidas no Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
A comissão executiva da empresa detida em 53 por cento pelo Estado sustenta, apenas, que no seguimento de um despacho do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, “desenvolveu um conjunto de análises com vista a avaliar as condições em que os Planos de Investimentos do Sistema de Mobilidade do Mondego e de Actividades da MM poderiam e deveriam ser ajustados de forma a se conformarem” às directivas do PEC.
Os cenários resultantes das análises efectuadas foram enviados, na segunda feira, à tutela, conjuntamente com uma avaliação feita pelo conselho de administração da empresa sobre o “impacto que cada alternativa considerada poderá ter, quer para o sucesso futuro do projecto, quer especialmente ao nível social e para a credibilidade do mesmo”, refere.
Adianta ainda o comunicado que a avaliação será “ainda hoje” comunicada aos accionistas – para além do Estado, as autarquias de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo e as empresas REFER e CP – através do presidente da Assembleia Geral, Carlos Encarnação, presidente da Câmara de Coimbra.
A comissão executiva da Metro Mondego conclui frisando que fica a “aguardar a pronúncia” das suas tutelas e accionistas sobre os cenários elaborados para a concretização do projecto.
Fátima Ramos, autarca de Miranda do Corvo – um dos três municípios, junto com Coimbra e Lousã, que será servido pelo metropolitano de superfície – avisou hoje que a eventual suspensão das obras em curso na ligação entre Serpins e Coimbra provocará o atraso de vários anos na reposição do serviço ferroviário.