Fernando Santo preocupado com o actual estado do ensino da engenharia
“O estado a que chegou o nosso ensino, a falta de exigência, a forma como a legislação tem vindo a colocar no mesmo nível de competências licenciaturas com três anos, com cinco, com seis”, são objecto de consternação para Fernando Santo

Pedro Cristino
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Fernando Santo apontou hoje o estado do ensino da engenharia como uma das grandes preocupações do sector, lamentando a “falta de exigência” existente.
Em declarações à Lusa, o Bastonário da Ordem dos Engenheiros, que amanhã será substituído no cargo por Matias Ramos, referiu, que o ensino foi precisamente um dos temas de conversa com o Presidente da República, com quem esteve reunido.
“O estado a que chegou o nosso ensino, a falta de exigência, a forma como a legislação tem vindo a colocar no mesmo nível de competências licenciaturas com três anos, com cinco, com seis”, são objecto de consternação para Fernando Santo. “Aquilo que é diferente é tratado na lei da mesma maneira”, critica o (ainda) Bastonário, referindo que a actual portaria 1379/2009 coloca ao “nível de bacharelato” licenciaturas com mais de três anos.
Em termos de balanço, Fernando Santo considerou que foram seis anos “muito difíceis” de mandato, referindo “toda a reforma do ensino superior” e “as grandes questões sobre obras públicas”, como assuntos que teve de enfrentar, procurando, ao mesmo tempo, ter sempre “uma atitude construtiva”, ao invés de uma visão “corporativa”.
Por sua vez, o caso da construção do novo aeroporto na OTA é um exemplo de sucesso para o Bastonário, que considera que “felizmente se parou um processo que ia dar muito maus resultados”.